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quarta-feira, 30 de maio de 2012

CISTO DE PENA NOS CANÁRIOS



Cisto de pena, ou bola, é um problema que cedo ou tarde todo o criador de canários vai ter que enfrentar. Hoje, um colega entrou em contato comigo, com dúvidas sobre o que fazer, sendo que um canário dele está com um cisto de pena na cabeça. Infelizmente, isso não é raro acontecer, pode dar em qualquer parte do corpo do canário. É causado por uma pena que não consegue sair da forma correta. Pode acontecer por vários fatores: ser transmitido geneticamente; acasalamentos incorretos (nevados x nevados) assim os filhotes nascem com pena muito mole e com maior volume de plumas; má alimentação; sementes de má qualidade; farinhada ou papada de má qualidade, prejudicando o canário na muda de pena. Bom, poderia citar outras causas, mas vamos ficar por aqui.
Crio Lancashire entre outras raças e já tive este problema, inclusive semana passada, um macho de Lancashire de meu plantel estava com um cisto na asa e não era pequeno. O que costumo fazer, é esterilizar um bisturi com álcool e dar um corte pequeno na pele em cima do cisto, removendo a parte interna que geralmente é seca e se esfarela. É normal sangrar um pouco, limpo o hematoma e coloco Rifocina Spray, que se encontra em qualquer farmácia. Faço curativo diariamente. Em dois ou três dias a ave já estará bem. É bom prestar atenção porque a pena pode nascer defeituosa mais vezes no mesmo local, e quanto antes percebermos, podemos arrancá-la evitando o cisto. A ave deve ser colocada em uma gaiola limpa.
Sempre deve-se usar vitamina H e uma alimentação balanceada, diminuindo assim a possibilidade de se ter cisto nos canários.
Alex Sandro Machado

quinta-feira, 24 de maio de 2012



LANCASHIRE
Origem: Condado de Lancashire, Inglaterra
Histórico: Segundo a OLD VARIETIES CANARY ASSOCIATION (OVCA), clube que se dedica na Grã-Bretanha a manter e estimular o desenvolvimento das velhas raças de canários, a origem da raça LANCASHIRE nunca foi documentada mas, acredita-se que ela se originou do velho canário Holandês que foi trazido para o país, no século XVIII, pelos tecelões flamengos.
Nos tempos vitorianos ela atingiu, provavelmente, o auge de seu desenvolvimento mas, nunca encontrou muita popularidade fora de sua zona de origem. A partir de 1870, começou a ser utilizada intensamente para melhorar outras raças, notadamente a Crested, a Norwich e a Yorkshire. O desfalque causado por tal prática provocou uma queda sensível nos plantéis puros e isto, somado a várias outras razões, resultou no início do declínio da raça. Tal declínio continuou através século atual e é provável que os últimos plantéis puros tenham desaparecido, durante a segunda Grande Guerra.
            Os Lancashires atuais foram reconstituídos pelo emprego das raças para as quais haviam contribuído no passado e, hoje já se apresentam com características idênticas às originais.
            O trabalho reconstituição executado pelos criadores ingleses, sob a orientação de G. T Dodwell, baseou-se na utilização de pássaros das raças Yorkshire e Crested, nas quais a utilização do Lancashire foi bem acentuada.

            Utilizando pássaros dessas raças em acasalamentos judiciosos, em relativamente pouco tempo, conseguiram-se pássaros com a forma desejada, deficientes em apenas dois itens: TAMANHO e TOPETE. Posteriormente, um trabalho intenso e persistente permitiu que as deficiências fossem reparadas e, hoje os Lancashires apresentados, ainda que não muito numerosos, já apresentam características tão boas ou melhores que os pássaros antigos.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

RHEINLÄNDER


RHEINLÄNDER

O pássaro Rheiniänder é uma raça de canários de postura originados e criados na região do Rhein na Alemanha. E uma raça de pássaros de porte pequeno apresentando-se com e sem topete e sua postura é ligeiramente curvada em relação ao poleiro. São admitidos para concurso pássaros com e sem topete. O principal objetivo é a criação de canários com topete claro.

Descrição da raça:
Topete - Cabeça = 20 pontos 
O topete: iniciando-se próximo ao centro da cabeça,
deve ser simétrico e em forma de ‘‘ferradura”, estendendo-se para a frente
na zona acima dos olhos, sendo visível na transição para a nuca. São
admitidos topetes melânicos.
Cabeça; quando lisa é relativamente mais longa do que larga e ligeiramente arredondada, com sobrancelhas evidentes.

Corpo = 20 pontos
Delgado e elegante, com o peito e o dorso ligeiramente arredondados.

Posição  = 20 pontos 
Erguida, com o dorso ligeiramente curvado.

Tamanho = 15 pontos 
12 cm no máximo.

Plumagem = 10 pontos
Lisa e bem aderente ao corpo.

Pernas e Pés = 5 pontos
Finas e delicadas, ligeiramente fletidas, com coxas parcialmente visíveis
. 
Cauda = 5 pontos 
Estreita e ligeiramente bifurcada.

Condição Geral e Cor – 5 pontos
Condição geral: boa saúde e limpeza.
Cor: uniforme:  branco, amarelo ou vermelho (intenso ou nevado)
Com ausência de melaninas, exeto para o topete.

Resumo Técnico da Raça: Rheinländer
Texto retirado do Manual de Julgamento e Standards
Canários de Porte

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Programa Controle de Canários


Agradecimento e Comentário
Nos grandes admiradores de canários estamos sempre procurando alguma coisa para melhorar nosso plantel,  e eu pesquisando na internet achei um programa para controle de plantel que é muito bom, digamos de passagem o melhor que existe pois nunca vi outro.
Este programa é inteiramente gratuito, que fique bem claro eu só encontrei o programa navegando na internet, e quero parabenizar estes excelentes profissionais que o criaram
E nos permitem fazer o dawload e usar sem custo nem um, é muito bom consegue se ter um controle de 100% do plantel e fundamental para quem, Cria ou esta iniciando na canariocultura, pois a era do lápis e papel já passou.
MUITO OBRIGADO AO AVIÁRIO FRANCISCO TOMAS POR NOS BENEFICIAR
COM ESTE PROGRAMA MARAVILHOSO E TOTALMENTE GRATUITO   

Endereço para Dawloads
http://www.sico.es/pajaros/miaviario.html

segunda-feira, 18 de julho de 2011

UMA EXPERIÊNCIA NA ALIMENTAÇÃO DE FILHOTES DE CANÁRIOS FRISADOS PARISIENSE


Revista CPCCF Junho/2004
Arquivo Editado em 20/09/2004
Com estas poucas palavras, iremos relatar   uma   experiência   que desenvolvemos em nosso criatório de Canários Frisados Parisienses, na temporada de 2003, entre os meses de Setembro a Dezembro, período que corresponde ao de criação de canários aqui no Brasil.
Um  dos  maiores  problemas encontrados pela maioria dos criadores de canários de porte e em especial nos de Frisados Parisienses de maior porte, é a alimentação dos filhotes na fase que eles necessitam ser alimentados diretamente no bico. Uma vez que estes canários têm fama de não serem bons criadores de filhotes, gerando ao final da temporada, um baixo número de filhotes criados por casal.
Uma alternativa para os criadores é optar pela utilização de amas-secas, para almejarem sucesso em suas criações. Esta prática permite liberar os casais frisados logo após a postura, ficando atarefa de incubar os ovos e alimentar os filhotes para as amas, mas por outro lado, aumenta o custo de criação, pela necessidade de maior número de casais, onde geralmente são utilizados três a quatro casais de amas, para cada casal de frisado.
A utilização de amas resolve em parte o problema da criação de filhotes, pois com o aprimoramento genético cada vez maior dos canários, seu instinto de procriação vem diminuindo significativamente, tornando-se imperativo que os criadores procurem exaustivamente canários que sejam bons alimentadores de filhotes. Os canários conhecidos como comuns, pindorgas, vermelhos, gloster entre outros, têm sido os preferidos para esta tarefa, mas mesmo eles, às vezes necessitam de ajuda dos tratadores nos três primeiros dias de vida dos filhotes, que são alimentados artificialmente diretamente no bico, com a utilização de papinhas.
Temos nestes últimos anos, lançado mão de diversas marcas de papinhas, inclusive às importadas, obtendo resultados diversos, às vezes promissores e em outras nem tão animadores.
Há um grande número de morte de filhotes nos primeiros dias de vida, atribuídos na maioria das vezes, como sendo devido às doenças, mas na realidade estas mortes são originadas por deficiência na alimentação, que leva os filhotes à desidratação,     inanição     com enfraquecimento geral, tornando até mesmo a alimentação artificial impossível, pois eles não têm força para levantar a cabeça e abrir o  bico, tendo como conseqüência final à morte de um elevado número de filhotes.
Em todos estes anos de experiência na criação de canários frisados, sempre procuramos fazer uma comparação entre a forma de alimentação de nossa criação e o comportamento dos pássaros silvestres, quanto à alimentação de seus filhotes. Eles utilizam sementes, frutas e principalmente insetos e minhocas, que tem na composição de seus corpos uma elevada porcentagem de proteína para alimentarem seus proles, obtendo um sucesso espetacular, onde os filhotes silvestres abandonam os ninhos de 13 para 14 dias de vida, enquanto nossos canários levam mais de 20 dias, devido ao seu crescimento lento e de forma desigual.
Os filhotes silvestres apresentam um aspecto morfológico de desenvolvimento, muito melhor que os de nossos canários, que são alimentados com diversos tipos de sementes, verduras, ovos e rações das mais variadas origens e preços, que às vezes são até  exorbitantes, não levando ao desejado da criação.
Sempre pensei em adicionar algo na alimentação dos filhotes, que fosse semelhante aos alimentos silvestres, como insetos que tem alto valor protéico, mas esta prática é muito complicada, haja vista, que haveria necessidade de termos uma criação de insetos paralela a de canários, situação impossível principalmente para os criadores que não são aposentados, tendo que conciliar o trabalho com as atividades de uma criação.
Em 2003, durante o campeonato Brasileiro em Florianópolis, tomamos conhecimento, através de trocas de experiências com outros criadores, quando tivemos a grata surpresa de ouvir falar da utilização de farinha de minhoca, adicionada à alimentação de Periquitos Australianos padrão inglês. Nos foi relatado que os resultados obtidos foram à redução da taxa de mortalidade para próximo de zero e o tempo de aninhamento dos filhotes diminuído em dois a três dias.
Isto nos fez pensar em aplicar o mesmo sistema na criação de frisados parisienses e verificar se haveria diminuição nos índices de mortalidade em nossa experiência, quando comparamos aos dos anos anteriores.
Na experiência de nosso amigo  de Florianópolis, era adicionado à farinha dos periquitos, 30g de farinha de minhoca para cada quilograma de farinha seca, que era umedecida na hora da  distribuição aos pássaros.
A farinha de minhocas tem mais de 60% de proteínas e é produto de origem animal, que geralmente apresenta um grau de digestibilidade para os animais  onívoros e os ancestrais de nossos canários quando da vida silvestre, tinham este tipo de hábito alimentar. Esta farinha vem de encontro ao comportamento das aves silvestre, que alimentam seus filhotes com insetos, que tem a maior parte do corpo formada por proteínas, daí o grande desenvolvimento apresentado por seus  filhotes.
Quando iniciamos nossa temporada de criação em Setembro de 2003, resolvemos introduzir a farinha de minhoca na criação, na proporção de 30g por kg de farinhada, somente para as amas-seca e filhotes. Já
na papinha que era utilizada para a alimentação feita diretamente no bico dos filhotes, utilizamos 50% de farinha de minhoca e 50% da papinha, portanto em partes iguais, onde adicionamos água até formar uma mistura semilíquida, para permitir melhor ingestão pêlos filhotes.
Esta mistura era feita na hora de alimentar os filhotes, desprezando-se as sobras para evitar um possível processo de fermentação, que com certeza, levaria a sérios problemas digestivos aos filhotes.
Nossas primeiras observações, foram feitas quanto aos aspectos gerais dos filhotes, eles apresentavam um crescimento uniforme e maior que o ocorrido nos anos anteriores, ao menor movimento ficam ativos, abrindo o bico pedindo comida, a pele era lisa, esticada e brilhante, pernas grossas sem sinais de desidratação e a mucosa da boca de coloração bem vermelha, mesmo sendo canários que não recebem pigmento vermelho na alimentação.
O número de dias para o anilhamento de nossos frisados foi reduzido de nove a dez dias, para sete a oito, pelo fato dos filhotes apresentarem um maior crescimento e menor grau de desidratação,
ficando com as pernas mais grossas e fortes.
Ao final de nossa estação de criação em Dezembro de 2003, chegamos ao sensacional índice de mortalidade igual a ZERO. Fato que nunca havia ocorrido em todos os anos anteriores de  experiências, que tivemos na criação de canários frisados parisienses.Frente a estes resultados, pensamos em continuar na próxima
temporada de criação de 2004, nossa experiência e porque não tentar aprimorar sua utilização.
Lembramos aos leitores, que nossa experiência foi feita em apenas  um período de criação, havendo  necessidade de obtermos maiores informações sobre o assunto, talvez aprimorar o percentual farinha de minhoca na mistura de farinha e na papinha, mas temos certeza que estamos trilhando por um caminho certo, com boas perspectivas para aprimorar ainda mais a criação de filhotes de canários, almejando índices de mortalidade muito próximo de zero.
Torna-se evidente lembrar que para termos sucesso em nossas criações a alimentação não é fator único, devendo tomar todos os cuidados com a genética, sanidade, manejo e uma grande dose de
dedicação, para se conseguir melhores resultados.
Esperamos que esta nossa simples experiência, seja o caminho para novas observações e aprimoramento deste maravilhoso roby, que é a exuberante e diversificada criação de canários existente em nosso querido Brasil.

Ágata Topázio