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sexta-feira, 24 de julho de 2009



Acasalamentos de Canários de Cor

Revista SOBC 1998
Arquivo editado em 25/04/2005

Nunca acasale


com fator vermelho x sem fator vermelho
linha clara x linha escura
diluídos x oxidados
mosaicos x nevados
dominante ou recessivo x com fator vermelho
dominante x marfim ou portador
ágata x féo
ágata x satinado
pastel x opal
pastel x satinado
pastel x féo
satinado x féo
féo x opal
opal x satinado

dois fatores diferentes de diluição de melaninas mesmo que sejam apenas dois portadores.

Todos os acasalamentos acima gerarão pássaros atípicos ou fora da nomenclatura atual, se não na primeira geração, nas subseqüentes.

Ainda não devem ser acasalados:

intenso x intenso
dominante x dominante

Pois nesses acasalamentos ocorre o fator sub-letal, matando parte dos
embriões e gerando parte dos filhotes debilitados.

Obs.:
Alguns acasalamentos não aconselháveis podem ser feitos visando aprimorar determinadas qualidades. Por exemplo: acasalar mosaicos da linha clara com mosaico da linha escura, para obter mosaicos da linha escura bem caracterizados.

Entretanto, esses acasalamentos devem ser feitos exclusivamente por criadores experientes e que possuam um plantei grande.

Acasale sempre

linha clara x linha clara
linha escura x linha escura
sem fator x sem fator
com fator x com fator
nevado x intenso
nevado x dominante
nevado x recessivo
mosaico x mosaico
diluído x diluído
oxidado x oxidado

TABELAS

A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados

2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos

3 - nevado x dominante
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes

4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera pássaros com excesso de névoa e de plumagem.

Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.

B - Diluídos x Diluídos

l - (M) ágata x (F) Isabel
prole: machos ágatas portadores de Isabel fêmeas ágatas

2 - (M) ágata x (F) ágata
prole: machos e fêmeas ágatas

3 - (M) isabel x (F) Isabel
prole: machos e fêmeas isabéis

4 - (M) isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis

5 - (M) ágata portador de Isabel x (F) isabel
prole: machos isabéis
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas

6 - (M) ágata portador de Isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas

C - Oxidados x Oxidados
1 - (M) negro-marrom x (F) negro-marrom
prole: machos e fêmeas negro-marrons

2 - (M) negro-marrom x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas negro-marrons

3 - (M) canela x (F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas

4 - (M) canela x (F) canela
prole: machos e fêmeas canelas

5 - (M) negro-marrom p/ canela x(F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons
machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons

6 - (M) negro-marrom p/ canela x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
machos canelas
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons

Os canários negro-marrons oxidados são os verdes, azuis e cobres.

Porém na tabela quando aparece o termo negro-marrom não podemos esquecer que os cobres, ao contrário dos verdes e azuis, têm fator vermelho. Os acasalamentos corretos são:

verde x verde
verde x canela amarelo ou prateado
verde x azul
azul x canela amarelo nevado
cobre x cobre
cobre x canela vermelho
canela x canela

Obs.:
Os acasalamentos com negro-marrons portadores de ágata ou Isabel e canelas portadores de isabel, não foram feitos porque esses pássaros descendem de acasalamentos incorretos.

D - Pastel - Satínê - Marfim
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos portadores fêmeas puras

2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros

3 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais

4 - (M) normal x (F) pura
prole: machos portadores fêmeas normais

5 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais machos portadores

fêmeas normais
fêmeas puras

6 - (M) portador x (F) pura prole: machos portadores
machos puros
fêmeas normais
fêmeas puras

Esses fatores são caracterizados por gens ligados ao sexo masculino. Não existindo fêmeas portadoras, porque apenas um gen é suficiente para a caracterização desses fatores no fenótipo das fêmeas.

E • Recessivo - Opal - Ino (Féos) Topázios

1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos e fêmeas portadores

2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros

3 - (M) puro x (F) portadora
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras

4 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais

5 - (M) normal x (F) pura
prole: machos e fêmeas portadores

6 - (M) normal x (F) portadora
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras

7 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras

8 - (M) portador x (F) pura
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras

9 - (M) portador x (F) portadora
prole: machos puros machos normais
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas normais
fêmeas portadoras

Esses fatores são caracterizados por gens recessivos, que necessitam estar em dose dupla para sua caracterização no fenótipo e independem do sexo dos pássaros acasalados, por isso nota-se que na prole o fenótipo e o genótipo dos machos e das fêmeas são sempre iguais e que nos casais l e 5, 3 e 8, 6 e 7 a prole é idêntica.

Obs.:
Os canários de olhos vermelhos da linha clara (albinos, lutinos e rubinos) devem ser acasalados como satinês e não como inos, porque no Brasil atualmente quase todos os pássaros dessa linha descendem de satinês

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dicionário Canariocultura

PEQUENO DICIONÁRIO DA CANIRICULTURA PEQUENO DICIONÁRIO DA CANIRICULTURA


Extraído Revista ABC 1998

ALELOS
Genes em que se designam os caracteres

ANILHA
Abraçadeira inviolável para controle de criação

AUTOSSOMAL
Mutação independente do sexo dos indivíduos do casal

CAROTENO
Pigmento de cor laranja ou vermelha

CATEGORIA
Forma pela qual o lipocrômo é distribuído na plumagem

CLOACA
Orifício comum à reprodução e eliminação de fezes, urina e ovos.

CONSANGÜINIDADE
Parentesco de sangue materno ou paterno

CROMOSSOMO
Segmento de filamento cromático que se destaca por ocasião definidas na formação do novo ser

DILUIÇÃO
Efeito do enfraquecimento da cor original

DIMORFISMO
Diferença no fenótipo entre machos e fêmeas

DOMINANTE
Pássaro de caracteres dominantes às demais cores de fundo

EUMALANINA
Coloração negra ou marrom que se deposita na plumagem, formando os desenhos (estrias)

FATOR
Elemento que concorre para o resultado de uma mutação

FENÓTIPO
Características externas e visíveis de um indivíduo

FEOMALANINA
Coloração marrom que se deposita nas bordas das penas

GAMETA
Célula sexual do macho ou da fêmea

GENÉTICA
Ramo da biologia que estufa os fenômenos da hereditariedade e o modo como as características são transmitidas de uma geração para outra

GENE
Partícula do cromossomo em que se encerram os caracteres hereditários

GENOTIPO
Constituição genética interna do indivíduo

HETEROZIGOTO
Indivíduo com par de cromossomos diferentes

HÍBRIDO
Pássaro que provém de espécies diferentes (ex: pintassilgo com canária)

HOMOZIGOTO
Indivíduo com par de cromossomos idênticos

INO
Terminologia aos canários albinos, lutinos e rubinos (canários com olhos vermelho)

INTENSO
Denominação ao canário com lipocromo amarelo ou vermelho, atingindo toda a extensão das penas

LINHAGEM
Conjunto de pássaros com consangüinidade controlada

LIPOCRÔMO
São pigmentos de origem lipídica que se manifesta nas cores amarelo, amarelo marfim, vermelho, vermelho marfim e branco dominante (parcialmente)

MELANINA
Pigmentos de origem protéica, encontrado nos canários negro-marrons

MUTAÇÃO
Constituição hereditária com aparecimento de caráter inexistente nas gerações anteriores

MOSAICO
Canário de lipocrômo restrito em áreas especifícias da plumagem )máscara facial, ombros, uropígio e peito)

OXIDAÇÃO
Pigmentação melânica negra ou marrom combinada com a cor de fundo

PAULISTINHA
Denominação dada ao ágata mosaico, em função da semelhança de seu desenho dorsal com as listras da bandeira paulista

PIGMENTAÇÃO
Coloração através de substâncias

PENUGEM
Primeiras penas que surgem de um pássaro: remiges, retrizes e tetrizes.

QUISTOS
Pela impossibilidade da pena romper a pele e atingir seu desenvolvimento, fazendo com que ela e algumas vizinhas fiquem abaixo da pele, formação de bolas (caroços)

RECESSIVO
É o fator responsável pela ausência absoluta de carotenóide com inibição total do depósito de lipocrômo

REMIGES
Penas grandes das asas

RETRIZES
Penas do rabo

ROLLER
Canário de canto melodioso clássico, originário da Alemanha, este canário tem canto mais baixo que os demais, tendo como único item para concurso, o canto

SÉRIE
Agrupamento de cores quanto as características lipocrômicas e melânicas semelhantes

SEXO-LIGADO
Denominação à transmissão de uma mutação no cromossomo "X"

SCHIMELL
Manifestação indesejável de nevadismo em algumas regiões da plumagem dos canários. Característica essa que apresenta desvantagem para efeito de concurso

SIRINGE
Órgão interno do pássaro responsável pelo canto

SUBPLUMAGEM
São as penugens constituídas de penas finas, sedosas, raquis mole e barbas soltas

TIPO
Avaliação da quantidade de melanina no canário. Subdivide-se em Eumelanina e Feomelanina

TETRIZES
Penas que recobrem todo o corpo do canário

UROPÍGIO
Região do corpo do pássaro, localizado junto a cauda, onde estão localizados os pares de glândulas uropígias

VARIEDADE
Refere-se à cor de fundo do canário


Como colorir canario


VAMOS COLORIR NO NINHO?

- Presidente OBJO/FOB
Revista UCPP 2005

Nos 5 campeonatos regionais que tivemos a oportunidade de atuar como juiz e mesmo no brasileiro deste ano, a deficiência de coloração dos canários com fator vermelho foi uma observação constante.
Esse fato também foi notado e comentado por outros juizes e, na reunião técnica da OBJO realizada em 04/07/88 na cidade de Blumenau o assunto foi bastante discutido.
Alguns companheiros argumentavam que vários criadores estão colorindo os filhotes no ninho e que a pigmentação das chamadas penas infantis é inferior e por isso os pássaros apresentam deficiência de coloração. Outros apontaram a qualidade do corante ou das técnicas empregadas para colorir, como possíveis responsáveis pêlos maus resultados.
Considerando que a retirada das "penas de ninho" compromete a plumagem, principalmente dos mosaicos, favorecendo o aparecimento de cistos e de penas duras ou retorcidas, inutilizando os pássaros para os concursos e muitas vezes até para a reprodução, foi proposto que os canários com fator deveriam concorrer com as penas originais, que não são trocadas na primeira muda (remiges, coberturas primárias e secundárias e retrizes), sem colorir, como na Europa.
Como era esperado, logo estabeleceu-se uma polemica, pois inúmeros juizes foram contrários a essa proposta. Formou-se então uma comissão para estudar o assunto, para a qual fomos designados e, nesta oportunidade, queremos tecer algumas considerações e externar nossa opinião.
Estamos de pleno acordo que a retirada de penas é realmente um procedimento agressivo e aberrante, que atenta contra a fisiologia do pássaro.
Por outro lado, entretanto, não concordamos com a aceitação em concursos, de canários com fator vermelho, apresentando penas não pigmentadas, pois isso, além de dificultar a avaliação do que até onde seria realmente "pena de ninho", também comprometeria a estética do pássaro. Além disso, é preciso considerar a dificuldade de manter um filhote até a época dos concursos, sem quebrar ou perder penas das asas e da cauda, como conseqüência, com certeza, chegariam aos concursos grande número de pássaros com mescla de penas vermelhas e amarelas, gerando mais problemas de julgamento.
No hemisfério norte é certo que os canários com fator concorrem com as penas de ninho sem colorir, o que por si já é uma dificuldade a mais, pêlos motivos já considerados. Devemos lembrar também que, nesse hemisfério, o lipocromo amarelo-dourado é o preferido, contra o nosso amarelo-limão; o tamanho e a forma dos pássaros também são diferentes do nosso gosto, embora as características técnicas sejam excelentes.
Convém lembrar ainda, que se nós usarmos por exemplo, a porcentagem de beta caroteno empregada pêlos criadores europeus para colorir nossos canários, tenho certeza que o resultado não agradaria, como já foi por nós comprovado.
Cada povo com seus usos e costumes!
Assim, creio que devemos continuar aproveitando na formação dos planteis só o que os pássaros europeus têm de melhor: as características técnicas, e isso vem sendo feito, como pode ser comprovado pela melhoria da qualidade dos pássaros, especialmente dos mosaicos, em nossos concursos. Para o tamanho, forma e pigmentação é preferível continuar com os nossos costumes.
Tradicionalmente, no hemisfério sul estamos acostumados a observar a beleza do lipocromo vermelho destacando, por exemplo, as zonas de eleição dos mosaicos e, a introdução de mais uma cor, no caso amarelo ou laranja, prejudicaria a harmonia do pássaro.
Acreditamos que as desvantagens fisiológicas produzidas pela retirada de penas, ou estéticas, mantendo-se as penas de ninho sem pigmentação, podem ser facilmente superadas, empregando-se uma boa técnica para colorir os filhotes desde os seus primeiros dias de vida e mantendo-se a pigmentação até a época dos concursos, A prática nos tem mostrado que se a técnica de coloração for adequada, a diferença entre a pigmentação das penas infantis e adultas e pouco significante e, ao nosso ver, é preferível que haja uma pequena diferença de matriz ao invés do contraste gritante das penas amarelas. Além disso, a coloração mais tênue, desde que uniforme, pode ser até vantajosa no caso dos mosaicos, pois permite maior destaque do lipocromo mais vivo nas zonas de eleição.
As despesas adicionais com esse procedimento são irrisórias, pois maior número de pássaros serão aproveitados para os concursos, vendas e plantei.
Ao nosso ver, o mais importante é obedecer as dosagens de corante recomendadas pêlos fabricantes e/ou exaustivamente preconizadas por criadores experientes, amplamente discutidas em revistas especializadas e em catálogos de exposições.
Também é necessário que o criador adquira de uma só vez toda a quantidade de corante que for usar na temporada e que a administração seja regular e em doses uniformes, para evitar que os pássaros, principalmente os intensos, apresentem nuances diferentes de coloração por todo o corpo, como
observamos inúmeros casos este ano.
Por fim, é preciso ainda atentar para o veículo de cantaxantine (microesferas de gelatina, amido etc...) para eleger a melhor forma de administração.
Para melhor absorção é recomendável o uso de um veículo oleoso ao administrar a cantaxantine. Particularmente eu uso o óleo de girassol.
Acreditamos que com o emprego dessas normas simples e com um pouco mais de atenção e capricho na coloração, os pássaros não precisarão ser traumatizados com a retirada de penas e os resultados serão mais satisfatórios.
Quanto a parte técnica dos julgamentos apenas o bom senso dos juizes reavaliando os critérios quanto a uniformidade de lipocromo, solucionará o problema.

Artigo retirado da revista, UCPP 2005


terça-feira, 21 de julho de 2009

Norwich

AS SUAS CARACTERISTICAS

FORMA OU TIPO - corpo curto, compacto e rechonchudo; o dorso largo e ligeiramente arqueado da cabeça à cauda; peito harmonioso, bem cheio e largo, estendendo-se com uam ligeira curva uniforme bem visível a partir da base do bico até à base da cauda.
CABEÇA - bem proporcionada, redonda, bochechuda, fronte cheia e elevada, com um bico curto e cónico, sobrancelhas cheias e bem marcadas, olhos visíveis, vivos e bem centrados.
PESCOÇO E NUCA - o pescoço curto e grosso, sem se notar a união da cabeça com os ombros, dando a impressão de formar uma só coisa.
ASAS - curtas e bem aderentes ao corpo, sem se cruzarem nem descaírem, com as pontas bem coladas à cauda.
CAUDA - curta, estreita e cerrada, bem cheia e compacta na base, perfilada com o corpo, dando impressão que se trata do prolongamento do mesmo e não um apêndice (uma cauda bem feita ajuda grandemente na definição do pássaro).
PERNAS E PATAS - curtas robustas, nem muito grandes nem muito pequenas, bem proporcionadas assim como os dedos das patas de acordo e proporcionais com o dito tamanho, coxas invisiveis.
PLUMAGEM - abundante, fina, lisa, compacta e sedosa, curta e firmemente aderente ao corpo.
TAMANHO - entre os 16 cm e os 16,5 cm.
COR - são admitidas todas as cores, com o uso de corantes admissíveis pela C.O.M., a coloração deve ser uniforme por todo o corpo, brilhante e bem definida.
POSIÇÃO - a linha que vai do bico até à cauda deve formar um ângulo de 45º em relação à horizontal o poleiro. A posição deve ser a mais correcta na gaiola de exposição mostrando tranquilidade e arrogância.
CONDIÇÃO GERAL - exige-se bom estado de saúde, energia, higiene e limpeza perfeitas. Uma boa adaptação à gaiola é muito importante Norwich Imperfeito Norwich de Boa Qualidade Norwich Perfeito

Passamos a um dos pontos, para mim o mais importante, a reprodução e os resultados...
Não refiro a importância da reprodução baseado em quantidade, como o mais difícil mas... o obter bons exemplares. O grande segredo da criação de qualqer raça de pássaros, é sem dúvidas o acasalamento... Este é o ponto chave para o êxito, pois do acasalamento é que iremos obter os nossos atletas, ou acasalamento é base do sucesso do criador, deste depende a qualidade dos descendentes e o coroar de mais um ano de criação. Daí a grande importância... tirar muitos ou ter pouca mortandade não é o dificil, não há grandes segredos a revelar, nem na alimentação nem alojamento, clima ou tratamentos, o acasalamento isso sim... como acasalar... que macho... que fêmea... que cor...
O verdadeiro sucesso de um canaricultor desportivo, não está na quantidade de canários a tirar por época, se 7/8, se 9/10 (claro que as médias anilhados é muito importante...) mas sim se tira 4-5, e desses, 1-2 óptimos, 2-3 bons, 1-2 médios e no máximo 1 mau. Se conceguir 7-8 ou mais, mas dentro dos parâmetros referidos tanto melhor,... o problema é quando tiram 7-8 ou mais e os parâmetros de qualidade passam perto de 3-4 maus, 3-4 médios e no máximo 1 bom, sem atingir o óptimo, e passando uma descendência medíocre.

PRINCIPAIS DEFEITOS

Excesso de plumagem, o tamanho excessivo (tamanho de crest, mais de 16,5 cm), tamanho demasiado pequeno (menos de 16 cm) corpo alargado de silhueta, peito delgado, cauda larga, comprida e aberta, pernas grandes como de um yorkshire, posição muito erecta, asas cruzadas ou descaídas, unhas grandes, pescoço demasiado grande e pronunciado, cabeça achatada, bico comprido e grosso, sobrancelhasa tapar os olhos, pouco enérgico, apático, corpo sobre o poleiro, penas de galo (de crest).
Os seus dotes canoros são muito agradáveis, embora não muito melodiosos, mas esta é uma caracteristica que não é importante do ponto de vista selectivo.

Mas falemos um pouco mais. Na Bélgica diz-se que o NORWICH é pássaro "morgem" como reproductor, quer dizer medíocre; não obstante, cuidando de alguns aspectos da reprodução tem-se conseguido verdadeiros progressos.
Na hora de formar o casal a que ter em atenção uma boa selecção de macho e fêmeas, acasalando pássaros com as características da raça bem definidas, com poucos defeitos ou quase nulos e quando os defeitos são visíveis tentar meter um parceiro com qualidades que possam anular esses defeitos, deve-se usar a fórmula da compensação (o ideal seria dois pássaros óptimos, mas isso é dificil). Há que levar em conta a origem dos pássaros, sempre vindos de boas linhagens e portadores de bom sange. Nunca mas nunca, misturar sangue de outra raça, há quem utilize os crests para dar tamanho e quem utilize os glosters para o reduzir, isto é um perfeito erro, principalmente para os poucos experientes, pois so passado muitos anos e é necessário muita experiência e cunhecimentos, é que se podem obter bons pássaros. Outro factor muito importante é o acasalar intensos com nevados devido à grande quantidade de plumagem do NORWICH, que é propenso a quistos, juntando intensos com nevados vamos reduzir a possibilidade do aparecimento deste problema, é necessário pois saber distinguir intensos de nevados (schimel). Na plumagem intensa, as penas são mais brilhantes (quase a lembrar o florescente), são mais duras, ásperas e completamente carregadas de pigmento. Na plumagem nevada as penas são mais fuscas (pálidas), são privadas de pigmento nas extremidades, isto é, caracterizado por uma subplumagem muito abundante. Não devemos acasalar canários intensos com intensos, nem nevados com nevados; no primeiro caso diminui o tamanho e ocasiona muita vezes quistos, no segundo caso aumenta muito a plumagem, e nunca o tamanho e também muitas vezes provoca o aparecimento de quistos. Também é um erro acasalar amarelos com amarelos, brancos com brancos, canelas com canelas ou azuis com azuis. Deve-se utilizar a cor verde, uzando verdes com canelas ou amarelos vamos melhorar a textura da plumagem e cruzando verdes com azuis ou brancos melhoramos a forma e o porte dos descendentes. Nesta raça a utilização da cor verde é determinante, pois o acasalamento continuo de canários de cores claras, estraga a plumagem, porvoca quistos, diminui o tamanho e tira robustez. O sangue do canário verde, serve para manter e reforçar a qualidade da plumagem.
Não só serve a cor verde para melhorar a plumagem mas sim também o tipo. Um canário com mau tipo mas bom tamanho, pode ser utilizado na reprodução com certas vantagens desde que seja acasalado com outro de óptimo tipo e menor tamanho e vice versa. No caso de ser fêmea de óptimo tipo e tamanho menor será melhor pois as fêmeas de grande porte não são tão boas mães.
Os NORWICHS brancos ou amarelos são mais apreciados, mas os verdes também são hermosos e de grande valor reprodutivo.
Quanto a dizer se o NORWICH é um bom reprodutor, tenho de dizer que sim dado que as fêmeas são muito boas poedeiras e os machos em linhas gerais bons fecundadores. No período de encubação os NORWICHS são extraordinários, mas já não são tão bons na hora de alimentar os filhotes, pois como canários de grande porte e pesados que são, as fêmeas não são muito boas criadoras. Por isso aconselho a utilizar madrastas (Frisados do Norte ou Malonois).
Como para todos os canários a voadeira é fundamental, pois para os NORWICHS ainda mais, aí se fortalecem e adquirem uma maior vivacidade e mobilidade, assim como fazem uma muda mais fácil e de melhor qualidade.

Ágata Topázio