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terça-feira, 12 de abril de 2011

ÁCAROS

Revista ACCJ Junho/98
Arquivo editado em 18/09/2001

1. Cytodites Nudus
(Ácaro dos Sacos Aéreos das Aves)
Este ácaro também vive nos brônquios, traquéia, fígado, rins e coração das aves.
Os sintomas são:
Emagrecimento, perda de apetite, tosse, estertores e liberação de muco sanguinolento da traquéia.
Tratamento:
Administre um expectorante (iodeto de potássio e benzoato de sódio).


2. Dermanysus Gallinae
(Ácaro que ataca o corpo dos pássaros)
Causa sérios danoas à criação. Devido à quantidade de ácaros que infesta cada pássaro, leva rapidamente à anemia e, se não for combatido, leva à morte. Chamado de vermelhinho, parasita também o homem.
Os sintomas são:
Tristeza, mucosas pálidas, emudecimento e perda do apetite; a plumagem perde o brilho e as penas das asas e da cauda apresenta-se como se estivessem roídas.
Tratamento:
Pulverizações do produto Dipterex, usado em dosagens a 0,15%, podendo ser aplicado tanto nas aves quanto nas instalações. Cuidado com comedouros e bebedouros. Pode-se também utilizar creolina nas instalações.


3. Knemidokoptes jamaicensis
(Ácaro da Sarna Podal dos Canários)
As fêmeas escavam galerias nas patas, onde há a formação de crostas, sendo que estas ficam repletas de ácaros em diferentes fases de desenvolvimento.
Diagnóstico diferencial:
Não confundir com popilomatose das patas (unilateral).
Tratamento:
Benzoato de benzila 25% e enxofre (pó) dissolvido e misturado em vaselina líquida.


4. Kenemidokoptes pilae
(Ácaro da Sarna Cnernidocóptica dos periquitos)
Aspecto dorsal e ventral.
Há inflamação e exsudado inflamatório nas patas e bico, que desaparecem, dando formação a um tecido esponjoso.
Tratamento:
Benzoato de benzila 25% e enxofre.


5. Protoplylloes gaíndarinua
(Ácaro das penas da cauda e asa das aves)
Tem erroneamente o nome de lêndea.
Tratamento:
Usa-se álcool (embebido numa escovinha) para limpeza das penas, pois tem efeito mortal para esses ácaros. Não utilizamos o éter porque o seu emprego em quantidades maiores pode ocasionar lesões no cérebro do pássaro.

6. Sternostoma tracheacolum
(Ácaro da Asma–Fole-de-Canário)
Esse ácaro ataca as vias respiratórias e o pulmão do canário, e parasita à traquéia, os brônquios, os sacos aéreos, o parênquima pulmonar e o fígado.
Os sintomas são:
Ruídos respiratórios resfolegantes, anemia, dispnéia, ausência de canto; o pássaro abre freqüentemente o bico e tenta limpa-lo no poleiro.
Transmissão:
Contato direto do animal infectado para o sadio.
Tratamento:
Para a inflamação dos sacos aéreos dá-se antibiótico de largo espectro e polvilha-se a gaiola, coberta por um pano, com um produto acaricida durante 5 minutos, com as aves expostas. Repete-se o tratamento por mais duas horas.


7. Syrongophilus bipectinata
(Ácaro do Canhão das Penas das Aves)
As penas ficam repletas de material seco e acumulado onde se encontram os ácaros, caem e pode haver inflamação. No periquito ataca a base das penas, ocasionando a queda das mesmas, deixando a área onde estavam implantadas com aspecto crostoso. Tem a cor castanho-escuro.
Tratamento:Aplique diretamente sobre o pássaro, produtos fosforados (Malathion, Malatol) que atingem tanto piolhos como ácaros ectoparasitas. Evite que os produtos caiam na água e nos alimentos.


Ágata Topázio