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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

DIFICULDADES NA CRIAÇÃO DE PÁSSAROS

Revista ACCJ 2004-08-05
Arquivo editado em 05/08/2004
Alguns problemas podem ocorrer durante a reprodução dos canários.
Resumidamente, os principais e a conduta a ser adotada pelo criador.

QUEBRA DE OVOS: Ocorre quando um dos progenitores, após ou durante a postura costuma comer os ovos. O criador deve então usar osso de siba à vontade e, se não resolver, cortar com tesoura a ponta do bico do canário viciado.
CANIBALISMO: Ocorre quando um dos progenitores come o bico e pés dos filhotes recém-nascidos. Isto, provavelmente, deve-se a uma deficiência vitamínica adquirida em vida ou de origem hereditária. O criador deve ministrar à água, durante 15 dias, um polivitamínico com ferro. Caso o fato voltar a ocorrer, aconselhamos enxertar os ovos do casal ou eliminar do plantel o pássaro causador da ocorrência. Ainda, neste caso, pode-se tentar a farinha de carne.
FALTA DE ALEITAMENTO: Ocorre quando a fêmea não alimenta os filhotes recém-nascidos. Deve-se afastar o macho para que a fêmea saía do ninho, a fim de alimentar-se, conseqüentemente dar de comer aos filhotes.
REJEIÇÃO AO ANILHAMENTO: Ocorre aos sete dias, quando é colocado as anilhas nos filhotes. A fêmea joga-os fora do ninho. Deve-se então, cobrir as anilhas com esparadrapo cor da pele, ou suja-las com excrementos e, em último caso, enxertar os filhotes.
ARRANCAMENTO DE PENAS: A fêmea arranca as penas dos filhotes, provocando sangramento. O criador deve colocar à disposição, na gaiola, grande quantidade de saco de aninhagem cortado ou colocar a grade de separação da criadeira, deixando os filhotes com o macho.
ANILHANDO OS FILHOTES: Os filhotes devem ser anilhados entre os seis e oito dias, após o nascimento. Ao efetuar a operação, o criador deverá ter o cuidado de estar com as mãos limpas, isentas do cheiro do fumo, uma vez que, ao mais leve odor de cigarro, os canários poderão abandonar os ovos e filhotes.
PERNAS QUEBRADAS: Quando isto ocorre, a primeira medida é colocar uma tala na perna fraturada. A tala pode ser feita de um canhão de pena, que deve ser de um tamanho que se ajuste confortavelmente em torno da perna do pássaro. Corta-se um pequeno pedaço de pena depenada, o comprimento dependendo da perna a ser tratada. Racha-se esta pequena tala de um lado, separando-a em duas partes; coloca-se a perna dentro e junta-se as duas partes outra vez, apertando com um pedaço de esparadrapo no centro da perna, conservando-a assim. O pássaro deve ser colocado numa pequena caixa ou gaiola, sem poleiros. As sementes e água devem ser colocadas no chão da gaiola, onde ele possa comer ou beber sem ser necessário movimentar as pernas para alcançar os alimentos. A gaiola deve ser coberta com uma capa clara, a fim de esconder qualquer atividade que possa ser vista pelo pássaro, o que o faria mover-se, evitando que os ossos se liguem. PERNAS ESCAMADAS: O problema das pernas escamadas surge, ás vezes, em pássaros muito velhos, assim como em alguns filhotes que não foram bem tratados. Sua causa está relacionada, na maioria das vezes, com a presença de parasitas, introduzindo entre as escamas: também por dieta imprópria e poleiros sujos. Procede-se o tratamento lavando as pernas em água morna, deixando-as embeberem-se durante cinco minutos, a fim de amolecer as escamas. Cuidadosamente, seca-se as escamas com uma toalha absorvente, esfregando-as a seguir com uma pequena quantidade de vaselina. O tratamento pode demorar alguns dias até obter-se a cura, porém ela vem. Ao retirar as escamas é preciso ter muito cuidado, pois o tratamento é muito doloroso.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

A DIARRÉIA DE NINHO


Um dos maiores problemas de sanidade animal que quase todos os médios e grandes criadores de canários enfrentam durante o período de cria é, sem dúvida, a diarréia dos filhotes. É a doença que mais mata na canaricultura.
Os agentes etiológicos da doença apresentam muitas cepas resistentes aos antibióticos e quimioterápicos empregados na canaricultura. Esta situação pode ser explicada entre outros fatores, pelo uso indevido e incorreto destas drogas por sub-dosagens e ou por outros períodos insuficientes, gerando em conseqüência, a resistência bacteriana. Tem sido muito comum nos últimos anos, criadores utilizarem potentes antibióticos em seu plantei, durante a criação, porque um colega usou em anos anteriores ou está usando com sucesso, sem nenhum ou outro motivo. Por esta razão, a utilização do laboratório é fundamental no manejo desta temível doença, tanto para diagnóstico como para determinação dos testes de sensibilidade aos antibióticos e quimioterápicos.
Sinonímia:
Suor das fêmeas, mães más nutrizes, pescoço em "S", proventriculite?
Fitologia:
Várias espécies de bactérias a Eschericliia coli, Klebisiela, Estaphilococus, fungos do gênero cândida foram encontrados em surtos de diarréia de ninho, sendo importante o papel do laboratório na identificação destes agentes.
Patogenia:
Os filhotes de canário quando nascem não apresentam flora intestinal. A colonização intestinal é lenta e gradual e pela flora benéfica. Evidentemente que bactérias patogênicas, quando conseguem localizar-se no tubo digestivo destes filhotes, encontram terreno propício à proliferação causando enorme estrago.
Entre os fatores que levam estes filhotes a serem colonizados por germes patogênicos relaciona¬mos:
1) Superpopulação no criadouro
2) Inadequada higiene do ambiente.
3)Administração de alimentos deteriorados, prin¬cipalmente os a base de ovos
4) Contaminação da água e de alimentos por fezes humanas ou de canários.
5) Carência nutricional
6) Associação com outras doenças.
Quadro clínico:
A grande característica e, seguramente a única observada por grande parte dos criadores, é de que os pais não tratam ou deixam de alimentar seus filhotes.
Stroud R. relata que as penas do peito da fêmea ficam úmidas e despenteadas, como se a canária estivesse suando enquanto cobria seus filhotes. Na verdade isto ocorre porque a canária não sua. O que acontece é que uma fina e viscosa diarréia, presente nos filhotes, molha o peito da canária. O ninho, geralmente está com aspecto úmido e com mau cheiro.
O instinto de sobrevivência das espécies está presente também nos canários mas, ao pressenti¬rem também instintivamente, a presença de uma doença, contra a qual nada podem fazer deixam de alimentar os filhotes. Geralmente é acometida toda a ninhada. A doença tem evolução muito rápida e, dentro de 24 horas após o início dos sintomas os filhotes morrem com emagrecimento intenso, palidez, pescoço em forma de "S" ou vírgula, com diarréia fibrosa e acinzentada.
O exame dos cadáveres é importantíssimo para confirmação do diagnóstico, pois vários agentes apresentam quadro clínico semelhante.
O exame também deve servir de base para isolamento das bactérias e conseqüente conheci-mento da sensibilidade a antibióticos e quimiote¬rápicos.
O exame macroscópico do cadáver mostra . aspecto hemorrágico na pele e em vários órgãos.
Enterite catarral aguda e acúmulo de fezes no ânus.
O diagnóstico clínico, para os criadores experi¬mentados, é sempre fácil. Difícil é a profilaxia que passa, obrigatoriamente, pelo laboratório.
Tratamento:
Uma vez instalada a doença, não existe tratamen¬to seguro. 5troud R. recomenda a administração de sais de saúde na água potável, a troca do ninho por outro limpo e quente, a substituição de toda comida rançosa por alimento de boa qualidade, preferindo dar ao casal batata cozida.
Recomenda-se também pão úmido em vez da farinhada com ovos.
A utilização de antibióticos raramente traz benefícios se a doença já está instalada e traduz-se por perda de dinheiro, tempo, contaminação (pelas mãos) de outros casais e insatisfação.ProfilaxiaAinda temos que pesquisar para que possamos determinar com precisão porque nossos canários adoencem desta enfermidade. Temos certeza de que se soubéssemos exatamente o que determina a quebra do equilíbrio, muito sofrimento seria poupado e estaríamos dando um grande passo na canaricultura.
O tratamento profilático com o uso sistemático de antibióticos ou quimioterápicos, as vezes se impõe. Contudo, é importante que não esqueça¬mos os princípios básicos de higiene pois, são eles que impedem a ocorrência da doença:
a)Rigorosa higiene do criadouro;
b) Desinfestação periódica do plantei;
c) Alimentos frescos e de boa qualidade;
d) Água desinfetada e sem excessos químicos;
e) Higiene do tratador.
O tratamento profilático com antibióticos ou quimioterápicos deve obedecer princípios básicos:
a) Só deve ser administrado ao plantei quando o problema, efetivamente, existir. Ouando a perda de filhotes ultrapassar a 10%, dentro dos 10 dias de vida.
b) Após reconhecimento do agente etiológico e testes de sensibilidade a antibióticos e quimioterápicos.
c) Uso do medicamento de acordo com os testes prévios, por no mínimo 7 dias a contar do dia do nascimento e nas doses adequa¬das. Infelizmente para a maioria das drogas esta dose não está bem estabelecida para utilização em canários.
d) Em caso de novas mortes, utilizar novamente o laboratório.
Garcia A. recomenda a administração de uma associação de antibióticos que se potenciem entre si, e sugere a Estreptomicina, o Cloranfenicol, a Terramicina e as ampicilinas, na dosagem de 1,0 g /0,5 L de água. O mesmo autor, em outro artigo, recomenda a associação de Cloranfenical, Tetraciclina e Eritromicina na dose de 1 a 2 mg/100 ml de água de beber ou 100 g de farinhada .
Em outro artigo, cujo autor não é identificado, Revista do Mundial de córdoba, Argentina, é recomendado pelo Dr. Vicente Verges a administração por 5 dias, a partir do dia anterior ao nascimento, misturada na pasta de cria, uma associação de antibióticos sinérgicos: Cloranfenicol, Terramicina, Estreptomi¬cina e Ampicilina, na base de 1 9 para 200 g de farinhada.
Cago R. recomenda como prática usual nos cuidados higiênicos, 5 dias do acasalamento até 5 dias após o nascimento dos filhotes, Neomicina na dose de 2ml/L de água, que pode ser substituído por Ampicilina, Nitrofurantoína, Furazolidona ou oxite¬traciclinas, nas dosagens recomendadas.
Ramalho C., em comunicação pessoal, informou o uso, com sucesso, da Neomicina, em 1987.
Em 1987 também usamos a Neomicina na dose de 2ml/L de água de beber com sucesso. Em 1988, infelizmente, não observamos o mesmo resultado e por cultura do conteúdo intestinal de cadáveres e de fezes das matrizes, comprovamos que todas as amostras de E. Coli isoladas eram resistentes a Neomicina. Nesta ocasião, quase todas as amos¬tras mostravam sensibilidade a Ampicilina, Gentamicina, Bactrin e Amicacina. Como alternativa, passamos a empregar a Ampicilina e o Bactrin associados, na dose de 2 comprimidos para cada 200g de farinhada com bons resultados.
Temos visto criadores utilizando, empiricamente, antibióticos de uso humano na papinha dos filhotes, com sucesso. Consideramos estas medidas perigosas porque não conhecemos as dosagens corretas nem os efeitos colaterais. Antibióticos do grupo das floxacinas que são contra-indicados em crianças são administrados em filhotes de canários recém-nascidos. Dentre os antibióticos e/ou associações usados como preventivos de diarréia de ninho ressaltamos: Ciprofloxacina, Norfloxacina, Ampicilina, Gentamicina, Cefalexina e Amexacilina com Clavulanato.
Hoje, não temos dúvida de que o tratamento preventivo, da diarréia de ninho na canaricultura, depende do resultado de exames da sensibilidade das cepas isoladas no criadouro. Para tanto, antes do início da criação, colhemos amostras de fezes das matrizes, para verificação de eventuais parasitas intestinais que podem agir como co¬fatores, como os coccídeos por exemplo, e para fazer os testes de sensibilidade (antibiograma).
Evidentemente, quanto maior o número de amostras e cepas isoladas, melhor serão os resultados finais. A morte de filhotes com diarréia de ninho também merece a devida análise, com o resultado da flora Intestinal.
Infelizmente, existem muitas controvérsias quanto as doses e vias de administração dos antibióticos e quimioterápicos administrados aos canários. A ornitologia precisa evoluir ainda mais neste campo. Freqüentemente, há necessidade de associarmos duas ou mais drogas e, as combina¬ções recomendadas na ornitologia, diferem substancialmente das empregadas em medicina humana, muito mais evoluída.
Paralelamente a administração de antibióticos, também devemos dar aos canários vitaminas do complexo B e germes da flora normal (Entrodex, por exemplo), para restauração da flora intestinal. Figueiredo J. recomenda o uso do medicamento humano Lactipan, na dose de 5 cápsulas para cada quilo de farinhada, durante, praticamente, toda a criação, tendo comprovado o seu valor.
Resumindo:
10 A diarréia de ninho continua sendo o maior problema de sanidade animal dos criadores de canário.
2) O laboratório tem papel fundamental no manejo desta doença.
3) A doença é dinâmica sobre vários aspectos e, pode estar ou não presente no criadouro, dependendo dos co-fatores.
4) A sensibilidade das bactérias aos antibióticos e quimioterápicos também não é estática e vem varian¬do de ano para ano e algumas vezes em um mesmo período de cria, obrigando a alterações nas drogas usadas.
5) Há necessidade de melhores estudos com metodologia científica sobre a doença, intercâmbio de informações e, estabelecimento correto das doses dos medicamentos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

COMO MONTAR SEU CRIADOURO PARA TER SUCESSO NA CRIAÇÃO

Revista SOC

Não amontoar as gaiolas;
Usar uma parede de criadeiras e outra na frente para os filhotes, mantendo o centro do criadouro livre ou dois alojamentos, um para a criação e outro para os filhotes;
Não dar calor artificial, manter corrente de ar natural e central. Nunca corrente de ar direta nos pássaros;
Usar luz artificial das 7h até às 20h, pois a luz artificial, além de aprontar os canários, aquecerá o criadouro.
No comércio temos os Multi-Timer – Programador de Horários, o que nos facilita em muito nossas tarefas. Particularmente, usamos em nosso criadouro, dois programadores de horários, um que manterá a luz no horário acima citado e outro, com luz penumbra azul, programado para manter iluminado o local no período das 20h ás 21h, com a finalidade de induzir as fêmeas a irem para os ninhos.
Um ponto fundamental é evitar o máximo de ruído, não falar alto e evitar batidas dentro do canaril.
ALIMENTAÇÃO PARA REPRODUÇÃO
Aconselhamos usar potes meia lua para água, alpiste e areia;
No centro da criadeira, devemos usar a banheira para a farinhada, sendo que usamos o nabão, a linhaça e a niger junto a farinhada, diariamente, pois assim não há desperdício e acima de tudo facilita a higiene diária;
No período de reprodução usamos 2 ovos para cada colher de farinhada, após o 1o dia de nascimento até o 5o dia, damos somente a gema do ovo, passado na peneira; do 6o dia em diante damos a farinhada completa.
Outro fator fundamental, é os casais gostarem da farinhada, que por ser farta em ovos é essencial par aa alimentação dos filhotes. Contudo devemos alimenta-los moderadamente, para que não se acostumem somente com esse tipo de alimento, pois se faltar a farinhada teremos que substituir por sementes, que para os filhotes são duras e difícil de serem digeridas, fazendo com que eles enfraqueçam no ninho e venham a morrer.
Particularmente, em nosso criadouro, produzimos nossa própria farinhada, não fornecemos água filtrada e optamos em não administrarmos vitaminas e nem antibióticos aos nossos canários, pois assim eles tendem a ficar mais rústicos e resistentes, aumentando suas defesas imunológicas. Uma hora antes de desligar as luzes, os alimentamos com folhas de couve, para com isso estimular as fêmeas a alimentar os filhotes antes de irem para o ninho.
Uma atenção especial deve ser dada as fêmeas xucras, estas devem ser colocadas nas últimas gaiolas, na parte superior e não mexer nos filhotes antes do 7o dia após o nascimento.
Após um tempo fora dessa atividade, este ano iniciamos um novo plantel. E já estamos tirando uma média de 9 filhotes por casal, usando as técnicas acima citadas, as quais já foram testadas com sucesso anteriormente por nós.
Desejo a todos os criadores muito sucesso e que possam, aproveitar um pouco a nossa experiência.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A ARTE DE CRIAR LANCASHIRE



Revista UPCP 2005
I INTRODUÇĂO
Os canários Lancashires săo, na realidade uma raça reconstituída, a versăo antiga já era bem conhecida há mais de 200 anos na Inglaterra. A origem deste canário gigante nunca foi bem documentada, entretanto, acredita-se ter evoluído a partir de canários holandeses. A versăo original da raça extinguiu-se durante a Segunda Guerra Mundial. O que temos atualmente é zootecnicamente falando uma raça reconstituída, nesta reconstruçăo que terminou nos anos 50, foram usadas raças com pintas escuras e/ou melânicas, como por exemplo o Yorkshire e o Crested.
Atualmente os Lancashires possuem as seguintes cores de fundo: branco, amarelo intenso, nevado e melânicos (verdes), os primeiros podem portar pintas pretas. Uma das características desta raça é o topete em ferradura, que é um fator dominante. Este gigante pode atingir 23cm de comprimento.
II ALIMENTAÇĂO
Como para todos os canários a alimentaçăo básica săo os grăos, dentre estes destacam-se: alpiste, coisa, aveia, níger, nabăo, linhaça e perila. Geralmente as verduras prediletas săo couve e jiló. Na realidade os Lancashires aceitam uma grande variedade de verduras (brócolis, espinafre, almeirăo, folha de mostarda, repolho, agriăo e pepino). Com relaçăo ŕs frutas, aceitam-se frutas cítricas como laranja, tangerina e limăo (na água), consomem ainda com prazer maçă. Aceitam bem farinhadas de boa qualidade tanto umedecidas quanto secas. Năo se deve esquecer que um Lancashire tem o apetite compatível com o seu tamanho, năo o alimente como se fosse um canário de cor ou raça espanhola.
Deve-se tomar cuidado em năo oferecer alimentos que tenham caroteno natural especialmente cenoura e derivados de milho, pois estes produtos poderăo dourar demais os canários ou mesmo deixá-los com algumas penas avermelhadas. Obviamente, excluir qualquer alimento artificialmente
carotenado. Há controvérsia com relaçăo ao uso do ovo na alimentaçăo do canário. No presente caso, recomenda-se usar o ovo em metades com parcimônia, isto é, uma vez por semana, ou de quinze em quinze dias. Quando se trata da alimentaçăo de filhotes nidícolas pode-se aumentar esta freqüęncia, mas no máximo em dias alternados.
Ill REPRODUÇĂO
Os Lancashires se reproduzem facilmente em gaiolas (criadeiras), desde que sejam num tamanho adequado (65 x 33 x 27cm). Em funçăo do tamanho do pássaro, lembrar que o poleiro deve estar no mínimo a 17 cm da parte superior da gaiola. O ninho próprio deve ter 11,5 cm de diâmetro de boca. Em funçăo do seu tamanho, o período de choca desta raça dura geralmente 14 dias, năo retira r ovos com menos de 16 dias. A grande maioria săo excelentes pais, mesmo quando se trata de ninhada com quatro pintainhos. A teoria de deixar somente dois filhotes no ninho, para ficarem bem desenvolvido, carece de fundamento. Quando uma canária năo choca bem ou năo cuida satisfatoriamente dos filhotes, o melhore dar os ovos para uma ama cuidar. Os filhotes devem ser preferencialmente anilhados aos sete dias, caso contrário há o risco dos anéis năo entrarem, lembre-se o crescimento é muito rápido. Após trinta a quarenta e cinco dias, os filhotes deverăo ir para uma voadeira ou viveiro. Ao contrário da crença popular, os Lancashires reproduzem muito bem já no primeiro ano de vida. Entretanto, no tocante a formaçăo dos pares deve-se tomar cuidado especial pela aceitaçăo mútua dos canários, isto pode poupar muito tempo.

IV CRUZAMENTOS CRUZAMENTOS E COMENTÁRIOS
Amarelo nevado x amarelo intenso
Amarelo nevado x branco
Topete x sem topete
Amarelo nevado x amarelo nevado
Amarelo intenso x amarelo intenso
Branco x branco
Amarelo intenso x branco
Sem topete x sem topete
Topete x topete
Pintado x sem pinta
Verde x sem pinta
Verde x pintado
Pintado x pintado
Sem pinta x sem pinta
Ideal: nevado e intenso
Ideal: branco e nevado
Ideal: Topete e sem topete (1)
Somente para aumentar o porte
Năo recomendado, da o intenso pena-dura
Cruzamento alternativo, só branco
Năo recomendado
Cruzamento alternativo
Năo recomendado: topete e sem topete (2)
Comum: com pinta e sem pinta
Comum: com pinta
Comum: verde e com pinta
Comum: verde, com pinta e sem pinta
Ideal: sem pinta (3)

1 O sem topete deve ser filho de topetudo, caso contrário, os com topete deste cruzamento terăo o topete imperfeito. Lancashire sem topete, filho de com topete, tem uma sobrancelha bem desenvolvida, principalmente nos machos.
2 Este cruzamento deve ser evitado, porque a homozigose dominante (dois genes para topete) é letal.Geneticamente parece haver outras implicaçőes deletéricas e de má formaçăo congęnita nos indivíduos oriundos deste cruzamento.
3 Um canário aparentemente sem pintas, mas que tenha partes do bico ou patas pretas, bem como subplumagem preta săo geneticamente considerados com pintas e năo sem pintas. Isto explica por que, ŕs vezes, do cruzamento de dois "sem pintas" dá produtos com pintas. É comum ver-se Lancashires com topete apresentando algumas penas escuras ou pretas, estes exemplares săo com pintas.
V CONCLUSĂO
Criar Lancashire é como criar qualquer outra raça de canários, a grande diferença resume-se no seu tamanho grande que requer alojamentos maiores e mais comida. Para criá-los năo é necessário grandes experięncias, apenas um cuidado especial na hora da formaçăo dos casais.
O Lancashire é um canário cativante pela sua elegância e seu tamanho (um canário realmente de porte), e ainda pelo seu canto mais espaçado, porém poderoso (bem alto). Pode-se até dizer que é um símbolo de status.
Infelizmente existe uma série de boatos sobre este canariăo, o gigante de Manchester, que năo tem respaldo científico ou prático. Entre outras dizem que só se reproduz após o segundo ano, que săo maus pais e ainda por cima, muito frágeis.

sábado, 10 de outubro de 2009

Canários Começando do Jeito Certo

Como eu descrevi no artigo anterior geralmente alguns precipitam se
e acabamos começando á criar canários da forma errada, vou citar algumas
dicas que com certeza poderão ajudar para uma boa iniciação na sua
criação de canários.
Primeira coisa escolha o tipo de canários que deseja criar, seja de cor ou porte
ou as duas, e claro qual a cor dos canários que quer criar e os de porte
também se dividem em varias espécies.
O melhor que pode se fazer é conversar com um criador experiente e visitar
a sua criação, para conhecer estas todos os tipos de canários e ver qual destes
vão lhe chamar mais atenção, escolha no máximo, seis casais pois na temporada
se tudo corre bem você já vai ter uma bom numero de canários e sem grandes custos.
vamos as instalações e a alimentação.
NO PROCIMO ARTIGO FALAREI SOBRE AS INSTALAÇÕES

Alex Sandro Machado.
Artigo002

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

COMO JULGAR SEUS CANÁRIOS

Revista pássaros nro 06-1997
Para julgar canários é necessário seguir uma série de regras e critérios uniformes, para que năo surjam da parte dos expositores dúvidas a respeito da correta atuaçăo dos juízes. O juiz deve apresentar-se ao julgamento perfeitamente descansado, e tomar como primeira providęncia a escolha de um local amplo, com luz natural e que ofereça tranqüilidade para o bom desempenho das suas funçőes. Os juízes săo a maior autoridade no julgamento e, como tal, terăo condiçőes para retirar do local expositores, diretores, ou qualquer pessoa que esteja pressionando ou perturbando o seu trabalho.
Quando solicitado por algum expositor, a dar qualquer explicaçăo, acerca do julgamento, os juizes, a seu critério, poderăo ou năo atender a solicitaçăo. Nas fichas de julgamento deverăo ser feitas anotaçőes referentes aos pássaros de ótimas qualidades, mas que por qualquer defeito tenham sido desclassificados.
Aos juizes é expressamente proibido, tecer comentários ou críticas a respeito do trabalho de seus colegas, o que poderá acarretar-lhes uma advertęncia ou puniçăo. Ao juiz cabe chamar os pássaros pela ordem cronológica de nomenclatura, tendo o cuidado de verificar se todos os pássaros inscritos na sua respectiva cor, passaram pela mesa de julgamento.
O juiz deverá colocar-se, sempre com o sal ŕs suas costas, para evitar reflexos solares em seus olhos.
Os pássaros que apresentem defeitos desclassificados, irăo sendo retirados pelo juiz, até que restem apenas exemplares aparentemente perfeitos.
Após essa operaçăo será feita uma avaliaçăo das qualidades desses pássaros, até que restem apenas 5 ou 6 pássaros na mesa, quando deverá ser feita a classificaçăo de 10 ao 50 lugares. Se necessário, em caso de empate, deverá ser feita a pontuaçăo dos exemplares.
Um bom exemplar deve preencher os requisitos descritos, de uma forma perfeitamente balanceada ou harmônica.
Dentre as principais características, o canários deve ter o bico curto e grosso, cabeça redonda, olhos redondos, vivos e centrados em relaçăo ŕ cabeça, pescoço cilíndrico e curto, em harmonia com a cabeça e o peito, que deverá ser arredondado, asas coladas ao corpo, devendo as pontas se juntarem, porém sem se cruzarem; cauda proporcional ao tamanho, năo devendo ser muito comprida, formando uma linha reta com o dorso e terminando em um M maiúsculo; as patas bem limpas e firmes, unhas e dedos sem defeito, se adaptando com firmeza ao poleiro.
No julgamento de quartetos é imprescindível que os quatro pássaros estejam em perfeita harmonia, sem a qual năo serăo classificados, mesmo em se tratando de quatro magníficos exemplares, porém diferentes entre si.
As cores dos canários se dividem em lipocromicas (linha clara) e melânicas (linha escura).
Os lipocromicos săo brancos, amarelos e vermelhos. As melaninas săo negras (eumelanina) e canela ( feomelanina). Dentro das duas citadas categorias, existem os nevados, intenso e mosaicos.
Os canários lipocromicos, Branco Dominante, amarelo, Branco Recessivo, Amarelo Marfim, Vermelhos e Vermelho Marfim tęm como principais causas de desclassificaçăo: manchas melânicas, negro ou marrom no bico, plumagem e patas. As manchas na plumagem deverăo ser visíveis sem a necessidade de pegar o canário na măo. Bicos raspados, ou falta de penas, que săo uma evidęncia de terem sido retiradas, por possuírem manchas negras ou canelas.
Desclassificaçăo dos melânicos: Azuis, Verdes, cobres, Ágatas,Canelas e Isabelinos. As principais causas de desclassificaçăo săo: presença de penas brancas em qalquer parte do corpo, falta de penas na cabeça, asas ou cauda, o que leva a crer que foram retiradas para ocultar penas ou manchas brancas.
Causas gerais de desclassificaçăo: amputaçőes das unhas ou dedos, tumuraçőes, verrugas, falta de penas na cabeça, asas e cauda, mais de um anel, canário muito quietos ou aparentemente doentes.
O tamanho do exemplar deverá estar entre 13 a 15 cm. Pássaros pequenos ou excessivamente grandes sofrerăo perda de pontuaçăo.
A plumagem deverá ser aderente ao corpo e sem falhas. Penas tortas, cauda aberta ou larga e plumagem com buracos săo causas de menor pontuaçăo.
Elegância: o pássaro deverá ter uma postura tranqüilae bonita sobre os poleiros. Perdem pontos aqueles que se apresentem muito ariscos, batem contiuamente as asas, gordos demais, o que provoca a caída do peito, pernas muito abertas e má posiçăo sobre o poleiro.
Na forma, (que exerce `a primeira vista, grande influęncia sobre o juiz) săo defeitos graves: cabeça fina ou achatada, bico comprido, dedos estirados, patas grandes, unhas tortas, peito largo ou caído, asas cruzadas ou caídas.
Em apresentaçăo perde pontos o pássaro sujo, mal preparado, com escamas nas patas e dedos, e bico sujo ou com rebarbas.
Diminuiçăo de pontos dos canários lipocromos (linha clara): Em se tratando do Branco Dominante, as incrustaçőes amarelas acentuadas.
No Branco Recessivo o lipocromo recebe sempre pontuaçăo máxima.
Nos vermelhos a diminuiçăo de pontos é atribuída ŕ má distribuiçăo do lipocromo vermelho; schimel nos canários intensos, muita névoa nos nevados e excesso ou falta de branco ou vermelho, nas áreas índice dos mosaicos.
Os canários melânicos tem como causa de perda de pontos, defeitos nas melaninas e no lipocromo, ou cor de fundo, a saber:
No caso do Azul, Cobre e Verde, a má distribuiçăo do lipocromo branco, vermelho ou amarelo. Incrustaçőes amarelas muito fortes nas asas, cauda ou ombro dos Azuis. Há também diminuiçăo de pontos em relaçăo ŕs melaninas, quando as unhas, bico e patas sejam claras, e grande concentraçăo de canela no dorso e flancos, ou diluiçăo melânica.
Com relaçăo aos Ágatas, (prateados, amarelos ou vermelhos) a má distribuiçăo do lipocromo branco, amarelo ou vermelho provoca a perda de pontos, bem como incrustaçőes amarelas acentuadas nos Ágatas Prateados. Quando as melaninas săo mal distribuídas, com pouco diluiçăo, muita melanina canela no dorso ou asas, unhas, pés e bico escuros, haverá diminuiçăo de pontos.
Os canelas (Prateados, Amarelos e Vermelhos) perderăo pontos, quando se verificar uma má distribuiçăo do lipocromo branco, amarelo ou vermelho, e fortes incrustaçőes amarelas nas asas e encontros dos canelas prateados. Falta ou excesso de canela, má distribuiçăo da melanina. Diluiçăo da melanina, que o fará parecer um Isabelino.
Os Isabelinos, (Prateados, Amarelos e Vermelhos) igualmente sofrerăo perda de pontos, quando năo for perfeita a distribuiçăo da melanina, má distribuiçăo do lipocromo branco, amarelo ou vermelho, e muita incrustaçăo amarela nas asas e ombros dos prateados.
Pouca diluiçăo das melaninas, estrias nos flancos, excesso de marrom no dorso, cabeça ou peito, que o fera assemelhar-se a um Canela.
Estas săo as cores clássicas, e através de um perfeito domínio ou conhecimento de suas características próprias, poderemos facilmente identificar as cores novas, que tem como base todas as peculiaridade descritas neste artigo, juntando-se a elas os fatores superpostos, Pastel, Marfim, Opal, Satine e Feo, facilmente reconhecidos. Bem, mas isso é outra história, que fica para outra vez.

A categoria nos canários de cor

Revista da S.O.S. – 2006


Chamamos em canaricultura de "categoria" a expressăo dos lipocromos (cor de fundo) de acordo com a sua disposiçăo nas penas.
Os canários tęm como particularidade, a capacidade de depositar os lipocromos de forma diferente na superfície das penas, tendo esta característica conseqüęncias diversas de acordo com cada caso.
Nos casos dos pássaros em que o lipocromo é depositado até a borda das penas, eles săo chamados de "intensos".
Os canários chamados de "nevados", depositam lipocromo na quase totalidade das penas, deixando apenas uma "banda" na borda das penas de cor branca (sem pigmentos) que confere um visual de fina escamaçăo no fundo amarelo ou vermelho. Esse visual levemente escamado de branco, como se uma leve camada de neve tivesse caído nas suas costas, deu o nome a estes exemplares.
Existem finalmente os canários chamados de "mosaicos" que depositam lipocromo numa fina banda das penas, sendo o resto da área das mesmas isenta de cor de fundo, portanto branca. Estes exemplares tęm como característica, uma proporçăo diferente de lipocromo e borda branca das penas, dependendo da regiăo onde essas penas se encontram. Assim, no dorso, peito e flancos, as penas apresentam pouca expressăo de lipocromo e muito branco. Já nos ombros, uropígio e na face dos machos, as penas apresentam maior quantidade de lipocromo e pouca ou nenhuma borda branca.
Nos canários de fundo branco ou branco dominante, devido ŕs penas năo apresentarem lipocromo, năo existe a classificaçăo de intensos, nevados ou mosaicos, embora geneticamente esses exemplares pertençam a uma das categorias acima descritas.
O julgamento
A avaliaçăo da categoria dos canários de cor varia dependendo se eles forem lipocrômicos (linha clara) ou melânicos (linha escura) como segue:
Lipocrômicos: máximo 19 pontos Melânicos: máximo 9 pontos
Desprende-se desses valores a conclusăo obvia de que o nível de exigęncia de qualidade nos pássaros de linha escura será muito maior do que nos canários melânicos. A categoria tem, portanto, maior importância nos canários lipocrômicos do que nos melânicos.
O contraste é um elemento fundamental na avaliaçăo tanto dos nevados como dos mosaicos. Busca-se o branco o mais puro possível nos nevados e mosaicos, de forma que constituam um belo contraste com a cor de fundo.
Além da maior "tolerância" no que refere a qualidade da categoria nos exemplares melânicos, em muitos casos, a visualizaçăo da categoria fica comprometida pela própria presença das melaninas. Sabido é que as feomelaninas se depositam preferencialmente na borda das penas dificultando assim a nítida visualizaçăo da "banda" branca dos nevados. Resulta, portanto muito difícil de visualizar o nevadismo dos canários feos e canelas pastéis em funçăo da presença de feomelanina nesses pássaros.
Nos canários intensos, busca-se a distribuiçăo de lipocromo em toda a extensăo das penas, de tal forma que năo exista qualquer vestígio de branco nas bordas das mesmas. A presença de escamaçăo nas bordas das penas dos canários intensos é chamada de "schimell" e deverá ser penalizada. Exemplares intensos filhos de mosaicos acostumam apresentar uma forte carga de schimell e até chegam a ser confundidos com canários nevados. Os intensos com forte presença de schimell, săo exemplares que mostram um "nevadismo" muito curto, porém muito mal distribuído, com forte concentraçăo no pescoço, cloaca, bochechas e em volta do bico. Esses exemplares deverăo ser desclassificados quando apresentados como nevados.
Nos canários nevados valoriza-se a presença de escamaçăo curta, bem distribuída e o mais branca possível em contraste com a cor de fundo. Um grande desafio para os criadores desta cor, é conseguir que o nevadismo seja bem curto, porém presente no peito e sem concentraçőes principalmente no pescoço.
Os canários mosaicos apresentam um desenho característico e bem diferenciado entre machos e fęmeas, razăo pela qual ambos os sexos săo julgados por separado. Os machos devem apresentar uma máscara ampla, bem delimitada, de cor intensa, enquanto as fęmeas apenas apresentam um traço de lipocromo na altura dos olhos. Do ponto de vista de seleçăo genética, esta diferenciaçăo nos leva a trabalharmos planteis diferentes para produzirem machos ou fęmeas de qualidade para os concursos. Será praticamente impossível, por exemplo, que o macho e a fęmea vermelhos mosaicos campeőes Brasileiros possam chegar a dar exemplares campeőes. O macho por ter uma máscara muito ampla, năo produzirá filhas fęmeas com apenas um traço de lipocromo na altura dos olhos. Já a fęmea campeă Brasileira, năo transmitirá uma máscara ampla e definida para os filhos machos.
Procura-se, portanto em matéria de acasalamentos e seleçăo genética, o cruzamento de canários intensos de excelente expressăo lipocrômica e descendentes de bons nevados, com canários nevados de características o mais perto do padrăo possíveis.
Quanto aos mosaicos, conforme acima explicado, aconselha-se trabalhar com linhas próprias para fazer machos (as fęmeas muito brancas, porém com bastante máscara) e linhas próprias para fazer fęmeas (os machos o mais branco possível, com muita intensidade de lipocromo no ombro e máscara o mais reduzida possível, porém bem intensa)
Aproveito para enviar um caloroso abraço aos amigos criadores da SOS, desejando muito sucesso nos concursos

sábado, 3 de outubro de 2009

O FUNGO DE UNHA
(Matéria publicada na Revista Brasil Ornitológico nº 33)



Muitos criadores de canários já tiveram a desilusão de ver um potencial campeão, aquele canário que se destacava na cor, de repente imprestável. Muitos juízes já tiveram o desprazer de desclassificar belos pássaros pela mesma razão. Já julguei exposições de canários onde mais de 10% dos pássaros foram desclassificados por serem portadores de micose em dedos. Já vi fungos de unhas em pássaros de quase todo o Brasil mas não nas proporções que ocorrem em Santa Catarina. O fato deve estar relacionado às condições climáticas, principalmente à umidade relativa do ar. Uma consistente observação a favor desta hipótese é que a doença é mais comum nas cidades próximas de rios e do mar. É mais freqüente no fim do verão e no outono, mas nesta época, a superpopulação nos criadouros é grande. É provável que a doença seja transmissível, pois é comum vários pássaros de um mesmo gaiolão estarem contaminados.
Manifestações Clínicas
A doença é de difícil reconhecimento nas suas fases iniciais porque o pássaro afetado só levanta a pata doente nas fases adiantadas, quando a unha geralmente está irremediavelmente perdida. O início, por vezes, é caracterizado por lesões brancas ou amarelas ou engrossa-mento da ponta do dedo comprometido, fatos comuns a outras doenças das patas de canários. Geralmente o que caracteriza o quadro é a presença de uma lesão que se inicia dentro da matriz da unha e, em poucos dias, recobre toda a unha. Neste estágio a unha já está morta e não observa-se o filete sangüíneo que a nutre. A lesão não se destaca em alguns casos, pode haver contaminação secundária resultando em septicemia e morte do pássaro. As fotos mostram a doença em seus estágios avançados.
Diagnóstico Laboratorial
O diagnóstico de laboratório é difícil, pelo alto custo dos exames e por não dispormos em nosso meio de laboratórios com prática em micologia ornitológica. Por analogia com o que praticamos no diagnóstico etiológico das onicomicoses humanas, enviamos para exames micológicos, microscopia e cultura, raspado de unhas de canários doentes. Todas as amostras tiveram resultado negativo, isto é, os fungos não eram encontrados na superfície das lesões. Decidimos, então, enviar para exame histológico de dedos amputados. Como os resultados foram interessantes, serviram de motivação para que, embora reconhecendo nossas limitações, escrevêssemos este artigo. O estudo das lâminas coradas pela técnica de hematoxilinaeosina e pela técnica de Grocott (pesquisa de fungos através de impregnação pela prata), mostrou processo inflamatório crônico com edema, extasia e congestão de vasos sanguíneos e a presença de formas fúngicas em hifas curtas e blastosporos, sugestivas de Tinea verrucosum que acomete seres humanos provocando lesões verrugosas. Outra característica marcante é a ausência do filete vasculo-nervoso que nutre a unha. Caso o problema persista em nosso criadouro, vamos tentar a cultura do fungo na matriz do dedo amputado onde se encontra o principal foco.
Tratamento
Quando percebemos a lesão verrucosa recobrindo a unha, geralmente não há tratamento eficaz que recupere o dedo. Os cremes e pomadas a base de imidazólicos são pouco eficientes, pois nao alcançam os fungos que estão localizados na matriz da unha. Os que alcançam melhores resultados são a base de oxiconazol (oceral) e bifonazol (mycospor). Os esmaltes para uso humano, com alta concentração do princípio ativo, como o tralem para unhas e o loceryl, pelas mesmas razões, também apresentam eficácia reduzida. O tratamento local que apresenta melhores resultados, embora cause espanto, é a imersão da pata afetada em ácido sulfúrico a 50% por 20 a 30 segundos, seguidos de lavagem em água corrente. Este procedimento é inócuo, não restitua o aspecto normal da unha, mas impede sua evolução. Nas onicomicoses humanas, várias drogas usadas por via oral são eficazes no tratamento da doença como os imidazólicos (cetoconazol, fluconazol e itraconazol), a griseofulvina e a terbinafina quando usados por meses. Nos canários, como não conhecemos o metabolismo destes medicamentos (absorção, níveis sanguíneos, metabolização, concentração em tecidos queratinizados como pele e unhas e vias de excreção), torna-se difícil determinar corretamente as dosagens e o tempo de uso. Já experimentamos usar em nossos canários e cetoconazol (cetonax, nizoral, etc.) n dose de 1 gr., 5 comprimidos triturados, e o itraconazol (sporanox, itranax) 4 cápsulas de 100 mg por kg de farinhada seca, por pelo menos 3 meses. Os resultados curativos forma muito pobres, mas algumas unhas onde a doença estava nos estágios iniciais recuperaram o aspecto normal. É importante ressaltar, que a incidência de novos casos no plantel diminuiu bastante, tendo o medicamento agido preventivamente.
Profilaxia
Algumas medidas simples, embora trabalhosas, são eficientes na prevenção de casos novos. Todas são do conhecimento dos criadores, mas muitas vezes, negligenciadas.
a) Criadouro seco, arejado, limpo, ensolarado e sem superpopulação. Lembramos que o número máximo de canários por metro cúbico de volume do criadouro é cinco.
b) Plantel sadio. Todas as aves que apresentarem o problema devem ser submetidas a isolamento e tratamento, ou amputação da parte afetada. Recomendamos a desinfecção do dedo com iodo e a amputação com bisturi ou faca aquecidos até ficarem vermelhos e nova desinfecção. O calor do instrumento promove a hemostasia. Quando ocorrer sangramento, usamos hemosthal ou uma gota de superbonder. Um procedimento prático é a utilização de instrumento para fazer gravuras me madeiras, o "pirógrafo". A extremidade metálica funciona como termocautério.
c) revisar periodicamente as patas dos pássaros, lavando com pinho sol ou outro desinfetante.
d) Poleiros. Pensamos que aí está o principal ponto de contaminação das unhas. Devem ser limpos a cada 2 a 3 semanas. Os poleiros de plástico são bem mais práticos para limpeza, além de não reterem tanta umidade.
e) Grades. Local onde o canário mais coloca as patas depois dos poleiros. Devem ser trocadas pelo menos 1 vez por semana. As grades sujas são imersas por 24 a 48 horas em água com detergente, para amolecimento das fezes, e limpas com escovas ou máquina de jato d'água sob pressão. Feito isto, devem ser novamente imersas em água com cloro, formol, iodóforos ou sais quaternários de amônia por mais 24 horas e, secas ao sol.
f) Alimentação de boa qualidade.
Por último, quando o problema é muito importante, podem-se usar preventivamente os antifúngicos orais por tempo prolongado para controlar a doença. É necessário que os criadores e clubes ornitológicos conscientizem-se da importância dos serviços profissionais de médicos veterinários. Embora existam poucos especialistas em pássaros ornamentais, é imprescindível o apoio destes para melhorarmos a saúde do nosso plantel, e só depende de nós, os principais interessados na saúde dos nossos passarinhos.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

ALIMENTOS EXCITANTES
Giorgio de Baseggio - Itália
Pode acontecer que certos pássaros, por descondicionamento, erro alimentar ou outras causas individuais, não atinjam a perfeita forma amorosa.
Nestes casos é necessário se individualizar, quando possível, a causa desta deficiência amorosa. Se o exemplar aparenta-se saudável, pode-se tentar a administração de "alimentos estimulantes", estes são:
-Sementes: Cânhamo, niger, cominho, anis, sementes silvestres de várias espécies, semente de erva-doce;
-Vermelho do ovo: cozido em banho Maria;
-Cantáridas em solução aquosa;
-Vitaminas A-D3-E.
As sementes citadas, todas ou em parte, podem ser administradas em recipientes, separados até que o exemplar chegue à forma amorosa (convém também a administração de diversas sementes de plantadas silvestres); as sementes comuns da mistura, como niger, cânhamo, podem também ser aumentadas. Todas as sementes devem ser frescas, integras e sem pó.
O vermelho do ovo, que contém a lecitina que tem ação afrodisíaca, pode ser administrado misturado a biscoito triturado; uma quantidade tripla deste e uma gema (o total deve ser consumido em cerca de duas horas, pois de outro modo poderá alterar e tornar-se nocivo, principalmente se em temperatura e umidade elevadas); pode-se administrar em dias alternados por uma semana, evitando-se com cuidado o fornecimento dele envelhecido ou rançoso, o que levaria distúrbios hepáticos (além disso, depois de duas horas em contato com o farinhado de biscoito ou de qualquer outra farinha, começam a formar-se fungos invisíveis a olho nu que provocam graves distúrbios intestinais, etc.).
O Niger Guizotia abyssinica ou oleifera), planta anual da família das Compostos, originária da Abssínia, extensamente cultivada na Índia, onde é chamada de Ramtil (na África Neuk), nos países quentes (essencialmente em certas zonas da Itália meridional) dá muitas sementes ricas em óleo e proteínas que têm também uma ação afrodisíaca. Igualmente se pode dizer para as sementes de cânhamo, porém estas últimas são menos digeríveis que o niger. Em todo caso, estas e todas as outras sementes devem ser frescas, integras, isentas de impurezas e de pó; caso contrário, sobretudo se não íntegras, ficam com óleo rançoso extremamente tóxico (presença de "peróxidos") e com ação antivitaminica. Isto vale para todas as sementes oleosas.
A cantárida (cantharis obscura ou Lyssa vescicatoria) é um inseto coleóptero de cor verde-metálico e de odor desagradável; do pó de algumas partes do seu corpo se obtém uma droga, chamada "cantárida", cujo princípio ativo, dito "cantaridina", tem a propriedade revulsiva e afrodisíaca. A droga em pó, que pode ser adquirida em farmácias, é dissolvida em água quente (solução 1 para 1000; ou seja, 1 grama para 1 litro d'água); a solução, obviamente fria, é adicionada na água de beber, na dose de uma colher das de café para cada 100 ml; a cada dia, por ex: às 8 horas, traça-se a água do dia precedente, colocando-se nova colher da solução de cantárida em nova água (todas as soluções, além de 24 horas, podem tornar nociva); o tratamento varia de 5 a 10 dias porém, não deve superar 7 dias de administração na maioria dos casos. A utilização da cantárida torna-se necessária somente para os sujeitos sãos que não têm reagido aos outros alimentos afrodisíacos naturais mencionados ou ao tratamento à base de soluções aquosas de suplementos vitamínicos abaixo indicados. É importante não exceder em todos os alimentos afrodisíacos, quer para se evitar distúrbios no fígado e baço, quer para impedir uma excitação amorosa excessiva; neste caso os machos, muito estimulados, realizam cópulas muito rápidas com conseqüente dificuldade de fecundação da fêmea; esta última, ao contrário, se muito excitada, procura excessivamente as cúpulas e isto pode levar diversos fatos negativos (ausência ou mal construção do ninho, muitos ovos postos fora do ninho e, assim, com fácil rotura da casca, depois de poucos dias da postura, abandono dos ovos na procura de nova cópulas, à miúde ovos não "gelados", etc.). Os suplementos vitamínicos, líquidos ou em pó solúvel, à base de vitamina A- D3-E (evitar a administração da vitamina E sozinha, como aconselham muitos autores e criadores, devido que doses elevadas dela somente levam a danosos desequilíbrios de todos os fatores vitamínicos do organismo), disponíveis no comércio, seja para uso humano, seja para uso veterinário (geralmente 3 a 8 gotas em um bebedouro de 100 ml, renovada a solução a cada 24 horas, por 4 a 8 dias seguidos; repetir, se necessário, o tratamento depois de 8 a 10 dias), freqüentemente colocam em boas condições amorosas os exemplares "tardios". Em geral se pode dizer que os sujeitos sãos, bem alimentados e adequadamente alojados entram espontaneamente em amor, quando a quantidade e duração da luminosidade se faz mais intensa (primavera-verão) e a temperatura torna-se mais quente. Nas hibridações pode se regular antecipando ou retardando a forma amorosa. Para os sujeitos que se cansam ao entra em amor se administra preferivelmente os alimentos naturais supra indicados (semente varias, sementes condicionadoras, niger, cânhamo, sementes de reseda luteola, vermelho do ovo) durante um certo período, ao mesmo tempo, ou a seguir, administra-se soluções aquosas de vitaminas A, D3 e E e apropriadas para um bom funcionamento das gônadas e para a fertilidade dos espermatozóides e do ovo.Só excepcionalmente se recorre as cantáridas. Evitar a administração de substancias hormonais, difíceis de dosar-se para os pequenos organismos dos pássaros e ser muito perigosa, já que uma mínima quantidade em excesso descondiciona todo o sistema hormonal com conseqüentes mal estar, atrofia das gônadas e esterilidade que, em alguns casos, como já aconteceu em alguns criadouros, podem tornar-se fatais. Para facilitar a forma amorosa pode-se também agir de uma das duas seguintes maneiras:
A)Colocar o casal próximo a um macho (geralmente da mesma espécie da fêmea) em pleno canto (mas de modo que não possa ser visto, para evitar que a fêmea passe a não aceitar o macho destinado);
B) Fazer "sentir" o canto de um macho fortemente em amor, apresentado com ótima qualidade de gravação.
Acasalamentos de canários ligados ao sexo

Os Satinés, os Pasteis e os Marfins, são ligados ao sexo, isto é, apenas o macho dá características à descendência, sendo que as fêmeas são neutras, nunca portando o factor,elas são puras ou normais(não temos fêmeas portadoras). Acasalando estes exemplares temos os seguintes resultados:

Macho Puro x Femea Pura =Machos e Fêmeas Puros

Macho Puro x Femea Normal =Machos Portadores e Fêmeas Puras

Macho Normal x Femea Pura =Machos Portadores e Fêmeas Normais

Macho Portador x Femea Pura = Machos Puros, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Normais
Macho Portador x Femea Normal = Machos Normais, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Normais

Destes acasalamentos se depreende que, se acasalarmos um macho Satiné, Pastel ou Marfim com fêmeas puras ou normais da mesma linha, obteremos filhotes conforme os acasalamentos acima apresentados.

AS RAÇAS CASTANHA, AGATA E ISABEL SÃO LIGADAS AO SEXO.

Canários com duplo factor

Os Brancos, Opalas e Inos são canários de duplo factor, isto é, tanto o macho como a fêmea têm que ser puros ou portadores do factor para gerarem filhotes conforme os seguintes esquemas:

Macho Puro x Femea Pura = Machos e Fêmeas Puros

Macho Puro x Femea Normal =Machos e Fêmeas Portadores

Macho Normal x Femea Pura = Machos e Fêmeas Portadores

Macho Portador x Femea Pura = Machos Puros, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Portadoras

Macho Portador x Femea Normal = Machos Normais e Machos Portadores, Fêmeas Normais e Fêmeas Portadoras

Macho Puro x Femea Portadora = Machos e Fêmeas Puros, Machos e Fêmeas Portadores

Macho Portador x Femea Portadora =Machos e Fêmeas Portadores, Machos e Fêmeas Puros e Machos e Fêmeas Normais

Macho Normal x Femea Portadora = Machos e Fêmeas Portadores, Machos e Fêmeas Normais

Deste Esquema se depreende que, se acasalarmos um Macho portadores de Branco, Opala ou Ino,com Fêmeas puras, normais ou portadoras da mesma linha, obteremos filhotes conforme o esquema acima apresentado.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Canarios Branco

- Branco (Recessivo)
- Branco Dominante, em ambos com variação para Ino (olho vermelho)
- Albino
- Albino Dominante

BRANCO RECESSIVO
Apresenta uma brancura imaculada em toda sua plumagem. Geneticamente é de caráter recessivo, necessitando portanto de dose dupla para o seu surgimento. Daí a necessidade, na prática, de se acasalar um Portador de branco ou Portadora, com um Branco puro ou pura, produzindo teoricamente 50% de portadores e 50% de puros.
O acasalamento de Puros x Puras produz 100% de filhotes brancos.
O fator recessivo é responsável pela ausência absoluta de carotenóide, a inibição total do depósito de lipocromo configura o branco absoluto.
A característica genética principal da raça é a incapacidade do organismo metabolizar a pró-vitamina A que ingere, daí a necessidade de se fornecer, em sua dieta, a vitamina A pura, já elaborada.
Devido a essa deficiência vitamínica, a pele do recessivo difere da dos demais canários, apresentando uma cor arroseada ou lilás.
Nos filhotes recém-nascidos pode-se notar mais nitidamente esta característica. Eles são bem róseos ao nascerem. À medida que vamos lhes administrando a vitamina A elaborada, a sua pele vai-se transformando em uma cor mais avermelhada.

BRANCO DOMINANTE
Essa espécie não é, na realidade, um canário totalmente branco pois muito embora seu fenótipo assim se apresente, nota-se resquícios de carotenóide, em especial nas bordas das penas periféricas das asas, cauda, encontros e outras regiões do corpo.Nota-se uma incidência maior do lipocromo nos machos. Daí haver um aproveitameno maior das fêmeas para concursos, por apresentarem uma inibição maior do lipocromo na plumagem, característica que muito as valoriza na condição de Branco Dominante.
O carotenóide ou lipocromo varia do amarelo ao vermelho-laranja e marfim, devendo prevalecer, contudo, a tonalidade "amarelo limão".
Importa ressaltar, ainda, que o "branco da plumagem"não é lipocromo.
A hereditariedade do fator Branco Dominante explica-se, em parte, pelo seu próprio nome, sendo ele dominante em relação aos demais fatores, isto é, domina as demais cores de fundo, seja amarelo, laranja , vermelho ou marfim. Daí obtermos do acasalamento de um branco dominante com um canário amarelo normal, teoricamente, 50% de Branco Dominante e 50% de amarelos.
Não existe o Branco Dominante homozigoto, visto ser ele letal, havendo a perda de 25% dos embriões, pelo fator sub-letal no acasalamento de dois brancos dominantes. Constata-se que poucos são os criadores no Brasil que se dedicam a essa variedade de branco, haja vista a disseminação do Branco Recessivo, teoricamente mais fácil de se criar. A peculiaridade da espécie de somente as fêmeas reunirem as melhores condições técnicas para concurso, e dos machos apresentarem indesejáveis incrustrações lipocrômicas, e ainda, dos filhotes amarelos apresentarem muita névoa (dificultando, portanto, o aproveitamento em criações de amarelos intensos) levam os criadores brasileiros a desprezar essa linha, fato certamente lamentável.
Grupo diverso (no qual me acho incluso) prefere criar o Branco Dominante de modo combinado com o Branco Recessivo, ainda que o resultado do cruzamento seja mais demorado e nem sempre se logre a qualidade técnica desejada e necessária.
ALBINO (RECESSIVO) E ALBINOS DOMINANTES
Tem as mesmas características fenotípicas do canário branco e branco dominante, só que possuem olho vermelho (cor de rubi).
Os inos (geneticamente recessivos) foram praticamente extintos de nossos criadouros. Apresentam uma maior dificuldade técnica e genética para criação, por possuírem olhos vermelhos.
Deve ser evitado sua exposição prolongada aos raios solares, principalmente em horários muito quentes, sob o risco de causar cegueira, daí a sua fragilidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Propoliz ezcelentes resultados

A Propelis
Artigo extraído e adaptado da revista Itália Ornitologica, ano XXIX, nº 1, janeiro 2003.
Texto de Mário di Natale l Tradução: Rafael I. Estrada Mejia, Regeria Rocha Gonçalves
Revista ABC Ornitológico 2004
Antibiótico natural, isento de efeitos colaterais. No número de março de 2002 de Itália Ornitologica no artigo "Os fármacos como preventivos", tínhamos feito alusão a algumas afirmações de médicos
pesquisadores, nacionais e internacionais, sobre os efeitos colaterais dos fármacos. Enfatizava-se o conceito segundo o qual antes de se empregar um fármaco é necessário avaliar, caso por caso, se são maiores os riscos que se correm ou os benefícios desejados.
Todos os fármacos apresentam efeitos colaterais?
Da Fitoterapia (medicina natural) aprendemos que existe na natureza uma resina que reveste os frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, o olmo, a cerejeira e tantas outras que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas de suas secreções a assim chamada propelis, um antibiótico natural com múltiplas funções. As propriedades terapêuticas da propelis foram descobertas em tempos remotos e foram os egípcios quem utilizaram esta substancia para os cuidados do aparelho respiratório, para os estados gripais, para as infecções da pele, para a cicatrização das feridas, e para outras afecções de natureza variada. Num primeiro momento, os efeitos benéficos foram empiricamente demonstrados, até que, recentemente, alguns pesquisadores
no campo da Fitoterapia, entre eles o francês Pierre Lavic (1960) descobriu neste antigo fármaco os seus numerosos componentes (veja o esquema) que detalhadamente confirmaram suas propriedades terapêuticas descobertas há cerca de 40.000 anos.
Composição química da propelis
. 50% resinas e bálsamos: ácidos urânicos, ácidos aromáticos, etc.
. 30% gorduras e vitaminas: ácidos graxos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B, vitamina C, vitamina E;
. 10 de Polifenóis: Flavonóides (Galangina);
. 5% Pólen;
. 5% Sais minerais: cálcio, cobre, ferro, bário, crômio, etc.
Parece que são os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na propelis, que desenvolvem, principalmente, uma dupla ação antibacteriana - bacteriostática e bactericida - significando que, respectivamente, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata.
Outras propriedades da propelis
A propelis, além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nos criadores é de extrema importância. É um antimicotico. Age, sobretudo, contra a Cândida e Microsporo, graças à presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. E são as próprias abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na propelis esta função e a utilizam para revestir as paredes onde a abelha-rainha põe os seus ovos, como defesa dos ataques de fungos e bactérias. Desenvolve uma ação imuno-estimulante. Esta ação faz crescer a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galangina) e da vitamina C que estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema imunológico contra os agentes patogênicos. Segundo as afirmações de renomados fitoterapeutas, a propelis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos períodos e em doses mais elevadas.
A propelis usadas nas nossas criações Devido às suas múltiplas ações e por ser um antibiótico natural de amplo espectro, a propelis pode ser usada na ornitologia, sobretudo, para a prevenção daquelas formas bacterianas intestinais que no período de incubação prejudicam os filhote até o nascimento. Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, nas dermatites das patas que
freqüentemente provocam inflamação e rubor devidos, principalmente, aos erros alimentares, picadas de insetos e falta de higiene.
Onde encontrar a propelis
Para as nossas necessidades podemos utilizar a propelis que aparece no comércio na forma de solução (gotas), encontrada em farmácias (naquelas onde se encontram produtos fitoterápicos) ou em lojas que vendem ervas e produtos naturais.
Uma recomendação: procurar um produto confiável, entre os numerosos encontrados no comércio, preparados por empresas consolidadas e de comprovada experiência científica.
Modo de usar (posologia)
Posologia (experimental) para as doenças intestinais e respiratórias:
. 20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação às incubações por 15 dias consecutivos. A mesma dose durante 7 dias consecutivos após o nascimento dos filhotes;
. 30 goras por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que uma infecção for manifestada. É prudente neste caso intervir aos primeiros sintomas. Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias;
. para as demais doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre asáreas afetadas.
Conclusões
A propelis pode ser utilizada, também, junto com outros antibióticos sintéticos.
Para os amigos criadores que, segundo uma convicção própria, não pretendem renunciar aos antibióticos tradicionais, mencionamos, em resumo, tudo quanto tem sido relatado pêlos estudiosos qualificados no campo da fitoterapia, istoé; a ingestão da propelis pode ser feita também simultaneamente ao antibiótico alopático. Terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com a propelis. Esta precaução tem o objetivo de minimizar a queda das defesas
imunológicas provocadas pelo antibiótico sintético, redução esta que origina a reincidência da doença.

CANÁRIO DE COR

SÃO CANÁRIOS QUE TENDO UMA FORMA, TAMANHO E PLUMAGEM SEMELHANTES, DIFERENCIAM-SE UNS DOS OUTROS PELA SUA COR.
CANÁRIO DE COR: LIPOCRÓMICOS E MELÂNICOS

LIPOCRÓMICOS-SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE NÃO SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E QUE A BASE DAS SUAS PENAS É BRANCA.

MELÂNICOS: SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E A BASE DAS SUAS PENAS É MELANISADA.
MELANINAS: - EUMELANINA NEGRA
- EUMELANINA CASTANHA
- FAELMELANINA

EUMELANINA NEGRA - A MELANINA DE COR NEGRA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

EUMELANINA CASTANHA - A MELANINA DE COR CASTANHA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

FAEOMELANINA - A MELANINA DE COR CASTANHO CLARO LOCALIZADA NO BORDO DAS PENA



MELANINAS:

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


NEGRO ÁGATA CASTANHO ISABEL

GENÓTIPO: O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS E NÃO VISÍVEIS QUE CONSTITUEM O PATRIMÓNIO GENÉTICO DE UM CANÁRIO

O FENÓTIPO: É DETERMINADO PELO GENÓTIPO E PODE SER INFUENCIADO POR CONDIÇÕES DO MEIO AMBIENTE, ALIMENTAÇÃO, IDADE, DOENÇAS, ETC.
FENÓTIPO: O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS DE UM CANÁRIO

ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS

CANÁRIO DE COR

SÃO CANÁRIOS QUE TENDO UMA FORMA, TAMANHO E PLUMAGEM SEMELHANTES, DIFERENCIAM-SE UNS DOS OUTROS PELA SUA COR.
CANÁRIO DE COR: LIPOCRÓMICOS E MELÂNICOS

LIPOCRÓMICOS-SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE NÃO SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E QUE A BASE DAS SUAS PENAS É BRANCA.

MELÂNICOS: SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E A BASE DAS SUAS PENAS É MELANISADA.
MELANINAS: - EUMELANINA NEGRA
- EUMELANINA CASTANHA
- FAELMELANINA

EUMELANINA NEGRA - A MELANINA DE COR NEGRA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

EUMELANINA CASTANHA - A MELANINA DE COR CASTANHA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

FAEOMELANINA - A MELANINA DE COR CASTANHO CLARO LOCALIZADA NO BORDO DAS PENA



MELANINAS:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Importancia de uma ração Completa

A importância de uma ração completa
e nutricionalmente balanceada para pássaros
Sérgio Marcondes César - pH.D em Nutrição Animal
Existe uma tendência dos criadores
rência nas dietas das aves em gaio-
Atualmente entre os nutricionistas,
antigos, alimentarem as aves com o que
las. Elas são necessárias para um cres-
é aceito que a diferença alimentar e
lhes apetecem, em vez de fazê-lo
cimento normal e para a transforma-
a nutrição imprópria pode ser uma
corretamente, de acordo com experi-
ção de energia e também para refa-
das causas predisponentes mais co-
mentos desenvolvidos por órgãos de
zer o metabolismo. Podemos citar al-
muns para justificar morbidade nas
pesquisa.
gumas das vitaminas necessárias e que
aves de um modo geral.
devem ser incluídas nas dietas das aves
Vários trabalhos têm comprovado
em cativeiro:
Devemos salientar que o metabo-
que os pássaros não conseguem nu-
lismo das aves é completamente di-
trir-se de acordo com as necessidades
Vitamina A, Tiamina, Riboflavina,
ferente ao do mamífero (incluindo o
de seu organismo. Para efeito de
Niacina, Piridoxina, Cianocobalamina,
homem). A taxa metabólica das aves
exemplificação, podemos comparar a
Biotina, Colina, Acido Eólico, Acido
é muito mais alta do que a dos ma-
nutrição dos pássaros à de uma crian-
Pantotênico, D3, E e Vit. K.
míferos, desta forma, as aves reque-
ça de menos de 3 anos. Se nós servir-
rem uma quantidade elevada de
mos uma refeição com: carne, salada,
B. Minerais
energia, deficiências são refletidas
frutas sorvetes, doces, bolos etc., po-
muito mais rapidamente que nos ma-
deremos afirmar que a criança come-
Os minerais também são essenciais
míferos.
rá doces, bolos e sorvete primeiro e cer-
para a saúde das aves, entretanto,
tamente não comerá nada além de açú-
não é muito considerado e até muitas
C. Aminoácidos
car e carboidratos.
vezes ignorado pelos “Formuladores
de dietas dos pássaros”.
Os aminoácidos são a base de for-
A mesma situação poderá ocorrer
mação das proteínas e são provavel-
quando nós oferecemos aos pássaros
Os micros e macros minerais têm
mente, os nutrientes de maior impor-
de gaiola, misturas de sementes ou
muitas e variadas funções e são tão
tância da nutrição dos animais. No
qualquer outra combinação
importantes à vida como qualquer ou-
processo digestivo, as proteínas têm
heterogênea de alimentos. Ela pega-
tra classe de nutrientes. Uma das fun-
suas ligações quebradas e desdobra-
rá aquilo que melhor lhe convier (se-
ções dos minerais é na formação e de-
das em aminoácidos (base) na for-
mentes de girassol, amendoim) e des-
senvolvimento do esqueleto, regula o
mação de proteínas, os quais, são,
prezará os demais (espinafre etc.).
pH, a atividade osmótica e o transpor-
então, absorvidos e transformados
te de oxigênio.
em proteínas usadas pelo organismo.
Ainda com relação aos fatores
nutricionais, devemos dizer que a me-
Os minerais que devem ser incluí-
Normalmente, a maioria dos
lhor consideração sobre a nutrição das
dos nas dietas das aves em gaiolas
aminoácidos, podem ser encontrados
aves em gaiolas é o uso necessário dos
são: cálcio, fósforo, sódio, cloro,
em quantidade suficiente nos alimen-
componentes nutricionais dos alimen-
magnésio, potássio, manganês,
tos industrializados. Entretanto, quan-
tos: vitaminas, minerais, proteínas
molibdênio (xantina oxidase), zinco,
do as aves em cativeiro alimentam-
(aminoácidos), gorduras e carboidratos
ferro, cobre, selênio, iodo etc.
se somente de sementes, certamente
(energia).
elas não receberão quantidades e
Experimentos
qualidade de aminoácidos para sa-
Para fazer com que as aves rece-
tisfazer suas necessidades
bam quantidades adequadas desses
Trabalhos experimentais têm mostra-
nutricionais. As pesquisas têm mostra-
nutrientes não é tarefa fácil para os
do que quando pássaros alimentados
do que a proteína de origem vegetal
nutricionistas, quanto mais para os cri-
com sementes e complementados com
tem um valor biológico muito inferior
adores de um modo geral. Por exem-
vitaminas solúveis em água, são sub-
a de origem animal (menor % de pro-
plo:
metidos a exame clínico, essas aves
teína digestível).
apresentam deficiência crônica de um
A. Vitaminas
ou mais nutrientes, o que mostra é que
Os aminoácidos têm diversas fun-
o pássaro exibe sinais mais comuns de
ções no metabolismo das aves, tais
As vitaminas são os elementos mais
enfraquecimento em Vit. A, Vit. K, Cál-
como: crescimento, manutenção, re-
comuns e onde se encontra mais ca-
cio ou proteína.
produção, restauração, hormônios,
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Brasil Ornitológico • nº 64 • Ago - Set - Out

artigo técnico
síntese de enzimas e pigmentação
2. Dieta deve ser palatável, ta-
ração formulada corretamente e de
das penas. Podemos dizer que exis-
manho e textura ideal.
alta palatabilidade para as aves.
tem quatro aminoácidos essenciais
que devem estar presentes em quan-
3. Dieta deve ser ingerida pela
Benefícios das rações formu-
tidade e qualidade adequadas na
ave.
ladas e peletizadas
dieta dos pássaros mantidos em gai-
corretamente:
olas, são eles: metionina, lisina,
4. Dieta deve ser ingerida (ingre-
triptofano e cistina.
dientes corretamente selecionados
1. As rações peletizadas, são mis-
isentos de aflatoxina etc.)
turas homogêneas, feitas de diferen-
D. Carboidratos
tes ingredientes analisados quimica-
5. Deve ser absorvida pelo orga-
mente e balanceados num completo
Nesta classe, podemos incluir os
nismo das aves.
formato nutricional. Esse é um concei-
açúcares, amidos e fibra (celulose).
to que vem sendo usado pelos pes-
6. Deve ser transportada e
quisadores e nutricionistas de todo
Os açúcares e amidos são fontes
metabolizada.
mundo, para a alimentação de cães,
de energia primárias necessárias
gatos, coelhos, pequenos roedores,
para proverem o alto nível de ener-
7. Os ingredientes utilizados na
peixes, camarões, rãs etc.
gia metabólica requerida pelas aves.
dieta, devem ser controlados quanto
a presença de fungos e qualquer
2. As rações peletizadas são
As fibras (celulose) são importan-
agrotóxico.
100% aproveitadas, inclusive as fi-
tes em funções próprias, no processo
bras, e resulta em muito menos per-
digestivo das aves. Nos pássaros ali-
Seguindo todos esses mandamen-
das, conseqüentemente, uma melhor
mentados com sementes, a ingestão
tos, o nutricionista com certeza pode-
conversão alimentar.
de fibra é infelizmente baixa, pois a
rá solucionar o problema da grande
camada fibrosa da semente está na
quantidade de doenças nutricionais
3. Uma boa ração peletizada é
casca, que geralmente não é
referidas, disfunção, comportamento
formulada, preparada, usando-se in-
ingerida pelos pássaros, sendo dei-
e outras variadas condições, causa-
gredientes de alto valor nutritivo (soja
xada na gaiola como lixo.
da na maioria das vezes por mistu-
etc) e alta digestibilidade, de modo
ras (receitas de fundo de quintal) ali-
que o metabolismo das aves seja rá-
E. Gorduras
mentares. É de grande importância
pido e eficiente.
que o criador de pássaros em cati-
Esse componente nutricional é
veiro saiba que uma nutrição não-
4. Uma ração peletizada de qua-
também denominado de extrato
correta pode acarretar:
lidade oferece um excelente controle
etéreo. A gordura é um nutriente be-
0
1. Perda de peso
nutricional para criadores e facilida-
néfico na dieta das aves, como fon-
0
2. Perda de revestimento das pe-
des de mercado. Certifique-se da
te de energia e calor. Os ácidos
nas
qualidade do produto.
graxos essenciais (base na formação
0
3. Raquitismo
das gorduras) são importantes na
0
4. Prostração e deformidade do es-
5. As aves alimentadas com ra-
absorção de vitaminas lipossolúveis
queleto
ções peletizadas podem, com
(solúveis em gordura). As sementes
0
5. Articulações deformadas
freqüência, ser tratadas pelo uso do
de girassol, açafrão e nozes são
0
6. Fraqueza muscular
peletes medicados.
muito ricas em gordura, e ao mesmo
0
7. Hipotireoidismo
tempo, bastante saborosas para as
0
8. Hipocalcemia
6. Este é o mais importante de to-
aves, fazendo com que as aves pre-
0
9. Esterelidade
dos os itens:
firam essas sementes a outras e des-
10. Deformidade
sa forma, ingerindo uma dieta
11. Reprodução
“Não há necessidade de
desbalanceada nutricionalmente e
12. Ovos quebradiços
suplementação alimentar, porque já
muitas vezes ficando subnutrida (ex-
13. Problemas com ovário, oviduto
existem todas as vitaminas, minerais
cesso de energia e baixos
14. Sinusite, faringite
(macros e micros), aminoácidos e áci-
aminoácidos / vitaminas).
15. Alterações no papo
dos graxos essenciais etc., que são
16. Problemas Respiratórios
adicionados ao produto final”.
Após todo esse comentário
17. Alterações do sistema nervoso
nutricional, o nutricionista tem tam-
central
bém que estudar outros fatores que
18. Câncer
devem ser considerados para que se
19. Obesidade (alto açúcar, alta gor-
Sérgio Marcondes César, Enge-
obtenha uma ingestão de nutrientes
dura e baixa proteína)
nheiro Agrônomo formado pela
ideal.
20. Hepatose e outros
ESALQ e pH.D em Nutrição Animal
pela Universidade da Flórida
1. Dieta deve ser balanceada
Após todos esses alertas aos
nutricionalmente e estar sempre dis-
nutricionistas, devemos salientar a im-
Artigo publicado na Brasil
ponível.
portância e vantagens de termos uma
Ornitológico nº 02 1992
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Brasil Ornitológico • nº 64 • Ago - Set - Out

sábado, 19 de setembro de 2009

Acasalamentos de canários ligados ao sexo

Os Satinés, os Pasteis e os Marfins, são ligados ao sexo, isto é, apenas o macho dá características à descendência, sendo que as fêmeas são neutras, nunca portando o factor,elas são puras ou normais(não temos fêmeas portadoras). Acasalando estes exemplares temos os seguintes resultados:

Macho Puro x Femea Pura =Machos e Fêmeas Puros

Macho Puro x Femea Normal =Machos Portadores e Fêmeas Puras

Macho Normal x Femea Pura =Machos Portadores e Fêmeas Normais

Macho Portador x Femea Pura = Machos Puros, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Normais
Macho Portador x Femea Normal = Machos Normais, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Normais

Destes acasalamentos se depreende que, se acasalarmos um macho Satiné, Pastel ou Marfim com fêmeas puras ou normais da mesma linha, obteremos filhotes conforme os acasalamentos acima apresentados.

AS RAÇAS CASTANHA, AGATA E ISABEL SÃO LIGADAS AO SEXO.

Canários com duplo factor

Os Brancos, Opalas e Inos são canários de duplo factor, isto é, tanto o macho como a fêmea têm que ser puros ou portadores do factor para gerarem filhotes conforme os seguintes esquemas:

Macho Puro x Femea Pura = Machos e Fêmeas Puros

Macho Puro x Femea Normal =Machos e Fêmeas Portadores

Macho Normal x Femea Pura = Machos e Fêmeas Portadores

Macho Portador x Femea Pura = Machos Puros, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Portadoras

Macho Portador x Femea Normal = Machos Normais e Machos Portadores, Fêmeas Normais e Fêmeas Portadoras

Macho Puro x Femea Portadora = Machos e Fêmeas Puros, Machos e Fêmeas Portadores

Macho Portador x Femea Portadora =Machos e Fêmeas Portadores, Machos e Fêmeas Puros e Machos e Fêmeas Normais

Macho Normal x Femea Portadora = Machos e Fêmeas Portadores, Machos e Fêmeas Normais

Deste Esquema se depreende que, se acasalarmos um Macho portadores de Branco, Opala ou Ino,com Fêmeas puras, normais ou portadoras da mesma linha, obteremos filhotes conforme o esquema acima apresentado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

AGRADECIMENTO

Agradeço aos visitantes e principalmente aos seguidores deste blogger, e espero estar ajudando de alguma forma a tirar duvidas e auxiliar nos seus criatórios.
Se tiverem alguma duvida sobre a criação de (canários tanto de porte como de cor) não existem em postarem perguntas, ou duvidas pois tenho muito a compartilhar, e isto ajudara o blogger a aumentar o conteúdo. MUITO OBRIGADO A TODOS!

Preparação dos Canarios de Cor para Criação

R.Rousseau - Bélgica
O período de criação de canários é uma época de exaltação para o criador, mesmo para aqueles que têm contratempos.
Antes da procriação são desenvolvidas atividades incomuns, o conjunto de gaiolas e de viveiros necessitam ser lavados e desinfetados, selecionam-se cuidadosamente os casais e todo e qualquer outro tipo de preparativo julgado necessário pelo criador é realizado.
Os resultados obtidos são frequentemente parcos em relação aos esforços dispendidos, pois numerosos são os problemas que aniquilam frequentemente os mais belos exemplares; ovos não fecundados, filhotes mortos no ovo,ou após dois ou três dias de vida, etc....
Na maioria dos casos o criador pode encontrar a razão para tal e ouvir então: «minhas fêmeas não alimentam», «o clima é impróprio», quando não é a ração que é colocada sob suspeita, ou qualquer outra coisa.
Ao contrário, o que ouviremos raramente é um criador admitir ser o único responsável de seu fracasso. Jamais nos esqueçamos que na natureza o instinto das aves faz com que procurem aquilo de que têm necessidade para criar seus filhotes e que todo o ser vivo nasceu para se reproduzir.
Nas criações nossos pássaros deveriam sempre se contentar com o que colocamos às suas disposições. Seguindo este raciocínio, deveremos preparar as aves para a criação da maneira mais adequada possível. Criando cedo (julho, no Brasil), ou um pouco mais tarde no sul (setembro- outubro), a preparação dos pássaros deve começar dois meses antes de colocar as fêmeas nas criadeiras.
A seleção dos reprodutores será mais fácil se entre a separação dos filhotes e a escolha dos futuros reprodutores, seus pássaros forem beneficiados por um programa de cuidados o qual abordaremos posteriormente. Para machos e fêmeas, desde a separação até o acasalamento.
Três pontos devem merecer toda a nossa atenção: as vias respiratórias, o aparelho intestinal e os órgãos genitais.
1° - RESPIRAÇÃO
Dois meses antes de colocar os pássaros em gaiolas criadeiras, deveremos nos preocupar com suas vias respiratórias. Uma ave que tem problema a este respeito, mesmo que pequeno, raramente terá resultados satisfatórios. Como não podemos auscultar a todas, aquelas que forem escolhidas para a reprodução serão objeto de um tratamento de cinco dias.
Utilizamos o Tylan(r) em pó. Este produto deve obrigatoriamente ser administrado dois meses antes da colocação das fêmeas para a procriação. A dose preventiva é uma colher das de café diluída em um litro d'água. Esta dose é suficiente porque há duas outras épocas do ano em que igualmente nos preocuparemos com este problema. Se você tiver realmente este problema, poderá dobrar a dose. Outros produtos também são bons, já experimentamos muitos, mas, tal como muitos amigos, sempre voltamos a esse.
2° - APARELHO INTESTINAL
Todos os nossos pássaros são portadores de coccídeos. Quando a concentração de dez mil coccídeos por grama for ultrapassada os pássaros ficam doentes. Se o número se situar entre 5 e 10 mil, os pássaros parecem estar com boa saúde, entretanto os filhotes não resistirão. Para ter um desenvolvimento harmonioso de um filhote, é preciso que os excrementos de seus pais contenham menos do que 5 mil coccídeos por grama.
Como fazer? Substâncias cocidiostáticas não faltam:
Coccidex(r), Whitsyns(r), S'Mez(r) (N.do T. – produtos comerciais na Bélgica) e tantos outros produtos poderão ser aconselhados por seus farmacêuticos ou veterinários. A posologia informará sobre a dose a ser administrada. A experiência nos ensinou que 5 dias, pelo menos, de dose preventiva evitará de realizar controle dos excrementos dos pássaros. Não esqueça jamais que pássaros com aparente boa saúde têm necessidade deste tratamento, que deve ser efetuado dois meses antes de se colocar as fêmeas em gaiolas criadeiras.
3° - ÓRGÃOS GENITAIS
Os diferentes conselhos nos foram dados pelo veterinário presidente de honra de um Clube de Canários de Cor.
Nossos pássaros têm ao nível do aparelho genital o que chamamos de germes banais. O termo banal nos parece adequado porque eles parecem não afetar o comportamento do pássaro. Infelizmente esses germes banais são a causa de ovos não eclodidos e de mortes nos primeiros dias. Não se esqueça que a fêmea vê coisas que não vemos. Ela não alimentará um filhote doente.
Esta teoria foi verificada muitas vezes. Criadores tendo problemas no começo de criação fizeram um tratamento contra germes banais e a sequência se desenvolveu normalmente. Infelizmente não posso indicar um produto, pois trata-se de uma preparação a ser obtida com o auxílio de um veterinário. Estou, entretanto, persuadido que se for colocado o problema para um veterinário ele poderá ajudar.
Não tenha medo quanto a dose, pois dobraremos aquela que o presidente de honra, já mencionado, sugere e a administramos durante 5 ou 6 dias que antecedem a colocação de nossas fêmeas nas gaiolas criadeiras.
Neste momento poderíamos dizer que nossas fêmeas estão isoladas e receberam o que precisavam. Estamos tranquilos, isto é verdade, mas ao assegurarmos a sobrevivência de nossos filhotes não solucionaremos o problema de ovos não fecundados e de outros contratempos que podem aparecer. Por exemplo, piolhos nos ninhos, penas arrancadas, etc.
Entretanto, naquilo que nos concerne, obtemos regularmente 7 ou 8 filhotes em média por casal, em duas ninhadas.
Estejam convencidos que é tão fácil criar um belo pássaro como um de pouco valor. Isto não significa que outros métodos não sejam válidos. Estes aqui têm o mérito de terem sido utilizados durante numerosos anos com resultados conhecidos.
A PREPARAÇÃO DO NINHO; A OVOPOSTURA No momento que instalamos as fêmeas nas suas novas moradas, duas coisas devem reter nossa atenção:
Primeiro a criadeira deve estar completa, os acessórios para a comida e bebida devem estar lá, sobretudo o ninho. Você notará que se o ninho for introduzido uma ou duas semanas depois frequentemente a fêmea vai se assustar com este novo objeto colocado na gaiola, sobretudo quando o ninho deve ser encontrado no interior da gaiola.
O ninho, seja de plástico ou de cerâmica, deve ser pulverizado 24 horas antes com Baygon(r) verde, um produto da Bayer (vendido em farmácias). Você estará tranquilo por dois meses e protegido de todo inseto. É preciso recomeçar a operação uma segunda vez, assim que os filhotes deixarem a criação.
Como material utilize o sisal, o seu fabricante pode ter restos, daí nada custarão. Estas cordas deverão ser cortadas em pedaços de 5 ou 6 cm e desfiadas. Elas se adequarão perfeitamente aos pássaros.
Antes de colocar a fêmea na criadeira é hora de lhe cortar a ponta das unhas e de desnudar a cloaca com tesoura, sobretudo para canários nevados.
Por que cortar as unhas? Porque nas ninhadas de 4 ou 5 filhotes estes formam uma bola sedosa. Se a fêmea estiver um pouco assustada e sair bruscamente do ninho, ela pode com as unhas bem pontudas carregar um filhote com ela e derrubá-lo no fundo da gaiola. Se isto acontecer um pouco antes do final do dia, na manhã seguinte, quando você o encontrar, será evidentemente muito tarde. Se este acidente acontecer durante o dia e você descobrir relativamente cedo, coloque o filhote na palma da mão e sopre-o com ar quente. Frequentemente você recupera a vítima. Com as unhas da fêmea cortadas este problema é muito raro acontecer.
Desnudar a cloaca evitará que os machos eliminem o esperma nas penas e, conseqüentemente, os ovos não serão fecundados. Os machos devem ter o mesmo tratamento pelas mesmas razões que as fêmeas e o fato de que o macho com as unhas muito pontudas pode ferir a fêmea na hora da fecundação, esta se esquiva e você terá novamente ovos não fecundados.
LUZ CALOR E UMIDADE
Durante os dois meses de preparação deve-se preocupar com dois pontos muito importantes e um terceiro acessório.
O mais importante é o tempo de iluminação. Se você cria mais cedo, deve prolongar progressivamente a iluminação, ao ritmo de meia hora por semana, a fim de que os pássaros disponham de claridade de 13 a 14 horas r dia, quando você colocar as fêmeas em gaiolas criadeiras. A luz tem uma ação direta sobre a hipófise e o seu dicionário confirmará que esta glândula produz numerosos hormônios e, em particular, o do crescimento.
Após a construção do ninho, deverá ter 15 horas de iluminação, para passar a 16 horas, assim que nascerem os filhotes. Os pássaros, machos e fêmeas, reagem a este prolongamento de luz e sentem que dispõem de um número de horas suficientes para alimentar a ninhada.
Um segundo ponto importante é a temperatura, quando da colocação para a procriação, 12 a l4oC podem ser suficientes. Aqui também é preciso aumentar progressivamente e obter uma temperatura entre 15 e 18oC, após os primeiros nascimentos.
Um terceiro ponto não indispensável, mas muito útil, é o higrómetro. Um higrómetro mostrando entre 50 e 70% de umidade relativa do ar indica que os pássaros estão colocados em condições ideais. No início da estação de criação coloque o higrómetro 24 horas em uma toalha molhada, com o parafuso de regulagem coloque a agulha no 100 e você estará seguro que o seu aparelho dará informações exalas, sobretudo se você tiver um higrómetro de cabelo.
Destes três pontos, é o tempo de iluminação o mais importante.
A DIETA
Durante toda a duração da preparação de ração às fêmeas, mas não muito, os potes de ração dever estar vazios ao meio dia, nossos pássaros são sobretudo comedores de sementes. Entretanto as boas rações contém elementos de que têm necessidades. Ao contrário, os machos que não têm que acumular as mesmas reservas, receberão um suplemento de cânhamo em sua mistura de sementes, a fim de colocá-los em condição máxima. Geralmente é suficiente uma colher das de café para um equivalente a 3 ou 4 colheres das de sopa da mistura de sementes.
A mistura de sementes deve ser a mistura de criação, isto é, diferente da mistura de repouso. A composição desta mistura nos foi dada por um técnico que conhece o mundo dos canários. Ele colabora na fabricação de uma ração utilizada em muitos países.
A composição desta mistura de criação é a seguinte:
53% de farelo de milheto; 30% de nabo doce; 3% de cânhamo, 5% de níger, 3% de linhaça, 6% de aveia descascada.
Os criadores observam que os filhotes criados com sementes crescem geralmente mais rápidos.
Em consequência, para uma tigela de ração (250 gramas) coloque 4 colheres das de sopa de uma mistura de sementes, constituída de: l parte de papoula, l parte de cânhamo, 4 partes de níger, 4 partes de aveia.
Acrescente a isto uma colher das de sopa de Germalyne(r) (comprado em farmácia) e você ficará gradavelmente surpreso de que os pássaros, principalmente aqueles conhecidos como os mais delicados, como os inos e acetinados deverão receber o anel já no 5° dia. Se você não ficar atento o 6° ou 7° dia será tardio para muito destes filhotes.
Tenha o cuidado de manter os pássaros machos e fêmeas no mesmo local a fim de que eles se beneficiem juntos ao mesmo tratamento e das mesmas condições.
Os numerosos anos de experiências me permitem dizer que pássaros preparados em tais condições asseguram o máximo de satisfação.
INCUBAÇÃO - NASCIMENTO DOS FILHOTES - REGISTRO
Como dissemos no início deste artigo, não nos dirigimos aos criadores gabaritados. Temos frequentemente ouvido o raciocínio muito válido que diz que quando tudo vai bem, nada é preciso mudar. Ao contrário - e nós passamos por este estágio - os jovens criadores têm frequentemente dificuldades de encontrar uma literatura válida, ou conselhos confiáveis para criar seus pássaros.
Deixamos nossas fêmeas sozinhas, bem preparadas, em suas criadeiras completas. Rapidamente a fêmea vai nos indicar que está pronta. Ela se torna febril, nervosa, movimentando-se sem parar, bicando as patas ou o anel e transportando no bico uma pena ou qualquer outra coisa que encontre. Visita cada vez mais o seu ninho e se você a tomar nas mãos verá que ela apresenta o ventre bem desguarnecido, normalmente apresentando uma camada de gordura que será a sua reserva.
É preciso então dar-lhe materiais para confeccionar o seu ninho, como já vimos. Colocamos sempre o ninho de corda no ninho propriamente dito. Ele oferece a vantagem de permitir uma menor aderência de materiais, de colocar pó contra os piolhos entre os dois ninhos, de mudá-lo quando estiver muito sujo. etc.
Depois do uso ele é facilmente recuperável, lavando-se em solução de água sanitária.
Aconselhamos as fibras de sisal, que não contêm ácaros, normalmente abundantes. Essas fibras permitem ninhos bem brancos e também perfeitamente redondos no fundo, o que facilita o trabalho da fêmea para virar seus ovos.
Assim que a fêmea começa a tecer o seu ninho – geralmente na borda do ninho, pois é por aí que começa - é hora de introduzir o macho previsto. Normalmente ele é colocado à noite, pois pela manhã são mais frequentes as cópulas, ocorrendo mais frequentemente a fecundação.
Atenção, algumas fêmeas se contentam em depositar apenas alguns raminhos no fundo do ninho; portanto um controle diário do ninho deve ser feito.
Desde que o primeiro ovo é posto, retire-o e troque-o por um postiço; isto até o 4° ovo. Você então recoloca os 4 ovos e as eclosões se farão 13 dias a contar da manhã seguinte daquele dia. Este método oferece a vantagem de ver nascer rodos os filhotes no mesmo dia. Entre o 5° e o 7° di de incubação é preciso verificar se todos os ovos estão fecundos, para evitar que as fêmeas choquem inutilmente ovos assim. Se você tem um número importante de criadoras, poderá ainda equilibrar o número de ovos por ninho, desde que não se trate de pássaros da mesma variedade, anotando sempre no livro de criação, desde que as datas de nascimento coincidam. Uma diferença de um dia não é problema. É fácil de se fazer um aparelho para verificar se os ovos estão fecundados. Uma simples caixa contendo uma lâmpada acesa no interior e um orifício na tampa onde se coloca o ovo permitirá, por transparência verificar se o embrião se desenvolve ou não. Se só a gema aparece, não há esperança, pois o ovo não foi fecundado, porém se a partir do sétimo dia se observar um ovo mais escuro, podendo haver pulsasões cardíacas no embrião, não há com que se preocupar, pois o ovo está no bom caminho.
A partir do início do choco é preciso retirar o macho ou não? As opiniões são muito diferentes. Particularmente o retiramos, pois tanto temos necessidade dele em outro acasalamento como também isso deixa a fêmea chocar mais tranquilamente. Se você deixar o macho e ele não perturbar a fêmea ele corre o risco de engordar e, assim, você terá ovos não fecundados na segunda rodada de criação. Isto não é uma regra geral. De qualquer maneira um ou dois dias antes da eclosão dos ovos nós recolocamos o macho, sobretudo quando se tratar de filhotes do sexo feminino. Na verdade, algumas fêmeas ao sentir os ovos eclodirem se amedrontam, deixam o ninho e os filhotes e os ovos ficam frios. Se o macho tiver lá, 99% das vezes ele vai obrigá-la a voltar ao seu ninho.
Desde que as primeiras eclosões aconteçam e principalmente quando os filhotes foram pela primeira vez alimentados, você poderá tirá-los sem medo. Este fenómeno é raro na segunda ninhada ou com fêmeas de um ano ou mais.
Durante o choco, as fêmeas não só recebem água fresca regularmnente. Uma boa mistura de sementes para a criação e um pouco de ração, isto é, uma colherinha das de café. No dia do nascimento todos os filhotes devem sair. Os ovos não eclodidos poderão ser colocados numa pequena porção de água morna e se mexerem pode ter certeza que na manhã seguinte eclodirão. Porém, ao contrário, se não mexerem, você verificará que o embrião não se desenvolveu. Por que? De qualquer forma, é conveniente eliminá-lo ou substituí-lo por um ovo postiço, antes que a fêmea o elimine por si própria. Esse ovo postiço é muito útil nos primeiros dias, antes da colocação do anel, em uma ninhada de 4 ou 5 filhotes. Eles servem de apoio para colocar a cabeça, evitando assim o esmagamento no fundo do ninho.
Desde as primeiras eclosões verifique os ninhos diariamente.No nosso caso o fazemos duas vezes ao dia a fim de intervir rapidamente quando se constatar um problema qualquer. É preciso aumentar a quantidade de ração à medida que os filhotes cresçam. É preferível, quando possível, dar a ração fresca de manhã, ao meio-dia e à tarde, por volta das 17 horas. Lá pelo 5° dia é hora de estar atento quanto à dimensão das patas, que informarão sobre o momento em que será preciso colocar as anilhas. Não faça isto muito cedo senão você correrá o risco de ter o anel retirado pela fêmea. Acontece frequentemente colocarmos anilha em dois ou três filhotes e deixar os outros para o dia seguinte. Quanto mais os filhotes forem fortes, mais a fêmea terá dificuldade de jogá-los fora do ninho, pensando que os anéis são coisa a eliminar. Se você esperar um pouco demais, um pouco de óleo de oliva em cima dos pés permitirá a passagem mais facilmente dos anéis.
Quando os filhotes tiverem 17 dias a fêmea pode ser fecundada novamente. Ela irá começar as atividades do 2° ninho. Antes que ela arranque as penas dos filhotes, coloque-o no fundo da criadeira ou em outro lugar para que a fêmea os alimente sem problemas.
No lugar do primeiro ninho coloque um outro, que também tenha sido tratado com Baygon(r) verde pelo menos 24 horas antes. Recoloque os materiais e reintroduza o macho. Alguns instantes de observação e geralmente a fêmea é fecundada rapidamente. Ela começará seu novo ninho ao mesmo tempo que continua a alimentar seus filhotes. Frequentemente o macho toma parte ativa neste trabalho. Você pode então estar seguro que a separação ocorrerá sem problemas.
Quando os filhotes saem do ninho é preferível colocá-los em uma gaiola prevista para isto, entre duas criadoras.
Entre duas cunhadas uma manutenção completa da criadora é recomendada mesmo se a fêmea já botou um ou dois ovos, não se ela já estiver chocando. Tire tudo e faça uma limpeza completa. A vantagem deste sistema é a de não ter filhotes depenados. Eles também não atormentarão a fêmea ocupada com seu novo ninho. Se for colocado um filhote alguns mais idosos e independentes, os filhotes pegarão o hábito de se virar por eles mesmos. Desde que os vejamos se alimentando sozinhos poderemos colocá-los numa voadeira de l a 1,5 metros. Eles se acostumarão a pegar os poleiros em voo o que é útil antes de colocá-los em viveiros.
Durante este período, seguindo os conselhos do fabricante, nós lhes administramos 5 dias deTylan(r) como dose preventiva de uma colher das de café rasa por litro de água. Fixamos um anel plástico nos portadores de certos fatores para encontrá-los facilmente quando o colocamos em viveiros.
Não se esqueça de inscrever os filhotes em um registro de criação. Não confie em sua memória. Isto será muito útil para os próximos acasalamentos.
Assim que os filhotes estiverem em viveiros continue a colocar à sua disposição rações, uma boa mistura de sementes e bem cedo um bom corante alimentar para aqueles pássaros de fator vermelho. A sequência - e não é o mais simples - é a de manter em perfeita saúde até a próxima estação de criação ou ate a sua partida.
Naquilo que nos concerne depois de ter criado 140 filhotes com 19 fêmeas, temos até hoje duas mortes, uma das quais provocada pelo criador.
Tradução: Neusa de Aquino Gardes
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Ciclo de Reprodução

O Ciclo da Reprodução
O ciclo da reprodução dos canários, desde a postura dos ovos até que as crias saiam do ninho, dura cerca de um mês. Durante esse tempo, os pássaros têm de cumprir uma série de obrigações que são reguladas por processos biológicos complicados. Se uma das fases desse processo não se desenrola normalmente, todo o ciclo pode ser perturbado. Não devemos de maneira nenhuma intervir na seqüência natural da reprodução.
É necessário lembrarmo-nos de que os canários são individuais e que têm gostos diferentes. Não podemos portanto tratar todos da mesma maneira, o que aliás se aplica de uma maneira geral à criação de todos os animais.
Dizem os entendidos que há aves mais fáceis de criar do que os canários, eu penso que não é difícil, desde que se tenha espaço, gosto e paciência, principalmente no início.
Um dos primeiros problemas que surge é quando juntar os canários. Eles são muito influenciados pela duração do dia mas penso que também são sensíveis ao aumento das temperaturas.
Há basicamente dois métodos. Um consiste em juntar o macho e a fêmea durante todo o ciclo, de forma a que ambos partilhem as tarefas como um "bom casal". É talvez o mais natural e deve ser posta em prática desde que não haja nenhum inconveniente. O outro método consiste em retirar o macho no final da postura ou porque ele é agressivo e pode perturbar o choco, ou porque queremos aproveitar as boas qualidades do macho para juntar a outra fêmea. É necessário estar atento. Há machos que criam melhor os filhotes do que as próprias fêmeas e há fêmeas que abandonam o ninho se o macho for retirado. O melhor é conhecer bem as aves e optar pela melhor solução para cada caso.
Período Ideal
A época que eu considero ideal para o acasalamento dos canários é do início da Primavera até o final do Verão, porém quanto a este item a controvérsias pois outros criadores indicam outros períodos, mas o que devemos ter em mente é que não devemos iniciar o acasalamento no inverso.
Iniciando o acasalamento
Este período é fundamental, pois sem ele podemos ter casais que não se dão muito bem, por isso costumo colocar as gaiolas do macho e da fêmea ao lado uma da outra para que o casal passe a se conhecer, a gaiola da fêmea deverá conter o ninho do tipo aberto e alguns pedaços de saco de estopa. Se possuir mais de um casal faça o mesmo procedimento com todos os casais de forma que os pássaros não vejam os outros casais, para não tirar a atenção do companheiro que nós escolhemos.
Devemos observa-los periodicamente até percebemos que o macho passe a cantar para a sua companheira, e ele irá alimenta-la através das grades, a fêmea mostra seu interesse começando a construir o ninho com linhas de estopa.
Após percebermos que o casal se identificou devemos juntar o casal para iniciar o acasalamento.
Postura
Após alguns dias do acasalamento a fêmea porá seu primeiro ovo, a quantidade varia de 3 a 6 ovos , sendo a média de 4 ovos.
A postura ocorre pela manhã antes das 8 horas , após este período devemos substituir o ovo, com uma colher limpa, por um ovo artificial (encontrado nas casas do ramo), o ovo retirado deve ser colocado em um recipiente com algodão ao fundo para evitar danificarmos os ovos, duas a três vezes ao dia devemos virar os ovos. Após percebermos que a fêmea já finalizou a postura devemos retirar os ovos artificiais e substituí-los pelos verdadeiros para que se inicie a incubação.
Incubação
O período de incubação à partir do dia em que devolvemos os ovos verdadeiros ao ninho é de 13 dias em alguns casos chegando a 15 dias. Se após 17 dias os ovos não eclodirem, separe o casal e analise se todo procedimento foi feito corretamente, mas existem casos de machos que não fecundam determinadas fêmeas, tente um mudança de casal.
Filhotes
Os filhotes deixam o ninho entre 25º e o 27º dia. Em alguns dias já estarão se alimentando sozinhos e poderemos separa-los dos pais e iniciarmos novo ciclo da reprodução com o mesmo casal.

Ágata Topázio