Seguidores

Loading...

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Canarios Branco

- Branco (Recessivo)
- Branco Dominante, em ambos com variação para Ino (olho vermelho)
- Albino
- Albino Dominante

BRANCO RECESSIVO
Apresenta uma brancura imaculada em toda sua plumagem. Geneticamente é de caráter recessivo, necessitando portanto de dose dupla para o seu surgimento. Daí a necessidade, na prática, de se acasalar um Portador de branco ou Portadora, com um Branco puro ou pura, produzindo teoricamente 50% de portadores e 50% de puros.
O acasalamento de Puros x Puras produz 100% de filhotes brancos.
O fator recessivo é responsável pela ausência absoluta de carotenóide, a inibição total do depósito de lipocromo configura o branco absoluto.
A característica genética principal da raça é a incapacidade do organismo metabolizar a pró-vitamina A que ingere, daí a necessidade de se fornecer, em sua dieta, a vitamina A pura, já elaborada.
Devido a essa deficiência vitamínica, a pele do recessivo difere da dos demais canários, apresentando uma cor arroseada ou lilás.
Nos filhotes recém-nascidos pode-se notar mais nitidamente esta característica. Eles são bem róseos ao nascerem. À medida que vamos lhes administrando a vitamina A elaborada, a sua pele vai-se transformando em uma cor mais avermelhada.

BRANCO DOMINANTE
Essa espécie não é, na realidade, um canário totalmente branco pois muito embora seu fenótipo assim se apresente, nota-se resquícios de carotenóide, em especial nas bordas das penas periféricas das asas, cauda, encontros e outras regiões do corpo.Nota-se uma incidência maior do lipocromo nos machos. Daí haver um aproveitameno maior das fêmeas para concursos, por apresentarem uma inibição maior do lipocromo na plumagem, característica que muito as valoriza na condição de Branco Dominante.
O carotenóide ou lipocromo varia do amarelo ao vermelho-laranja e marfim, devendo prevalecer, contudo, a tonalidade "amarelo limão".
Importa ressaltar, ainda, que o "branco da plumagem"não é lipocromo.
A hereditariedade do fator Branco Dominante explica-se, em parte, pelo seu próprio nome, sendo ele dominante em relação aos demais fatores, isto é, domina as demais cores de fundo, seja amarelo, laranja , vermelho ou marfim. Daí obtermos do acasalamento de um branco dominante com um canário amarelo normal, teoricamente, 50% de Branco Dominante e 50% de amarelos.
Não existe o Branco Dominante homozigoto, visto ser ele letal, havendo a perda de 25% dos embriões, pelo fator sub-letal no acasalamento de dois brancos dominantes. Constata-se que poucos são os criadores no Brasil que se dedicam a essa variedade de branco, haja vista a disseminação do Branco Recessivo, teoricamente mais fácil de se criar. A peculiaridade da espécie de somente as fêmeas reunirem as melhores condições técnicas para concurso, e dos machos apresentarem indesejáveis incrustrações lipocrômicas, e ainda, dos filhotes amarelos apresentarem muita névoa (dificultando, portanto, o aproveitamento em criações de amarelos intensos) levam os criadores brasileiros a desprezar essa linha, fato certamente lamentável.
Grupo diverso (no qual me acho incluso) prefere criar o Branco Dominante de modo combinado com o Branco Recessivo, ainda que o resultado do cruzamento seja mais demorado e nem sempre se logre a qualidade técnica desejada e necessária.
ALBINO (RECESSIVO) E ALBINOS DOMINANTES
Tem as mesmas características fenotípicas do canário branco e branco dominante, só que possuem olho vermelho (cor de rubi).
Os inos (geneticamente recessivos) foram praticamente extintos de nossos criadouros. Apresentam uma maior dificuldade técnica e genética para criação, por possuírem olhos vermelhos.
Deve ser evitado sua exposição prolongada aos raios solares, principalmente em horários muito quentes, sob o risco de causar cegueira, daí a sua fragilidade.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Propoliz ezcelentes resultados

A Propelis
Artigo extraído e adaptado da revista Itália Ornitologica, ano XXIX, nº 1, janeiro 2003.
Texto de Mário di Natale l Tradução: Rafael I. Estrada Mejia, Regeria Rocha Gonçalves
Revista ABC Ornitológico 2004
Antibiótico natural, isento de efeitos colaterais. No número de março de 2002 de Itália Ornitologica no artigo "Os fármacos como preventivos", tínhamos feito alusão a algumas afirmações de médicos
pesquisadores, nacionais e internacionais, sobre os efeitos colaterais dos fármacos. Enfatizava-se o conceito segundo o qual antes de se empregar um fármaco é necessário avaliar, caso por caso, se são maiores os riscos que se correm ou os benefícios desejados.
Todos os fármacos apresentam efeitos colaterais?
Da Fitoterapia (medicina natural) aprendemos que existe na natureza uma resina que reveste os frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, o olmo, a cerejeira e tantas outras que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas de suas secreções a assim chamada propelis, um antibiótico natural com múltiplas funções. As propriedades terapêuticas da propelis foram descobertas em tempos remotos e foram os egípcios quem utilizaram esta substancia para os cuidados do aparelho respiratório, para os estados gripais, para as infecções da pele, para a cicatrização das feridas, e para outras afecções de natureza variada. Num primeiro momento, os efeitos benéficos foram empiricamente demonstrados, até que, recentemente, alguns pesquisadores
no campo da Fitoterapia, entre eles o francês Pierre Lavic (1960) descobriu neste antigo fármaco os seus numerosos componentes (veja o esquema) que detalhadamente confirmaram suas propriedades terapêuticas descobertas há cerca de 40.000 anos.
Composição química da propelis
. 50% resinas e bálsamos: ácidos urânicos, ácidos aromáticos, etc.
. 30% gorduras e vitaminas: ácidos graxos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B, vitamina C, vitamina E;
. 10 de Polifenóis: Flavonóides (Galangina);
. 5% Pólen;
. 5% Sais minerais: cálcio, cobre, ferro, bário, crômio, etc.
Parece que são os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na propelis, que desenvolvem, principalmente, uma dupla ação antibacteriana - bacteriostática e bactericida - significando que, respectivamente, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata.
Outras propriedades da propelis
A propelis, além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nos criadores é de extrema importância. É um antimicotico. Age, sobretudo, contra a Cândida e Microsporo, graças à presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. E são as próprias abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na propelis esta função e a utilizam para revestir as paredes onde a abelha-rainha põe os seus ovos, como defesa dos ataques de fungos e bactérias. Desenvolve uma ação imuno-estimulante. Esta ação faz crescer a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galangina) e da vitamina C que estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema imunológico contra os agentes patogênicos. Segundo as afirmações de renomados fitoterapeutas, a propelis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos períodos e em doses mais elevadas.
A propelis usadas nas nossas criações Devido às suas múltiplas ações e por ser um antibiótico natural de amplo espectro, a propelis pode ser usada na ornitologia, sobretudo, para a prevenção daquelas formas bacterianas intestinais que no período de incubação prejudicam os filhote até o nascimento. Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, nas dermatites das patas que
freqüentemente provocam inflamação e rubor devidos, principalmente, aos erros alimentares, picadas de insetos e falta de higiene.
Onde encontrar a propelis
Para as nossas necessidades podemos utilizar a propelis que aparece no comércio na forma de solução (gotas), encontrada em farmácias (naquelas onde se encontram produtos fitoterápicos) ou em lojas que vendem ervas e produtos naturais.
Uma recomendação: procurar um produto confiável, entre os numerosos encontrados no comércio, preparados por empresas consolidadas e de comprovada experiência científica.
Modo de usar (posologia)
Posologia (experimental) para as doenças intestinais e respiratórias:
. 20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação às incubações por 15 dias consecutivos. A mesma dose durante 7 dias consecutivos após o nascimento dos filhotes;
. 30 goras por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que uma infecção for manifestada. É prudente neste caso intervir aos primeiros sintomas. Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias;
. para as demais doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre asáreas afetadas.
Conclusões
A propelis pode ser utilizada, também, junto com outros antibióticos sintéticos.
Para os amigos criadores que, segundo uma convicção própria, não pretendem renunciar aos antibióticos tradicionais, mencionamos, em resumo, tudo quanto tem sido relatado pêlos estudiosos qualificados no campo da fitoterapia, istoé; a ingestão da propelis pode ser feita também simultaneamente ao antibiótico alopático. Terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com a propelis. Esta precaução tem o objetivo de minimizar a queda das defesas
imunológicas provocadas pelo antibiótico sintético, redução esta que origina a reincidência da doença.

CANÁRIO DE COR

SÃO CANÁRIOS QUE TENDO UMA FORMA, TAMANHO E PLUMAGEM SEMELHANTES, DIFERENCIAM-SE UNS DOS OUTROS PELA SUA COR.
CANÁRIO DE COR: LIPOCRÓMICOS E MELÂNICOS

LIPOCRÓMICOS-SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE NÃO SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E QUE A BASE DAS SUAS PENAS É BRANCA.

MELÂNICOS: SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E A BASE DAS SUAS PENAS É MELANISADA.
MELANINAS: - EUMELANINA NEGRA
- EUMELANINA CASTANHA
- FAELMELANINA

EUMELANINA NEGRA - A MELANINA DE COR NEGRA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

EUMELANINA CASTANHA - A MELANINA DE COR CASTANHA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

FAEOMELANINA - A MELANINA DE COR CASTANHO CLARO LOCALIZADA NO BORDO DAS PENA



MELANINAS:

quarta-feira, 23 de setembro de 2009


NEGRO ÁGATA CASTANHO ISABEL

GENÓTIPO: O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS E NÃO VISÍVEIS QUE CONSTITUEM O PATRIMÓNIO GENÉTICO DE UM CANÁRIO

O FENÓTIPO: É DETERMINADO PELO GENÓTIPO E PODE SER INFUENCIADO POR CONDIÇÕES DO MEIO AMBIENTE, ALIMENTAÇÃO, IDADE, DOENÇAS, ETC.
FENÓTIPO: O CONJUNTO DE CARACTERÍSTICAS VISÍVEIS DE UM CANÁRIO

ALGUNS CONCEITOS BÁSICOS

CANÁRIO DE COR

SÃO CANÁRIOS QUE TENDO UMA FORMA, TAMANHO E PLUMAGEM SEMELHANTES, DIFERENCIAM-SE UNS DOS OUTROS PELA SUA COR.
CANÁRIO DE COR: LIPOCRÓMICOS E MELÂNICOS

LIPOCRÓMICOS-SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE NÃO SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E QUE A BASE DAS SUAS PENAS É BRANCA.

MELÂNICOS: SÃO CANÁRIOS DE COR EM QUE SE OBSERVA A PRESENÇA DE MELANINAS, E A BASE DAS SUAS PENAS É MELANISADA.
MELANINAS: - EUMELANINA NEGRA
- EUMELANINA CASTANHA
- FAELMELANINA

EUMELANINA NEGRA - A MELANINA DE COR NEGRA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

EUMELANINA CASTANHA - A MELANINA DE COR CASTANHA LOCALIZADA NO EIXO OU AXE DAS PENAS

FAEOMELANINA - A MELANINA DE COR CASTANHO CLARO LOCALIZADA NO BORDO DAS PENA



MELANINAS:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A Importancia de uma ração Completa

A importância de uma ração completa
e nutricionalmente balanceada para pássaros
Sérgio Marcondes César - pH.D em Nutrição Animal
Existe uma tendência dos criadores
rência nas dietas das aves em gaio-
Atualmente entre os nutricionistas,
antigos, alimentarem as aves com o que
las. Elas são necessárias para um cres-
é aceito que a diferença alimentar e
lhes apetecem, em vez de fazê-lo
cimento normal e para a transforma-
a nutrição imprópria pode ser uma
corretamente, de acordo com experi-
ção de energia e também para refa-
das causas predisponentes mais co-
mentos desenvolvidos por órgãos de
zer o metabolismo. Podemos citar al-
muns para justificar morbidade nas
pesquisa.
gumas das vitaminas necessárias e que
aves de um modo geral.
devem ser incluídas nas dietas das aves
Vários trabalhos têm comprovado
em cativeiro:
Devemos salientar que o metabo-
que os pássaros não conseguem nu-
lismo das aves é completamente di-
trir-se de acordo com as necessidades
Vitamina A, Tiamina, Riboflavina,
ferente ao do mamífero (incluindo o
de seu organismo. Para efeito de
Niacina, Piridoxina, Cianocobalamina,
homem). A taxa metabólica das aves
exemplificação, podemos comparar a
Biotina, Colina, Acido Eólico, Acido
é muito mais alta do que a dos ma-
nutrição dos pássaros à de uma crian-
Pantotênico, D3, E e Vit. K.
míferos, desta forma, as aves reque-
ça de menos de 3 anos. Se nós servir-
rem uma quantidade elevada de
mos uma refeição com: carne, salada,
B. Minerais
energia, deficiências são refletidas
frutas sorvetes, doces, bolos etc., po-
muito mais rapidamente que nos ma-
deremos afirmar que a criança come-
Os minerais também são essenciais
míferos.
rá doces, bolos e sorvete primeiro e cer-
para a saúde das aves, entretanto,
tamente não comerá nada além de açú-
não é muito considerado e até muitas
C. Aminoácidos
car e carboidratos.
vezes ignorado pelos “Formuladores
de dietas dos pássaros”.
Os aminoácidos são a base de for-
A mesma situação poderá ocorrer
mação das proteínas e são provavel-
quando nós oferecemos aos pássaros
Os micros e macros minerais têm
mente, os nutrientes de maior impor-
de gaiola, misturas de sementes ou
muitas e variadas funções e são tão
tância da nutrição dos animais. No
qualquer outra combinação
importantes à vida como qualquer ou-
processo digestivo, as proteínas têm
heterogênea de alimentos. Ela pega-
tra classe de nutrientes. Uma das fun-
suas ligações quebradas e desdobra-
rá aquilo que melhor lhe convier (se-
ções dos minerais é na formação e de-
das em aminoácidos (base) na for-
mentes de girassol, amendoim) e des-
senvolvimento do esqueleto, regula o
mação de proteínas, os quais, são,
prezará os demais (espinafre etc.).
pH, a atividade osmótica e o transpor-
então, absorvidos e transformados
te de oxigênio.
em proteínas usadas pelo organismo.
Ainda com relação aos fatores
nutricionais, devemos dizer que a me-
Os minerais que devem ser incluí-
Normalmente, a maioria dos
lhor consideração sobre a nutrição das
dos nas dietas das aves em gaiolas
aminoácidos, podem ser encontrados
aves em gaiolas é o uso necessário dos
são: cálcio, fósforo, sódio, cloro,
em quantidade suficiente nos alimen-
componentes nutricionais dos alimen-
magnésio, potássio, manganês,
tos industrializados. Entretanto, quan-
tos: vitaminas, minerais, proteínas
molibdênio (xantina oxidase), zinco,
do as aves em cativeiro alimentam-
(aminoácidos), gorduras e carboidratos
ferro, cobre, selênio, iodo etc.
se somente de sementes, certamente
(energia).
elas não receberão quantidades e
Experimentos
qualidade de aminoácidos para sa-
Para fazer com que as aves rece-
tisfazer suas necessidades
bam quantidades adequadas desses
Trabalhos experimentais têm mostra-
nutricionais. As pesquisas têm mostra-
nutrientes não é tarefa fácil para os
do que quando pássaros alimentados
do que a proteína de origem vegetal
nutricionistas, quanto mais para os cri-
com sementes e complementados com
tem um valor biológico muito inferior
adores de um modo geral. Por exem-
vitaminas solúveis em água, são sub-
a de origem animal (menor % de pro-
plo:
metidos a exame clínico, essas aves
teína digestível).
apresentam deficiência crônica de um
A. Vitaminas
ou mais nutrientes, o que mostra é que
Os aminoácidos têm diversas fun-
o pássaro exibe sinais mais comuns de
ções no metabolismo das aves, tais
As vitaminas são os elementos mais
enfraquecimento em Vit. A, Vit. K, Cál-
como: crescimento, manutenção, re-
comuns e onde se encontra mais ca-
cio ou proteína.
produção, restauração, hormônios,
58
58
58
58
58
Brasil Ornitológico • nº 64 • Ago - Set - Out

artigo técnico
síntese de enzimas e pigmentação
2. Dieta deve ser palatável, ta-
ração formulada corretamente e de
das penas. Podemos dizer que exis-
manho e textura ideal.
alta palatabilidade para as aves.
tem quatro aminoácidos essenciais
que devem estar presentes em quan-
3. Dieta deve ser ingerida pela
Benefícios das rações formu-
tidade e qualidade adequadas na
ave.
ladas e peletizadas
dieta dos pássaros mantidos em gai-
corretamente:
olas, são eles: metionina, lisina,
4. Dieta deve ser ingerida (ingre-
triptofano e cistina.
dientes corretamente selecionados
1. As rações peletizadas, são mis-
isentos de aflatoxina etc.)
turas homogêneas, feitas de diferen-
D. Carboidratos
tes ingredientes analisados quimica-
5. Deve ser absorvida pelo orga-
mente e balanceados num completo
Nesta classe, podemos incluir os
nismo das aves.
formato nutricional. Esse é um concei-
açúcares, amidos e fibra (celulose).
to que vem sendo usado pelos pes-
6. Deve ser transportada e
quisadores e nutricionistas de todo
Os açúcares e amidos são fontes
metabolizada.
mundo, para a alimentação de cães,
de energia primárias necessárias
gatos, coelhos, pequenos roedores,
para proverem o alto nível de ener-
7. Os ingredientes utilizados na
peixes, camarões, rãs etc.
gia metabólica requerida pelas aves.
dieta, devem ser controlados quanto
a presença de fungos e qualquer
2. As rações peletizadas são
As fibras (celulose) são importan-
agrotóxico.
100% aproveitadas, inclusive as fi-
tes em funções próprias, no processo
bras, e resulta em muito menos per-
digestivo das aves. Nos pássaros ali-
Seguindo todos esses mandamen-
das, conseqüentemente, uma melhor
mentados com sementes, a ingestão
tos, o nutricionista com certeza pode-
conversão alimentar.
de fibra é infelizmente baixa, pois a
rá solucionar o problema da grande
camada fibrosa da semente está na
quantidade de doenças nutricionais
3. Uma boa ração peletizada é
casca, que geralmente não é
referidas, disfunção, comportamento
formulada, preparada, usando-se in-
ingerida pelos pássaros, sendo dei-
e outras variadas condições, causa-
gredientes de alto valor nutritivo (soja
xada na gaiola como lixo.
da na maioria das vezes por mistu-
etc) e alta digestibilidade, de modo
ras (receitas de fundo de quintal) ali-
que o metabolismo das aves seja rá-
E. Gorduras
mentares. É de grande importância
pido e eficiente.
que o criador de pássaros em cati-
Esse componente nutricional é
veiro saiba que uma nutrição não-
4. Uma ração peletizada de qua-
também denominado de extrato
correta pode acarretar:
lidade oferece um excelente controle
etéreo. A gordura é um nutriente be-
0
1. Perda de peso
nutricional para criadores e facilida-
néfico na dieta das aves, como fon-
0
2. Perda de revestimento das pe-
des de mercado. Certifique-se da
te de energia e calor. Os ácidos
nas
qualidade do produto.
graxos essenciais (base na formação
0
3. Raquitismo
das gorduras) são importantes na
0
4. Prostração e deformidade do es-
5. As aves alimentadas com ra-
absorção de vitaminas lipossolúveis
queleto
ções peletizadas podem, com
(solúveis em gordura). As sementes
0
5. Articulações deformadas
freqüência, ser tratadas pelo uso do
de girassol, açafrão e nozes são
0
6. Fraqueza muscular
peletes medicados.
muito ricas em gordura, e ao mesmo
0
7. Hipotireoidismo
tempo, bastante saborosas para as
0
8. Hipocalcemia
6. Este é o mais importante de to-
aves, fazendo com que as aves pre-
0
9. Esterelidade
dos os itens:
firam essas sementes a outras e des-
10. Deformidade
sa forma, ingerindo uma dieta
11. Reprodução
“Não há necessidade de
desbalanceada nutricionalmente e
12. Ovos quebradiços
suplementação alimentar, porque já
muitas vezes ficando subnutrida (ex-
13. Problemas com ovário, oviduto
existem todas as vitaminas, minerais
cesso de energia e baixos
14. Sinusite, faringite
(macros e micros), aminoácidos e áci-
aminoácidos / vitaminas).
15. Alterações no papo
dos graxos essenciais etc., que são
16. Problemas Respiratórios
adicionados ao produto final”.
Após todo esse comentário
17. Alterações do sistema nervoso
nutricional, o nutricionista tem tam-
central
bém que estudar outros fatores que
18. Câncer
devem ser considerados para que se
19. Obesidade (alto açúcar, alta gor-
Sérgio Marcondes César, Enge-
obtenha uma ingestão de nutrientes
dura e baixa proteína)
nheiro Agrônomo formado pela
ideal.
20. Hepatose e outros
ESALQ e pH.D em Nutrição Animal
pela Universidade da Flórida
1. Dieta deve ser balanceada
Após todos esses alertas aos
nutricionalmente e estar sempre dis-
nutricionistas, devemos salientar a im-
Artigo publicado na Brasil
ponível.
portância e vantagens de termos uma
Ornitológico nº 02 1992
59
59
59
59
59
Brasil Ornitológico • nº 64 • Ago - Set - Out

sábado, 19 de setembro de 2009

Acasalamentos de canários ligados ao sexo

Os Satinés, os Pasteis e os Marfins, são ligados ao sexo, isto é, apenas o macho dá características à descendência, sendo que as fêmeas são neutras, nunca portando o factor,elas são puras ou normais(não temos fêmeas portadoras). Acasalando estes exemplares temos os seguintes resultados:

Macho Puro x Femea Pura =Machos e Fêmeas Puros

Macho Puro x Femea Normal =Machos Portadores e Fêmeas Puras

Macho Normal x Femea Pura =Machos Portadores e Fêmeas Normais

Macho Portador x Femea Pura = Machos Puros, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Normais
Macho Portador x Femea Normal = Machos Normais, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Normais

Destes acasalamentos se depreende que, se acasalarmos um macho Satiné, Pastel ou Marfim com fêmeas puras ou normais da mesma linha, obteremos filhotes conforme os acasalamentos acima apresentados.

AS RAÇAS CASTANHA, AGATA E ISABEL SÃO LIGADAS AO SEXO.

Canários com duplo factor

Os Brancos, Opalas e Inos são canários de duplo factor, isto é, tanto o macho como a fêmea têm que ser puros ou portadores do factor para gerarem filhotes conforme os seguintes esquemas:

Macho Puro x Femea Pura = Machos e Fêmeas Puros

Macho Puro x Femea Normal =Machos e Fêmeas Portadores

Macho Normal x Femea Pura = Machos e Fêmeas Portadores

Macho Portador x Femea Pura = Machos Puros, Machos Portadores, Fêmeas Puras e Fêmeas Portadoras

Macho Portador x Femea Normal = Machos Normais e Machos Portadores, Fêmeas Normais e Fêmeas Portadoras

Macho Puro x Femea Portadora = Machos e Fêmeas Puros, Machos e Fêmeas Portadores

Macho Portador x Femea Portadora =Machos e Fêmeas Portadores, Machos e Fêmeas Puros e Machos e Fêmeas Normais

Macho Normal x Femea Portadora = Machos e Fêmeas Portadores, Machos e Fêmeas Normais

Deste Esquema se depreende que, se acasalarmos um Macho portadores de Branco, Opala ou Ino,com Fêmeas puras, normais ou portadoras da mesma linha, obteremos filhotes conforme o esquema acima apresentado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

AGRADECIMENTO

Agradeço aos visitantes e principalmente aos seguidores deste blogger, e espero estar ajudando de alguma forma a tirar duvidas e auxiliar nos seus criatórios.
Se tiverem alguma duvida sobre a criação de (canários tanto de porte como de cor) não existem em postarem perguntas, ou duvidas pois tenho muito a compartilhar, e isto ajudara o blogger a aumentar o conteúdo. MUITO OBRIGADO A TODOS!

Preparação dos Canarios de Cor para Criação

R.Rousseau - Bélgica
O período de criação de canários é uma época de exaltação para o criador, mesmo para aqueles que têm contratempos.
Antes da procriação são desenvolvidas atividades incomuns, o conjunto de gaiolas e de viveiros necessitam ser lavados e desinfetados, selecionam-se cuidadosamente os casais e todo e qualquer outro tipo de preparativo julgado necessário pelo criador é realizado.
Os resultados obtidos são frequentemente parcos em relação aos esforços dispendidos, pois numerosos são os problemas que aniquilam frequentemente os mais belos exemplares; ovos não fecundados, filhotes mortos no ovo,ou após dois ou três dias de vida, etc....
Na maioria dos casos o criador pode encontrar a razão para tal e ouvir então: «minhas fêmeas não alimentam», «o clima é impróprio», quando não é a ração que é colocada sob suspeita, ou qualquer outra coisa.
Ao contrário, o que ouviremos raramente é um criador admitir ser o único responsável de seu fracasso. Jamais nos esqueçamos que na natureza o instinto das aves faz com que procurem aquilo de que têm necessidade para criar seus filhotes e que todo o ser vivo nasceu para se reproduzir.
Nas criações nossos pássaros deveriam sempre se contentar com o que colocamos às suas disposições. Seguindo este raciocínio, deveremos preparar as aves para a criação da maneira mais adequada possível. Criando cedo (julho, no Brasil), ou um pouco mais tarde no sul (setembro- outubro), a preparação dos pássaros deve começar dois meses antes de colocar as fêmeas nas criadeiras.
A seleção dos reprodutores será mais fácil se entre a separação dos filhotes e a escolha dos futuros reprodutores, seus pássaros forem beneficiados por um programa de cuidados o qual abordaremos posteriormente. Para machos e fêmeas, desde a separação até o acasalamento.
Três pontos devem merecer toda a nossa atenção: as vias respiratórias, o aparelho intestinal e os órgãos genitais.
1° - RESPIRAÇÃO
Dois meses antes de colocar os pássaros em gaiolas criadeiras, deveremos nos preocupar com suas vias respiratórias. Uma ave que tem problema a este respeito, mesmo que pequeno, raramente terá resultados satisfatórios. Como não podemos auscultar a todas, aquelas que forem escolhidas para a reprodução serão objeto de um tratamento de cinco dias.
Utilizamos o Tylan(r) em pó. Este produto deve obrigatoriamente ser administrado dois meses antes da colocação das fêmeas para a procriação. A dose preventiva é uma colher das de café diluída em um litro d'água. Esta dose é suficiente porque há duas outras épocas do ano em que igualmente nos preocuparemos com este problema. Se você tiver realmente este problema, poderá dobrar a dose. Outros produtos também são bons, já experimentamos muitos, mas, tal como muitos amigos, sempre voltamos a esse.
2° - APARELHO INTESTINAL
Todos os nossos pássaros são portadores de coccídeos. Quando a concentração de dez mil coccídeos por grama for ultrapassada os pássaros ficam doentes. Se o número se situar entre 5 e 10 mil, os pássaros parecem estar com boa saúde, entretanto os filhotes não resistirão. Para ter um desenvolvimento harmonioso de um filhote, é preciso que os excrementos de seus pais contenham menos do que 5 mil coccídeos por grama.
Como fazer? Substâncias cocidiostáticas não faltam:
Coccidex(r), Whitsyns(r), S'Mez(r) (N.do T. – produtos comerciais na Bélgica) e tantos outros produtos poderão ser aconselhados por seus farmacêuticos ou veterinários. A posologia informará sobre a dose a ser administrada. A experiência nos ensinou que 5 dias, pelo menos, de dose preventiva evitará de realizar controle dos excrementos dos pássaros. Não esqueça jamais que pássaros com aparente boa saúde têm necessidade deste tratamento, que deve ser efetuado dois meses antes de se colocar as fêmeas em gaiolas criadeiras.
3° - ÓRGÃOS GENITAIS
Os diferentes conselhos nos foram dados pelo veterinário presidente de honra de um Clube de Canários de Cor.
Nossos pássaros têm ao nível do aparelho genital o que chamamos de germes banais. O termo banal nos parece adequado porque eles parecem não afetar o comportamento do pássaro. Infelizmente esses germes banais são a causa de ovos não eclodidos e de mortes nos primeiros dias. Não se esqueça que a fêmea vê coisas que não vemos. Ela não alimentará um filhote doente.
Esta teoria foi verificada muitas vezes. Criadores tendo problemas no começo de criação fizeram um tratamento contra germes banais e a sequência se desenvolveu normalmente. Infelizmente não posso indicar um produto, pois trata-se de uma preparação a ser obtida com o auxílio de um veterinário. Estou, entretanto, persuadido que se for colocado o problema para um veterinário ele poderá ajudar.
Não tenha medo quanto a dose, pois dobraremos aquela que o presidente de honra, já mencionado, sugere e a administramos durante 5 ou 6 dias que antecedem a colocação de nossas fêmeas nas gaiolas criadeiras.
Neste momento poderíamos dizer que nossas fêmeas estão isoladas e receberam o que precisavam. Estamos tranquilos, isto é verdade, mas ao assegurarmos a sobrevivência de nossos filhotes não solucionaremos o problema de ovos não fecundados e de outros contratempos que podem aparecer. Por exemplo, piolhos nos ninhos, penas arrancadas, etc.
Entretanto, naquilo que nos concerne, obtemos regularmente 7 ou 8 filhotes em média por casal, em duas ninhadas.
Estejam convencidos que é tão fácil criar um belo pássaro como um de pouco valor. Isto não significa que outros métodos não sejam válidos. Estes aqui têm o mérito de terem sido utilizados durante numerosos anos com resultados conhecidos.
A PREPARAÇÃO DO NINHO; A OVOPOSTURA No momento que instalamos as fêmeas nas suas novas moradas, duas coisas devem reter nossa atenção:
Primeiro a criadeira deve estar completa, os acessórios para a comida e bebida devem estar lá, sobretudo o ninho. Você notará que se o ninho for introduzido uma ou duas semanas depois frequentemente a fêmea vai se assustar com este novo objeto colocado na gaiola, sobretudo quando o ninho deve ser encontrado no interior da gaiola.
O ninho, seja de plástico ou de cerâmica, deve ser pulverizado 24 horas antes com Baygon(r) verde, um produto da Bayer (vendido em farmácias). Você estará tranquilo por dois meses e protegido de todo inseto. É preciso recomeçar a operação uma segunda vez, assim que os filhotes deixarem a criação.
Como material utilize o sisal, o seu fabricante pode ter restos, daí nada custarão. Estas cordas deverão ser cortadas em pedaços de 5 ou 6 cm e desfiadas. Elas se adequarão perfeitamente aos pássaros.
Antes de colocar a fêmea na criadeira é hora de lhe cortar a ponta das unhas e de desnudar a cloaca com tesoura, sobretudo para canários nevados.
Por que cortar as unhas? Porque nas ninhadas de 4 ou 5 filhotes estes formam uma bola sedosa. Se a fêmea estiver um pouco assustada e sair bruscamente do ninho, ela pode com as unhas bem pontudas carregar um filhote com ela e derrubá-lo no fundo da gaiola. Se isto acontecer um pouco antes do final do dia, na manhã seguinte, quando você o encontrar, será evidentemente muito tarde. Se este acidente acontecer durante o dia e você descobrir relativamente cedo, coloque o filhote na palma da mão e sopre-o com ar quente. Frequentemente você recupera a vítima. Com as unhas da fêmea cortadas este problema é muito raro acontecer.
Desnudar a cloaca evitará que os machos eliminem o esperma nas penas e, conseqüentemente, os ovos não serão fecundados. Os machos devem ter o mesmo tratamento pelas mesmas razões que as fêmeas e o fato de que o macho com as unhas muito pontudas pode ferir a fêmea na hora da fecundação, esta se esquiva e você terá novamente ovos não fecundados.
LUZ CALOR E UMIDADE
Durante os dois meses de preparação deve-se preocupar com dois pontos muito importantes e um terceiro acessório.
O mais importante é o tempo de iluminação. Se você cria mais cedo, deve prolongar progressivamente a iluminação, ao ritmo de meia hora por semana, a fim de que os pássaros disponham de claridade de 13 a 14 horas r dia, quando você colocar as fêmeas em gaiolas criadeiras. A luz tem uma ação direta sobre a hipófise e o seu dicionário confirmará que esta glândula produz numerosos hormônios e, em particular, o do crescimento.
Após a construção do ninho, deverá ter 15 horas de iluminação, para passar a 16 horas, assim que nascerem os filhotes. Os pássaros, machos e fêmeas, reagem a este prolongamento de luz e sentem que dispõem de um número de horas suficientes para alimentar a ninhada.
Um segundo ponto importante é a temperatura, quando da colocação para a procriação, 12 a l4oC podem ser suficientes. Aqui também é preciso aumentar progressivamente e obter uma temperatura entre 15 e 18oC, após os primeiros nascimentos.
Um terceiro ponto não indispensável, mas muito útil, é o higrómetro. Um higrómetro mostrando entre 50 e 70% de umidade relativa do ar indica que os pássaros estão colocados em condições ideais. No início da estação de criação coloque o higrómetro 24 horas em uma toalha molhada, com o parafuso de regulagem coloque a agulha no 100 e você estará seguro que o seu aparelho dará informações exalas, sobretudo se você tiver um higrómetro de cabelo.
Destes três pontos, é o tempo de iluminação o mais importante.
A DIETA
Durante toda a duração da preparação de ração às fêmeas, mas não muito, os potes de ração dever estar vazios ao meio dia, nossos pássaros são sobretudo comedores de sementes. Entretanto as boas rações contém elementos de que têm necessidades. Ao contrário, os machos que não têm que acumular as mesmas reservas, receberão um suplemento de cânhamo em sua mistura de sementes, a fim de colocá-los em condição máxima. Geralmente é suficiente uma colher das de café para um equivalente a 3 ou 4 colheres das de sopa da mistura de sementes.
A mistura de sementes deve ser a mistura de criação, isto é, diferente da mistura de repouso. A composição desta mistura nos foi dada por um técnico que conhece o mundo dos canários. Ele colabora na fabricação de uma ração utilizada em muitos países.
A composição desta mistura de criação é a seguinte:
53% de farelo de milheto; 30% de nabo doce; 3% de cânhamo, 5% de níger, 3% de linhaça, 6% de aveia descascada.
Os criadores observam que os filhotes criados com sementes crescem geralmente mais rápidos.
Em consequência, para uma tigela de ração (250 gramas) coloque 4 colheres das de sopa de uma mistura de sementes, constituída de: l parte de papoula, l parte de cânhamo, 4 partes de níger, 4 partes de aveia.
Acrescente a isto uma colher das de sopa de Germalyne(r) (comprado em farmácia) e você ficará gradavelmente surpreso de que os pássaros, principalmente aqueles conhecidos como os mais delicados, como os inos e acetinados deverão receber o anel já no 5° dia. Se você não ficar atento o 6° ou 7° dia será tardio para muito destes filhotes.
Tenha o cuidado de manter os pássaros machos e fêmeas no mesmo local a fim de que eles se beneficiem juntos ao mesmo tratamento e das mesmas condições.
Os numerosos anos de experiências me permitem dizer que pássaros preparados em tais condições asseguram o máximo de satisfação.
INCUBAÇÃO - NASCIMENTO DOS FILHOTES - REGISTRO
Como dissemos no início deste artigo, não nos dirigimos aos criadores gabaritados. Temos frequentemente ouvido o raciocínio muito válido que diz que quando tudo vai bem, nada é preciso mudar. Ao contrário - e nós passamos por este estágio - os jovens criadores têm frequentemente dificuldades de encontrar uma literatura válida, ou conselhos confiáveis para criar seus pássaros.
Deixamos nossas fêmeas sozinhas, bem preparadas, em suas criadeiras completas. Rapidamente a fêmea vai nos indicar que está pronta. Ela se torna febril, nervosa, movimentando-se sem parar, bicando as patas ou o anel e transportando no bico uma pena ou qualquer outra coisa que encontre. Visita cada vez mais o seu ninho e se você a tomar nas mãos verá que ela apresenta o ventre bem desguarnecido, normalmente apresentando uma camada de gordura que será a sua reserva.
É preciso então dar-lhe materiais para confeccionar o seu ninho, como já vimos. Colocamos sempre o ninho de corda no ninho propriamente dito. Ele oferece a vantagem de permitir uma menor aderência de materiais, de colocar pó contra os piolhos entre os dois ninhos, de mudá-lo quando estiver muito sujo. etc.
Depois do uso ele é facilmente recuperável, lavando-se em solução de água sanitária.
Aconselhamos as fibras de sisal, que não contêm ácaros, normalmente abundantes. Essas fibras permitem ninhos bem brancos e também perfeitamente redondos no fundo, o que facilita o trabalho da fêmea para virar seus ovos.
Assim que a fêmea começa a tecer o seu ninho – geralmente na borda do ninho, pois é por aí que começa - é hora de introduzir o macho previsto. Normalmente ele é colocado à noite, pois pela manhã são mais frequentes as cópulas, ocorrendo mais frequentemente a fecundação.
Atenção, algumas fêmeas se contentam em depositar apenas alguns raminhos no fundo do ninho; portanto um controle diário do ninho deve ser feito.
Desde que o primeiro ovo é posto, retire-o e troque-o por um postiço; isto até o 4° ovo. Você então recoloca os 4 ovos e as eclosões se farão 13 dias a contar da manhã seguinte daquele dia. Este método oferece a vantagem de ver nascer rodos os filhotes no mesmo dia. Entre o 5° e o 7° di de incubação é preciso verificar se todos os ovos estão fecundos, para evitar que as fêmeas choquem inutilmente ovos assim. Se você tem um número importante de criadoras, poderá ainda equilibrar o número de ovos por ninho, desde que não se trate de pássaros da mesma variedade, anotando sempre no livro de criação, desde que as datas de nascimento coincidam. Uma diferença de um dia não é problema. É fácil de se fazer um aparelho para verificar se os ovos estão fecundados. Uma simples caixa contendo uma lâmpada acesa no interior e um orifício na tampa onde se coloca o ovo permitirá, por transparência verificar se o embrião se desenvolve ou não. Se só a gema aparece, não há esperança, pois o ovo não foi fecundado, porém se a partir do sétimo dia se observar um ovo mais escuro, podendo haver pulsasões cardíacas no embrião, não há com que se preocupar, pois o ovo está no bom caminho.
A partir do início do choco é preciso retirar o macho ou não? As opiniões são muito diferentes. Particularmente o retiramos, pois tanto temos necessidade dele em outro acasalamento como também isso deixa a fêmea chocar mais tranquilamente. Se você deixar o macho e ele não perturbar a fêmea ele corre o risco de engordar e, assim, você terá ovos não fecundados na segunda rodada de criação. Isto não é uma regra geral. De qualquer maneira um ou dois dias antes da eclosão dos ovos nós recolocamos o macho, sobretudo quando se tratar de filhotes do sexo feminino. Na verdade, algumas fêmeas ao sentir os ovos eclodirem se amedrontam, deixam o ninho e os filhotes e os ovos ficam frios. Se o macho tiver lá, 99% das vezes ele vai obrigá-la a voltar ao seu ninho.
Desde que as primeiras eclosões aconteçam e principalmente quando os filhotes foram pela primeira vez alimentados, você poderá tirá-los sem medo. Este fenómeno é raro na segunda ninhada ou com fêmeas de um ano ou mais.
Durante o choco, as fêmeas não só recebem água fresca regularmnente. Uma boa mistura de sementes para a criação e um pouco de ração, isto é, uma colherinha das de café. No dia do nascimento todos os filhotes devem sair. Os ovos não eclodidos poderão ser colocados numa pequena porção de água morna e se mexerem pode ter certeza que na manhã seguinte eclodirão. Porém, ao contrário, se não mexerem, você verificará que o embrião não se desenvolveu. Por que? De qualquer forma, é conveniente eliminá-lo ou substituí-lo por um ovo postiço, antes que a fêmea o elimine por si própria. Esse ovo postiço é muito útil nos primeiros dias, antes da colocação do anel, em uma ninhada de 4 ou 5 filhotes. Eles servem de apoio para colocar a cabeça, evitando assim o esmagamento no fundo do ninho.
Desde as primeiras eclosões verifique os ninhos diariamente.No nosso caso o fazemos duas vezes ao dia a fim de intervir rapidamente quando se constatar um problema qualquer. É preciso aumentar a quantidade de ração à medida que os filhotes cresçam. É preferível, quando possível, dar a ração fresca de manhã, ao meio-dia e à tarde, por volta das 17 horas. Lá pelo 5° dia é hora de estar atento quanto à dimensão das patas, que informarão sobre o momento em que será preciso colocar as anilhas. Não faça isto muito cedo senão você correrá o risco de ter o anel retirado pela fêmea. Acontece frequentemente colocarmos anilha em dois ou três filhotes e deixar os outros para o dia seguinte. Quanto mais os filhotes forem fortes, mais a fêmea terá dificuldade de jogá-los fora do ninho, pensando que os anéis são coisa a eliminar. Se você esperar um pouco demais, um pouco de óleo de oliva em cima dos pés permitirá a passagem mais facilmente dos anéis.
Quando os filhotes tiverem 17 dias a fêmea pode ser fecundada novamente. Ela irá começar as atividades do 2° ninho. Antes que ela arranque as penas dos filhotes, coloque-o no fundo da criadeira ou em outro lugar para que a fêmea os alimente sem problemas.
No lugar do primeiro ninho coloque um outro, que também tenha sido tratado com Baygon(r) verde pelo menos 24 horas antes. Recoloque os materiais e reintroduza o macho. Alguns instantes de observação e geralmente a fêmea é fecundada rapidamente. Ela começará seu novo ninho ao mesmo tempo que continua a alimentar seus filhotes. Frequentemente o macho toma parte ativa neste trabalho. Você pode então estar seguro que a separação ocorrerá sem problemas.
Quando os filhotes saem do ninho é preferível colocá-los em uma gaiola prevista para isto, entre duas criadoras.
Entre duas cunhadas uma manutenção completa da criadora é recomendada mesmo se a fêmea já botou um ou dois ovos, não se ela já estiver chocando. Tire tudo e faça uma limpeza completa. A vantagem deste sistema é a de não ter filhotes depenados. Eles também não atormentarão a fêmea ocupada com seu novo ninho. Se for colocado um filhote alguns mais idosos e independentes, os filhotes pegarão o hábito de se virar por eles mesmos. Desde que os vejamos se alimentando sozinhos poderemos colocá-los numa voadeira de l a 1,5 metros. Eles se acostumarão a pegar os poleiros em voo o que é útil antes de colocá-los em viveiros.
Durante este período, seguindo os conselhos do fabricante, nós lhes administramos 5 dias deTylan(r) como dose preventiva de uma colher das de café rasa por litro de água. Fixamos um anel plástico nos portadores de certos fatores para encontrá-los facilmente quando o colocamos em viveiros.
Não se esqueça de inscrever os filhotes em um registro de criação. Não confie em sua memória. Isto será muito útil para os próximos acasalamentos.
Assim que os filhotes estiverem em viveiros continue a colocar à sua disposição rações, uma boa mistura de sementes e bem cedo um bom corante alimentar para aqueles pássaros de fator vermelho. A sequência - e não é o mais simples - é a de manter em perfeita saúde até a próxima estação de criação ou ate a sua partida.
Naquilo que nos concerne depois de ter criado 140 filhotes com 19 fêmeas, temos até hoje duas mortes, uma das quais provocada pelo criador.
Tradução: Neusa de Aquino Gardes
(c)AOB-LE MONDE DÊS OISEAUX
TODOS OS TESTOS POSTADOS NESTE BLOGGER SÃO PESQUISADOS
NA INTERNETE E MUITOS DESTES DADOS POSTOS EM PREATICA
EM MEU CANARIL

Ciclo de Reprodução

O Ciclo da Reprodução
O ciclo da reprodução dos canários, desde a postura dos ovos até que as crias saiam do ninho, dura cerca de um mês. Durante esse tempo, os pássaros têm de cumprir uma série de obrigações que são reguladas por processos biológicos complicados. Se uma das fases desse processo não se desenrola normalmente, todo o ciclo pode ser perturbado. Não devemos de maneira nenhuma intervir na seqüência natural da reprodução.
É necessário lembrarmo-nos de que os canários são individuais e que têm gostos diferentes. Não podemos portanto tratar todos da mesma maneira, o que aliás se aplica de uma maneira geral à criação de todos os animais.
Dizem os entendidos que há aves mais fáceis de criar do que os canários, eu penso que não é difícil, desde que se tenha espaço, gosto e paciência, principalmente no início.
Um dos primeiros problemas que surge é quando juntar os canários. Eles são muito influenciados pela duração do dia mas penso que também são sensíveis ao aumento das temperaturas.
Há basicamente dois métodos. Um consiste em juntar o macho e a fêmea durante todo o ciclo, de forma a que ambos partilhem as tarefas como um "bom casal". É talvez o mais natural e deve ser posta em prática desde que não haja nenhum inconveniente. O outro método consiste em retirar o macho no final da postura ou porque ele é agressivo e pode perturbar o choco, ou porque queremos aproveitar as boas qualidades do macho para juntar a outra fêmea. É necessário estar atento. Há machos que criam melhor os filhotes do que as próprias fêmeas e há fêmeas que abandonam o ninho se o macho for retirado. O melhor é conhecer bem as aves e optar pela melhor solução para cada caso.
Período Ideal
A época que eu considero ideal para o acasalamento dos canários é do início da Primavera até o final do Verão, porém quanto a este item a controvérsias pois outros criadores indicam outros períodos, mas o que devemos ter em mente é que não devemos iniciar o acasalamento no inverso.
Iniciando o acasalamento
Este período é fundamental, pois sem ele podemos ter casais que não se dão muito bem, por isso costumo colocar as gaiolas do macho e da fêmea ao lado uma da outra para que o casal passe a se conhecer, a gaiola da fêmea deverá conter o ninho do tipo aberto e alguns pedaços de saco de estopa. Se possuir mais de um casal faça o mesmo procedimento com todos os casais de forma que os pássaros não vejam os outros casais, para não tirar a atenção do companheiro que nós escolhemos.
Devemos observa-los periodicamente até percebemos que o macho passe a cantar para a sua companheira, e ele irá alimenta-la através das grades, a fêmea mostra seu interesse começando a construir o ninho com linhas de estopa.
Após percebermos que o casal se identificou devemos juntar o casal para iniciar o acasalamento.
Postura
Após alguns dias do acasalamento a fêmea porá seu primeiro ovo, a quantidade varia de 3 a 6 ovos , sendo a média de 4 ovos.
A postura ocorre pela manhã antes das 8 horas , após este período devemos substituir o ovo, com uma colher limpa, por um ovo artificial (encontrado nas casas do ramo), o ovo retirado deve ser colocado em um recipiente com algodão ao fundo para evitar danificarmos os ovos, duas a três vezes ao dia devemos virar os ovos. Após percebermos que a fêmea já finalizou a postura devemos retirar os ovos artificiais e substituí-los pelos verdadeiros para que se inicie a incubação.
Incubação
O período de incubação à partir do dia em que devolvemos os ovos verdadeiros ao ninho é de 13 dias em alguns casos chegando a 15 dias. Se após 17 dias os ovos não eclodirem, separe o casal e analise se todo procedimento foi feito corretamente, mas existem casos de machos que não fecundam determinadas fêmeas, tente um mudança de casal.
Filhotes
Os filhotes deixam o ninho entre 25º e o 27º dia. Em alguns dias já estarão se alimentando sozinhos e poderemos separa-los dos pais e iniciarmos novo ciclo da reprodução com o mesmo casal.

Ágata Topázio