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terça-feira, 28 de julho de 2009

FRISADO DO SUL

Arquivo editado em 25/12/2002

País de origem: FRANÇA (Sul)

HISTÓRICO Como nas outras raças frisadas mais antigas, a origem é obscura. Mas tais pássaros parecem ser originais do Sul da França, espalhando-se depois para a Itália e Espanha.
O interesse e o desenvolvimento específico desse tipo em uma certa região, em termos remotos, poderá ser explicado pelo isolamento ocasional de um grupo de criadores de pássaros frisados. Estes criadores, dando uma interpretação toda pessoal a um padrão que possuíam, conduziram a raça, por falta de material de comparação, ao que supunham ser o ideal e posteriormente, ao compará-la com os pássaros de outros centros, verificaram que as diferenças eram marcantes e praricamente uma nova raça foi fixada.
Se compararmos o FRISADO DO SUL com o desenho do Frisado Parisiense feito pelo Sr. Le Roy, em 1890, a semelhança é grande. É também conhecida por HOLANDÊS DO SUL.
Sendo um frisado leve, as frisuras não são tão volumosas quanto as das raças pesadas.

O FRISADO DO SUL IDEAL

TAMANHO: É um pássaro de tamanho que deve variar de 16 a 17 cm, tamanho este de difícil avaliação pela posição curvada que adota, tanto em repouso como em posição de concurso.
Sendo um pássaro de postura, esta é fundamental para o julgamento. Em posição de concurso, o pássaro gripa o poleiro.

FORMA: As canelas e coxas ficam praticamente na vertical do poleiro, o pescoço distende-se e a linha cabeça-pescoço-dorso e cauda se aproxima da forma do número 7, inclinado em relação à sua posição original.

PLUMAGEM: A plumagem é abundante em relação ao Gibber Italicus e o Giboso, mas bem menos abundante que a das raças pesadas.
Os pássaros nevados, normalmente, têm plumagem mais volumosa.
O manto deve ser dividido por uma linha longitudinal no centro das costas e cair simetricamente sobre elas, cobrindo os encontros das asas.

PEITO: O peito também é duplo, formando na parte superior o "cestinho" característico. O ventre deve ser liso.
Os fachos nascem na região de implante das pernas e se elevam em curva, envolvendo a parte inferior das asas.

CABEÇA: A cabeça é pequena, serpentiforme, o bico proporcionalmente grande e os olhos centrados.

PESCOÇO: O pescoço é longo e fino, harmônico com o tamanho da cabeça, e se insere no tronco da parte superior em um ângulo arco de cerca de 90º.

PERNAS: As pernas são compridas, as coxas emplumadas e aparentes em todo o seu comprimento, as canelas também longas, dedos e unhas de tamanho compatível. As unhas são normais, sem curvaturas.

CAUDA: A cauda é relativamente longa, fina e posicionada no prolongamento da linha do dorso.

ASAS: As asas são longas, perfeitamente aderentes ao dorso, com as pontas se tocando sem se cruzarem .

O pássaro deve estar limpo e sadio e pode ser apresentado em qualquer cor de fundo, bem como pintado.

COMENTÁRIOS SOBRE AS CARACTERÍSTICAS

Pássaros que não entram em posição devem ser penalizados com rigor. Os que ficam em posição próxima da ideal devem ser penalizados com brandura.
A forma do número 7 inclinado só é conseguida quando em posição. Os pássaros que na posição de repouso se agarram às grades laterais não devem ser penalizados.

O tamanho ideal é entre 16 e 17 cm. Pássaros com tamanho excessivo devem ser penalizados. Pássaros pouco menores que os 16 cm, que entrem na posição, devem ser penalizados com moderação.

O volume da plumagem deve ser compatível com a forma. Pássaros com frisuras abundantes tendem a apresentar frisuras em locais onde não devem existir, e devem ser penalizados.
Pássaros com frisuras escassas, como as do Gibber, devem ser penalizados com rigor.
Só o manto, peito e fachos são admitidos como frisuras. Outras zonas como cabeça, pescoço e ventre que apresentem frisuras devem sere penalizados proporcionalmente à importância dessas frisuras.

Manto curtos em demasia, mesmo que simétricos, devem ser penalizados. Mantos assimétricos devem ser penalizados proporcionalmente à assimetria.

Peito onde as penas não convergem para o centro devem ser penalizados com rigor.

Fachos curtos, mesmo simétricos, devem ser penalizados. Fachos assimétricos devem ser penalizados proporcionalmente ao grau de assimetria. Pássaros com fachos para cima, mas implantados em direção errada, por exemplo para a frente sem envolver as asas, devem ser penalizados.

Neste item devem ser observados a cabeça e o pescoço. Cabeça grande, pescoço curto e grosso devem ser penalizados com rigor. Bico muito pequeno e olhos posicionados devems ser penalizados.
Frisuras nessas partes devem ser penalizados no item PLUMAGEM.

As pernas são longas e na posição de concurso ficam praticamente na vertical do poleiro. Na posição de repouso ficam ligeiramente fletidas.
Coxas sem plumas ou pouco aparentes devem ser penalizados com rigor. Canelas curtas devem ser penalizadas com rigor. Pernas em que a articulação coxa-canela se desloque para a frentre quando o pássaro entra em posição devem ser penalizadas com moderação.

A cauda é relativamente longa e compacta, e deve ficar no prolongamento do dorso. Caudas curtas, levantadas, ou que saiam da linha do dorso quando o pássaro entra em posição, devem ser penalizados com rigor. Os pássaros que entram em posição com freqüência normalmente apresentam a parte interna da cauda, e às vezes os pés, sujos de fezes, mas isto não deve ser levado em consideração. Penas da cauda esgarçadas são também comuns, pois o pássaro utiliza a cauda muitas vezes como apoio, e isto não deve ser penalizado. Caudas com falta exagerada de penas devem ser penalizadas com rigor.

Asas curtas devem ser penalizadas com moderação. Asas que cruzam devem ser penalizadas proporcionalmente ao grau de cruzamento. Com as asas arriadas o procedimento é idêntico.

O pássaro deve estar limpo e saudável. Pássaros sujos devem ser penalizados. Os pés e a parte interna da cauda podem apresentar traços de fezes após um ou dois dias na gaiola, mas isto não deve ser penalizado.
São admitidas todas as cores de fundo e também pássaros pintados.

· A ausência de manto ou os que tenham todas as penas voltadas para um só lado.
· Pássaros cujas penas do peito estejam voltadas para um só lado.
· Pássaros com ausência de facho(s) ou que esteja(m) arriado(s), isto é, para baixo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Branco Recesivo

Branco (Recessivo)
- Branco Dominante, em ambos com variação para Ino (olho vermelho)
- Albino
- Albino Dominante

BRANCO RECESSIVO
Apresenta uma brancura imaculada em toda sua plumagem. Geneticamente é de caráter recessivo, necessitando portanto de dose dupla para o seu surgimento. Daí a necessidade, na prática, de se acasalar um Portador de branco ou Portadora, com um Branco puro ou pura, produzindo teoricamente 50% de portadores e 50% de puros.
O acasalamento de Puros x Puras produz 100% de filhotes brancos.
O fator recessivo é responsável pela ausência absoluta de carotenóide, a inibição total do depósito de lipocromo configura o branco absoluto.
A característica genética principal da raça é a incapacidade do organismo metabolizar a pró-vitamina A que ingere, daí a necessidade de se fornecer, em sua dieta, a vitamina A pura, já elaborada.
Devido a essa deficiência vitamínica, a pele do recessivo difere da dos demais canários, apresentando uma cor arroseada ou lilás.
Nos filhotes recém-nascidos pode-se notar mais nitidamente esta característica. Eles são bem róseos ao nascerem. À medida que vamos lhes administrando a vitamina A elaborada, a sua pele vai-se transformando em uma cor mais avermelhada.

BRANCO DOMINANTE
Essa espécie não é, na realidade, um canário totalmente branco pois muito embora seu fenótipo assim se apresente, nota-se resquícios de carotenóide, em especial nas bordas das penas periféricas das asas, cauda, encontros e outras regiões do corpo.Nota-se uma incidência maior do lipocromo nos machos. Daí haver um aproveitameno maior das fêmeas para concursos, por apresentarem uma inibição maior do lipocromo na plumagem, característica que muito as valoriza na condição de Branco Dominante.
O carotenóide ou lipocromo varia do amarelo ao vermelho-laranja e marfim, devendo prevalecer, contudo, a tonalidade "amarelo limão".
Importa ressaltar, ainda, que o "branco da plumagem"não é lipocromo.
A hereditariedade do fator Branco Dominante explica-se, em parte, pelo seu próprio nome, sendo ele dominante em relação aos demais fatores, isto é, domina as demais cores de fundo, seja amarelo, laranja , vermelho ou marfim. Daí obtermos do acasalamento de um branco dominante com um canário amarelo normal, teoricamente, 50% de Branco Dominante e 50% de amarelos.
Não existe o Branco Dominante homozigoto, visto ser ele letal, havendo a perda de 25% dos embriões, pelo fator sub-letal no acasalamento de dois brancos dominantes. Constata-se que poucos são os criadores no Brasil que se dedicam a essa variedade de branco, haja vista a disseminação do Branco Recessivo, teoricamente mais fácil de se criar. A peculiaridade da espécie de somente as fêmeas reunirem as melhores condições técnicas para concurso, e dos machos apresentarem indesejáveis incrustrações lipocrômicas, e ainda, dos filhotes amarelos apresentarem muita névoa (dificultando, portanto, o aproveitamento em criações de amarelos intensos) levam os criadores brasileiros a desprezar essa linha, fato certamente lamentável.
Grupo diverso (no qual me acho incluso) prefere criar o Branco Dominante de modo combinado com o Branco Recessivo, ainda que o resultado do cruzamento seja mais demorado e nem sempre se logre a qualidade técnica desejada e necessária.
ALBINO (RECESSIVO) E ALBINOS DOMINANTES
Tem as mesmas características fenotípicas do canário branco e branco dominante, só que possuem olho vermelho (cor de rubi).
Os inos (geneticamente recessivos) foram praticamente extintos de nossos criadouros. Apresentam uma maior dificuldade técnica e genética para criação, por possuírem olhos vermelhos.
Deve ser evitado sua exposição prolongada aos raios solares, principalmente em horários muito quentes, sob o risco de causar cegueira, daí a sua fragilidade.

sábado, 25 de julho de 2009

Canario de Porte Machado, (ALIMENTOS EXCITANTES PARA CANRIOS)

Giorgio de Baseggio Itália
Arquivo editado em 13/09/2005
Pode acontecer que certos pássaros, por descondicionamento, erro alimentar ou outras causas individuais, não atinjam a perfeita forma amorosa.
Nestes casos é necessário se individualizar, quando possível, a causa desta deficiência amorosa. Se o exemplar aparenta-se saudável, pode-se tentar a administração de "alimentos estimulantes", estes são:
-Sementes: Cânhamo, niger, cominho, anis, sementes silvestres de várias espécies, semente de erva-doce;
-Vermelho do ovo: cozido em banho Maria;
-Cantáridas em solução aquosa;
-Vitaminas A-D3-E.
As sementes citadas, todas ou em parte, podem ser administradas em recipientes, separados até que o exemplar chegue à forma amorosa (convém também a administração de diversas sementes de plantadas silvestres); as sementes comuns da mistura, como niger, cânhamo, podem também ser aumentadas. Todas as sementes devem ser frescas, integras e sem pó.
O vermelho do ovo, que contém a lecitina que tem ação afrodisíaca, pode ser administrado misturado a biscoito triturado; uma quantidade tripla deste e uma gema (o total deve ser consumido em cerca de duas horas, pois de outro modo poderá alterar e tornar-se nocivo, principalmente se em temperatura e umidade elevadas); pode-se administrar em dias alternados por uma semana, evitando-se com cuidado o fornecimento dele envelhecido ou rançoso, o que levaria distúrbios hepáticos (além disso, depois de duas horas em contato com o farinhado de biscoito ou de qualquer outra farinha, começam a formar-se fungos invisíveis a olho nu que provocam graves distúrbios intestinais, etc.).
O Niger Guizotia abyssinica ou oleifera), planta anual da família das Compostos, originária da Abssínia, extensamente cultivada na Índia, onde é chamada de Ramtil (na África Neuk), nos países quentes (essencialmente em certas zonas da Itália meridional) dá muitas sementes ricas em óleo e proteínas que têm também uma ação afrodisíaca. Igualmente se pode dizer para as sementes de cânhamo, porém estas últimas são menos digeríveis que o niger. Em todo caso, estas e todas as outras sementes devem ser frescas, integras, isentas de impurezas e de pó; caso contrário, sobretudo se não íntegras, ficam com óleo rançoso extremamente tóxico (presença de "peróxidos") e com ação antivitaminica. Isto vale para todas as sementes oleosas.
A cantárida (cantharis obscura ou Lyssa vescicatoria) é um inseto coleóptero de cor verde-metálico e de odor desagradável; do pó de algumas partes do seu corpo se obtém uma droga, chamada "cantárida", cujo princípio ativo, dito "cantaridina", tem a propriedade revulsiva e afrodisíaca. A droga em pó, que pode ser adquirida em farmácias, é dissolvida em água quente (solução 1 para 1000; ou seja, 1 grama para 1 litro d'água); a solução, obviamente fria, é adicionada na água de beber, na dose de uma colher das de café para cada 100 ml; a cada dia, por ex: às 8 horas, traça-se a água do dia precedente, colocando-se nova colher da solução de cantárida em nova água (todas as soluções, além de 24 horas, podem tornar nociva); o tratamento varia de 5 a 10 dias porém, não deve superar 7 dias de administração na maioria dos casos. A utilização da cantárida torna-se necessária somente para os sujeitos sãos que não têm reagido aos outros alimentos afrodisíacos naturais mencionados ou ao tratamento à base de soluções aquosas de suplementos vitamínicos abaixo indicados. É importante não exceder em todos os alimentos afrodisíacos, quer para se evitar distúrbios no fígado e baço, quer para impedir uma excitação amorosa excessiva; neste caso os machos, muito estimulados, realizam cópulas muito rápidas com conseqüente dificuldade de fecundação da fêmea; esta última, ao contrário, se muito excitada, procura excessivamente as cúpulas e isto pode levar diversos fatos negativos (ausência ou mal construção do ninho, muitos ovos postos fora do ninho e, assim, com fácil rotura da casca, depois de poucos dias da postura, abandono dos ovos na procura de nova cópulas, à miúde ovos não "gelados", etc.). Os suplementos vitamínicos, líquidos ou em pó solúvel, à base de vitamina A- D3-E (evitar a administração da vitamina E sozinha, como aconselham muitos autores e criadores, devido que doses elevadas dela somente levam a danosos desequilíbrios de todos os fatores vitamínicos do organismo), disponíveis no comércio, seja para uso humano, seja para uso veterinário (geralmente 3 a 8 gotas em um bebedouro de 100 ml, renovada a solução a cada 24 horas, por 4 a 8 dias seguidos; repetir, se necessário, o tratamento depois de 8 a 10 dias), freqüentemente colocam em boas condições amorosas os exemplares "tardios". Em geral se pode dizer que os sujeitos sãos, bem alimentados e adequadamente alojados entram espontaneamente em amor, quando a quantidade e duração da luminosidade se faz mais intensa (primavera-verão) e a temperatura torna-se mais quente. Nas hibridações pode se regular antecipando ou retardando a forma amorosa. Para os sujeitos que se cansam ao entra em amor se administra preferivelmente os alimentos naturais supra indicados (semente varias, sementes condicionadoras, niger, cânhamo, sementes de reseda luteola, vermelho do ovo) durante um certo período, ao mesmo tempo, ou a seguir, administra-se soluções aquosas de vitaminas A, D3 e E e apropriadas para um bom funcionamento das gônadas e para a fertilidade dos espermatozóides e do ovo.Só excepcionalmente se recorre as cantáridas. Evitar a administração de substancias hormonais, difíceis de dosar-se para os pequenos organismos dos pássaros e ser muito perigosa, já que uma mínima quantidade em excesso descondiciona todo o sistema hormonal com conseqüentes mal estar, atrofia das gônadas e esterilidade que, em alguns casos, como já aconteceu em alguns criadouros, podem tornar-se fatais. Para facilitar a forma amorosa pode-se também agir de uma das duas seguintes maneiras:
A)Colocar o casal próximo a um macho (geralmente da mesma espécie da fêmea) em pleno canto (mas de modo que não possa ser visto, para evitar que a fêmea passe a não aceitar o macho destinado);
B) Fazer "sentir" o canto de um macho fortemente em amor, apresentado com ótima qualidade de gravação.

sexta-feira, 24 de julho de 2009



Acasalamentos de Canários de Cor

Revista SOBC 1998
Arquivo editado em 25/04/2005

Nunca acasale


com fator vermelho x sem fator vermelho
linha clara x linha escura
diluídos x oxidados
mosaicos x nevados
dominante ou recessivo x com fator vermelho
dominante x marfim ou portador
ágata x féo
ágata x satinado
pastel x opal
pastel x satinado
pastel x féo
satinado x féo
féo x opal
opal x satinado

dois fatores diferentes de diluição de melaninas mesmo que sejam apenas dois portadores.

Todos os acasalamentos acima gerarão pássaros atípicos ou fora da nomenclatura atual, se não na primeira geração, nas subseqüentes.

Ainda não devem ser acasalados:

intenso x intenso
dominante x dominante

Pois nesses acasalamentos ocorre o fator sub-letal, matando parte dos
embriões e gerando parte dos filhotes debilitados.

Obs.:
Alguns acasalamentos não aconselháveis podem ser feitos visando aprimorar determinadas qualidades. Por exemplo: acasalar mosaicos da linha clara com mosaico da linha escura, para obter mosaicos da linha escura bem caracterizados.

Entretanto, esses acasalamentos devem ser feitos exclusivamente por criadores experientes e que possuam um plantei grande.

Acasale sempre

linha clara x linha clara
linha escura x linha escura
sem fator x sem fator
com fator x com fator
nevado x intenso
nevado x dominante
nevado x recessivo
mosaico x mosaico
diluído x diluído
oxidado x oxidado

TABELAS

A - Lipocromo
1 - intenso x nevado
prole: machos e fêmeas intensos e nevados

2 - mosaico x mosaico
prole: machos e fêmeas mosaicos

3 - nevado x dominante
prole: machos e fêmeas nevados e dominantes

4 - nevado x nevado
prole: machos e fêmeas nevados, porém esse acasalamento gera pássaros com excesso de névoa e de plumagem.

Obs.: mosaicos x intenso. Podem ser acasalados, visando intensificar o lipocromo nas zonas índices dos mosaicos e reduzir o excesso de plumagem.
Contudo, só depois de algumas gerações e de acasalamentos consangüíneos obtém-se bons resultados.

B - Diluídos x Diluídos

l - (M) ágata x (F) Isabel
prole: machos ágatas portadores de Isabel fêmeas ágatas

2 - (M) ágata x (F) ágata
prole: machos e fêmeas ágatas

3 - (M) isabel x (F) Isabel
prole: machos e fêmeas isabéis

4 - (M) isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis

5 - (M) ágata portador de Isabel x (F) isabel
prole: machos isabéis
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas

6 - (M) ágata portador de Isabel x (F) ágata
prole: machos ágatas
machos ágatas portadores de isabel
fêmeas isabéis
fêmeas ágatas

C - Oxidados x Oxidados
1 - (M) negro-marrom x (F) negro-marrom
prole: machos e fêmeas negro-marrons

2 - (M) negro-marrom x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas negro-marrons

3 - (M) canela x (F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas

4 - (M) canela x (F) canela
prole: machos e fêmeas canelas

5 - (M) negro-marrom p/ canela x(F) negro-marrom
prole: machos negro-marrons
machos negro-marrons p/canela
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons

6 - (M) negro-marrom p/ canela x (F) canela
prole: machos negro-marrons p/canela
machos canelas
fêmeas canelas
fêmeas negro-marrons

Os canários negro-marrons oxidados são os verdes, azuis e cobres.

Porém na tabela quando aparece o termo negro-marrom não podemos esquecer que os cobres, ao contrário dos verdes e azuis, têm fator vermelho. Os acasalamentos corretos são:

verde x verde
verde x canela amarelo ou prateado
verde x azul
azul x canela amarelo nevado
cobre x cobre
cobre x canela vermelho
canela x canela

Obs.:
Os acasalamentos com negro-marrons portadores de ágata ou Isabel e canelas portadores de isabel, não foram feitos porque esses pássaros descendem de acasalamentos incorretos.

D - Pastel - Satínê - Marfim
1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos portadores fêmeas puras

2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros

3 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais

4 - (M) normal x (F) pura
prole: machos portadores fêmeas normais

5 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais machos portadores

fêmeas normais
fêmeas puras

6 - (M) portador x (F) pura prole: machos portadores
machos puros
fêmeas normais
fêmeas puras

Esses fatores são caracterizados por gens ligados ao sexo masculino. Não existindo fêmeas portadoras, porque apenas um gen é suficiente para a caracterização desses fatores no fenótipo das fêmeas.

E • Recessivo - Opal - Ino (Féos) Topázios

1 - (M) puro x (F) normal
prole: machos e fêmeas portadores

2 - (M) puro x (F) pura
prole: machos e fêmeas puros

3 - (M) puro x (F) portadora
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras

4 - (M) normal x (F) normal
prole: machos e fêmeas normais

5 - (M) normal x (F) pura
prole: machos e fêmeas portadores

6 - (M) normal x (F) portadora
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras

7 - (M) portador x (F) normal
prole: machos normais
machos portadores
fêmeas normais
fêmeas portadoras

8 - (M) portador x (F) pura
prole: machos puros
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas portadoras

9 - (M) portador x (F) portadora
prole: machos puros machos normais
machos portadores
fêmeas puras
fêmeas normais
fêmeas portadoras

Esses fatores são caracterizados por gens recessivos, que necessitam estar em dose dupla para sua caracterização no fenótipo e independem do sexo dos pássaros acasalados, por isso nota-se que na prole o fenótipo e o genótipo dos machos e das fêmeas são sempre iguais e que nos casais l e 5, 3 e 8, 6 e 7 a prole é idêntica.

Obs.:
Os canários de olhos vermelhos da linha clara (albinos, lutinos e rubinos) devem ser acasalados como satinês e não como inos, porque no Brasil atualmente quase todos os pássaros dessa linha descendem de satinês

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Dicionário Canariocultura

PEQUENO DICIONÁRIO DA CANIRICULTURA PEQUENO DICIONÁRIO DA CANIRICULTURA


Extraído Revista ABC 1998

ALELOS
Genes em que se designam os caracteres

ANILHA
Abraçadeira inviolável para controle de criação

AUTOSSOMAL
Mutação independente do sexo dos indivíduos do casal

CAROTENO
Pigmento de cor laranja ou vermelha

CATEGORIA
Forma pela qual o lipocrômo é distribuído na plumagem

CLOACA
Orifício comum à reprodução e eliminação de fezes, urina e ovos.

CONSANGÜINIDADE
Parentesco de sangue materno ou paterno

CROMOSSOMO
Segmento de filamento cromático que se destaca por ocasião definidas na formação do novo ser

DILUIÇÃO
Efeito do enfraquecimento da cor original

DIMORFISMO
Diferença no fenótipo entre machos e fêmeas

DOMINANTE
Pássaro de caracteres dominantes às demais cores de fundo

EUMALANINA
Coloração negra ou marrom que se deposita na plumagem, formando os desenhos (estrias)

FATOR
Elemento que concorre para o resultado de uma mutação

FENÓTIPO
Características externas e visíveis de um indivíduo

FEOMALANINA
Coloração marrom que se deposita nas bordas das penas

GAMETA
Célula sexual do macho ou da fêmea

GENÉTICA
Ramo da biologia que estufa os fenômenos da hereditariedade e o modo como as características são transmitidas de uma geração para outra

GENE
Partícula do cromossomo em que se encerram os caracteres hereditários

GENOTIPO
Constituição genética interna do indivíduo

HETEROZIGOTO
Indivíduo com par de cromossomos diferentes

HÍBRIDO
Pássaro que provém de espécies diferentes (ex: pintassilgo com canária)

HOMOZIGOTO
Indivíduo com par de cromossomos idênticos

INO
Terminologia aos canários albinos, lutinos e rubinos (canários com olhos vermelho)

INTENSO
Denominação ao canário com lipocromo amarelo ou vermelho, atingindo toda a extensão das penas

LINHAGEM
Conjunto de pássaros com consangüinidade controlada

LIPOCRÔMO
São pigmentos de origem lipídica que se manifesta nas cores amarelo, amarelo marfim, vermelho, vermelho marfim e branco dominante (parcialmente)

MELANINA
Pigmentos de origem protéica, encontrado nos canários negro-marrons

MUTAÇÃO
Constituição hereditária com aparecimento de caráter inexistente nas gerações anteriores

MOSAICO
Canário de lipocrômo restrito em áreas especifícias da plumagem )máscara facial, ombros, uropígio e peito)

OXIDAÇÃO
Pigmentação melânica negra ou marrom combinada com a cor de fundo

PAULISTINHA
Denominação dada ao ágata mosaico, em função da semelhança de seu desenho dorsal com as listras da bandeira paulista

PIGMENTAÇÃO
Coloração através de substâncias

PENUGEM
Primeiras penas que surgem de um pássaro: remiges, retrizes e tetrizes.

QUISTOS
Pela impossibilidade da pena romper a pele e atingir seu desenvolvimento, fazendo com que ela e algumas vizinhas fiquem abaixo da pele, formação de bolas (caroços)

RECESSIVO
É o fator responsável pela ausência absoluta de carotenóide com inibição total do depósito de lipocrômo

REMIGES
Penas grandes das asas

RETRIZES
Penas do rabo

ROLLER
Canário de canto melodioso clássico, originário da Alemanha, este canário tem canto mais baixo que os demais, tendo como único item para concurso, o canto

SÉRIE
Agrupamento de cores quanto as características lipocrômicas e melânicas semelhantes

SEXO-LIGADO
Denominação à transmissão de uma mutação no cromossomo "X"

SCHIMELL
Manifestação indesejável de nevadismo em algumas regiões da plumagem dos canários. Característica essa que apresenta desvantagem para efeito de concurso

SIRINGE
Órgão interno do pássaro responsável pelo canto

SUBPLUMAGEM
São as penugens constituídas de penas finas, sedosas, raquis mole e barbas soltas

TIPO
Avaliação da quantidade de melanina no canário. Subdivide-se em Eumelanina e Feomelanina

TETRIZES
Penas que recobrem todo o corpo do canário

UROPÍGIO
Região do corpo do pássaro, localizado junto a cauda, onde estão localizados os pares de glândulas uropígias

VARIEDADE
Refere-se à cor de fundo do canário


Ágata Topázio